Um homem de 38 anos morreu após ter a cabeça presa em uma máquina durante o expediente em uma empresa de Rio Claro (SP). O caso ocorreu na terça-feira (9) e é o terceiro acidente de trabalho fatal registrado na região em apenas cinco dias.
Arnaldinho Rosa de Almeida trabalhava na empresa Cristofoletti, no distrito de Batovi, quando o incidente aconteceu por volta das 16h30. Colegas estranharam a demora dele para verificar uma máquina que havia parado e o encontraram preso entre a esteira rolante e uma barra de ferro.
Eles o retiraram do equipamento, prestaram os primeiros socorros com o apoio da equipe de enfermagem da empresa e acionaram o Corpo de Bombeiros e o Samu. A vítima foi levada à UPA do Bairro do Estádio, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita. Peritos da Polícia Científica estiveram no local para apurar as circunstâncias. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro.
Empresa se manifesta
Em nota, o Grupo Cristofoletti lamentou o falecimento e informou que presta apoio à família. A companhia, que atua na produção de pisos e revestimentos cerâmicos há mais de 45 anos, afirmou que investiga as causas e reforçou o compromisso com normas de segurança do trabalho.
Série de acidentes na região
O caso de Arnaldinho é o terceiro em sequência curta. Na segunda-feira (8), o pedreiro Antônio Aparecido Amâncio, de 70 anos, morreu em Leme após ser atingido pela cobertura de um portão durante uma reforma no Jardim Ana Paula.
No sábado (6), o jovem Tales Porchat de Moura Ribeiro, de 24 anos, perdeu a vida na mesma cidade ao manobrar uma empilhadeira em uma empresa de reciclagem. A máquina tombou sobre ele, causando lesão na coluna. Ele morreu no local.
O que muda na prática
Três óbitos em cinco dias colocam em evidência os riscos no ambiente laboral local. No contexto nacional, o Brasil registrou em 2025 o maior número da série histórica: 806 mil acidentes e 3.644 mortes no trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Especialistas apontam que, mesmo com formalização crescente, a segurança ainda precisa avançar para reduzir esses números. As investigações dos três casos seguem em andamento para identificar responsabilidades e prevenir novas ocorrências.