Ciência

Estudo revela que poliglotas podem ter cérebro até 13 anos mais jovem com fluência em quatro idiomas

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idioma - Summit Art Creations/Shutterstock.com

Novas descobertas indicam que a proficiência em múltiplas línguas pode prolongar a juventude cerebral. Uma pesquisa recente aponta que, quanto mais idiomas um indivíduo domina, maior é o atraso no processo de envelhecimento do cérebro, preservando as funções cognitivas de forma mais eficaz.

As conclusões foram divulgadas por uma equipe de especialistas do Centro Basco de Cognição, Cérebro e Linguagem, localizado na Espanha. Os cientistas apresentaram os resultados em um fórum promovido pela União Europeia de Sociedades de Neurociência, detalhando a ligação entre a vivência multilíngue e a intrincada conectividade cerebral.

Para mensurar a idade do cérebro, os pesquisadores empregaram técnicas de magnetoencefalografia (MEG) combinadas com inteligência artificial. Os dados mostraram que pessoas bilíngues exibiam um cérebro com uma idade estimada em seis anos a menos, enquanto os trilíngues apresentavam uma vantagem de sete anos em comparação com aqueles que falavam apenas um idioma.

O resultado mais impressionante foi observado em indivíduos que dominam quatro línguas: o envelhecimento cerebral nestes casos foi retardado em incríveis 13 anos, demonstrando um impacto substancial da multilinguagem.

DNA, cérebro
DNA, cérebro – Kittyfly/shutterstock.com

Os cientistas explicaram que os benefícios antienvelhecimento são mais evidentes quando o aprendizado de um segundo idioma começa em idade precoce e quando o nível de fluência alcançado é elevado. Essas condições amplificam os efeitos protetores sobre a massa cinzenta.

Isso sugere que o segredo para o retardamento do envelhecimento cerebral não reside apenas no fato de conhecer uma língua estrangeira, mas sim na profundidade e na constância da imersão e da prática linguística ao longo da vida, ativando continuamente diferentes áreas do cérebro.

Apesar de o estudo ter considerado variáveis como o grau de escolaridade, os pesquisadores ressaltaram que fatores externos, como um estilo de vida saudável adotado por muitos falantes multilíngues, não podem ser totalmente excluídos como contribuintes. Mesmo assim, os especialistas reiteram a fundamental importância da aprendizagem contínua de idiomas como uma poderosa estratégia para resguardar a saúde cognitiva cerebral.

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