Son Heung-min vai comandar a Coreia do Sul na estreia da Copa do Mundo de 2026. O capitão e maior referência da seleção asiática enfrenta a República Tcheca nesta quinta-feira, a partir das 23h (horário de Brasília), no estádio Akron, em Jalisco, no México. O duelo abre a primeira rodada do Grupo A, que ainda conta com México e África do Sul.
Aos 33 anos, Son disputa sua quarta Copa do Mundo. Ele chega ao torneio após mudar de ares na carreira, deixando o Tottenham para atuar pelo Los Angeles FC, nos Estados Unidos. A experiência na MLS tem sido positiva em termos de adaptação ao ambiente norte-americano, o que pode ser uma vantagem nas partidas disputadas em solo mexicano e americano.
O atacante acumula mais de 50 gols pela seleção sul-coreana e está próximo de igualar ou superar o recorde histórico de Cha Bum-kun. Em entrevistas recentes, Son tem falado abertamente sobre a possibilidade de esta ser sua última participação em um Mundial. “Vamos dar tudo”, garantiu o capitão ao comentar a empolgação do grupo para o jogo de abertura. Ele destacou que percebe a motivação nos olhares dos companheiros.
A Coreia do Sul chega ao torneio com campanha invicta nas Eliminatórias Asiáticas: 11 vitórias e cinco empates. Em 2022, no Catar, a equipe parou nas oitavas de final contra o Brasil. Agora, com Son como líder técnico e emocional, a expectativa é avançar de fase e repetir ou superar aquela campanha.
Trajetória de Son Heung-min rumo à quarta Copa
Nascido em Chuncheon, Son iniciou a carreira na Europa ainda jovem e se consolidou como um dos principais nomes do futebol asiático. No Tottenham, tornou-se ídolo ao conquistar a Chuteira de Ouro da Premier League. A transferência para o LAFC, em 2025, representou um novo capítulo. Apesar de uma temporada com números sólidos de assistências, ele viveu um período de jejum de gols, mas brincou que estava “guardando” para a Copa.
Essa mentalidade de se preparar especificamente para o torneio reflete a disciplina que sempre marcou sua trajetória. Son já superou lesões e desafios físicos ao longo da carreira. Aos 33 anos, ele combina experiência com liderança, distribuindo responsabilidades entre jovens talentos como Lee Kang-in, do Paris Saint-Germain, e o sólido zagueiro Kim Min-jae, do Bayern de Munique.
O técnico Hong Myung-bo montou uma equipe equilibrada. O esquema costuma ter Son atuando mais aberto pela esquerda ou centralizado, com velocidade nas transições e um meio-campo povoado para dar suporte. Nos amistosos preparatórios, a Coreia do Sul goleou Trinidad e Tobago por 5 a 0 e venceu El Salvador por 1 a 0, mostrando poder ofensivo mesmo sem forçar o ritmo máximo.
República Tcheca busca surpreender após longo hiato
Do outro lado, a República Tcheca volta a uma Copa do Mundo após 20 anos. O time europeu terminou em segundo nas Eliminatórias e garantiu vaga pela repescagem, eliminando Irlanda e Dinamarca nos pênaltis. O estilo é físico, forte no jogo aéreo e com infiltrações pelo lado direito, especialmente com Vladimir Coufal.
Patrik Schick, do Bayer Leverkusen, é a principal referência no ataque. O técnico Miroslav Kouvek aposta em uma defesa organizada para neutralizar o talento de Son. A partida tende a ser equilibrada, com a Coreia do Sul levando vantagem técnica, mas precisando superar o jogo aéreo tcheco.
Estádio e contexto da partida
O estádio Akron, em Guadalajara, recebe o confronto como uma das sedes do Mundial. O local tem boa estrutura e deve contar com boa presença de torcedores sul-coreanos, conhecidos pela paixão e organização nas arquibancadas.
A transmissão fica por conta da Cazé TV, com o ge acompanhando em tempo real. Para a Coreia do Sul, o jogo representa o primeiro passo rumo a um objetivo maior: sair do grupo e sonhar com quartas de final ou mais, algo que só foi alcançado uma vez na história, em 2002, quando sediaram a competição ao lado do Japão.
O que muda para Son e a seleção
Jogar “em casa” no continente americano é um fator citado pelo próprio Son. A adaptação ao fuso horário e ao estilo de jogo da MLS pode ajudar o capitão a manter o ritmo físico ao longo do torneio. Ele já demonstrou em entrevistas o desejo de repetir o bom desempenho de 2022, quando liderou o time até as oitavas.
O legado de Son vai além dos gols. Ele é idolatrado na Coreia do Sul como um exemplo de dedicação. Sua história inclui treinamentos rigorosos desde a infância e a escolha precoce de seguir carreira na Europa. Essa mentalidade inspira os companheiros mais jovens.
A República Tcheca, por sua vez, entra como azarão, mas com moral alta após a repescagem. O duelo coloca em campo experiência contra organização coletiva. Son deve ter liberdade para criar, mas precisará de suporte para superar a marcação cerrada.
Prováveis escalações e arbitragem
Coreia do Sul — técnico: Hong Myung-bo Provável escalação: Jo Hyeonwoo; Lee Hanbeom, Kim Minjae e Lee Gihyuk; Seol Youngwoo, Hwang Inbeom, Lee Jaesung e Lee Taeseok; Lee Kangin, Hwang Heechan e Son Heung-min.
República Tcheca — técnico: Miroslav Kouvek Provável escalação: Matej Kovár; Chaloupek, Robin Hranác e Ladislav Krejcí; Vladimír Coufal, Vladimír Darida, Tomáš Soucek, Lukáš Provod, Pavel Šulc e Jaroslav Zelený; Patrik Schick.
Arbitragem
- Árbitro: Amin Mohamed (Egito)
- Assistente 1: Mahmoud Abouelregal (Egito)
- Assistente 2: Ahmed Hossam Taha (Egito)
- Quarto árbitro: Juan Calderon (Costa Rica)
- VAR: Mahmoud Ashour (Egito)
- Assistente do VAR: Joe Dickerson (Estados Unidos)
Onde assistir
- Transmissão: Cazé TV
- Tempo real: o ge acompanha todos os lances.
A partida marca o início da jornada da Coreia do Sul no Mundial. Com Son Heung-min no auge da liderança, a torcida sul-coreana sonha alto. O resultado desta quinta pode definir o tom da campanha no Grupo A.