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Pai espanca e mata filha de 12 anos após ver conversa no Instagram em Várzea Grande

Polícia Civil
Polícia Civil - Foto: site: pc.sc.gov.br

Um homem de 42 anos espancou e estrangulou a própria filha de 12 anos até a morte após descobrir uma conversa dela com um menino no Instagram. O crime ocorreu no domingo (7) em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT).

Claudinei da Silva é suspeito de matar Olga Beatriz Santos da Silva. Segundo a Polícia Civil, a adolescente usou o celular do pai para acessar a rede social. Ao recuperar o aparelho, ele viu as mensagens e reagiu com violência.

O delegado Nilson César, da Delegacia de Homicídios de Cuiabá, informou que a convivência entre pai e filha era descrita como boa pela família. Olga gostava do pai e havia escolhido ficar com ele até o domingo, em vez de voltar mais cedo para a casa da mãe.

A casa onde o crime aconteceu fica no fundo de um terreno com outras residências. Isso impediu que os gritos da menina fossem ouvidos por vizinhos. A polícia encontrou sinais claros de luta no local, com escoriações no tórax da vítima.

A mãe da adolescente foi buscar a filha por volta das 18h e estranhou a versão dada por Claudinei, que disse que ela estaria brincando na casa de uma vizinha. Ele fugiu do local logo depois. Um amigo o convenceu a se apresentar na Delegacia de Várzea Grande.

Prisão convertida para preventiva

Na segunda-feira (8), durante audiência de custódia, a Justiça decretou a prisão preventiva de Claudinei. O juiz Juliano Hermont Hermes da Silva, da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, tomou a decisão. O caso tramita em sigilo.

A mãe da vítima tinha medida protetiva contra o suspeito. Investigadores apuram se o crime também envolve vingança contra ela. A Polícia Civil indiciou Claudinei por feminicídio, com agravante por se tratar de vítima menor de 14 anos.

O que revela o caso sobre violência intrafamiliar

Casos como o de Olga Beatriz expõem como discussões aparentemente simples podem escalar para tragédias quando misturadas a ciúme e controle. A adolescente não tinha histórico de conflitos graves com o pai, segundo relatos à polícia, o que reforça a imprevisibilidade da violência doméstica.

No Brasil, os números de feminicídios seguem em alta. Em 2025, foram registradas 1.568 vítimas, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Crianças e adolescentes muitas vezes presenciam ou são impactadas diretamente por essa violência.

A investigação do caso continua para esclarecer todos os detalhes, incluindo a dinâmica exata dos fatos dentro da residência.

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