Dívida de R$ 45 milhões e falha no registro complicam renovação de Memphis no Corinthians
As negociações para a renovação do contrato do atacante Memphis Depay com o Corinthians seguem com entraves significativos, a menos de duas semanas do término do vínculo do jogador, que se encerra na próxima terça-feira, 31 de julho de 2026. O clube e o estafe do atleta continuam em conversas, mas obstáculos financeiros e burocráticos têm impedido um avanço concreto nas tratativas.
Entraves nas negociações travam futuro de Memphis
O principal ponto de atrito nas conversas é a considerável dívida que o Corinthians possui com Memphis Depay. Atualmente, o valor pendente gira em torno de R$ 45 milhões, mas pode se aproximar dos R$ 50 milhões caso as partes cheguem a um acordo para parcelamento do montante. Essa pendência financeira tem sido um fator crucial para a lentidão no processo de renovação.
Outro elemento que gerou desgaste e complicou o cenário foi um equívoco no registro do contrato do jogador. Inicialmente, o vínculo foi registrado até 20 de junho de 2026, quando o prazo correto era 31 de julho do mesmo ano. Além disso, o Corinthians perdeu o prazo para corrigir essa informação, que expirou 30 dias antes da data registrada incorretamente.
Erro de registro e irritação do estafe do jogador
O erro de registro contratual provocou uma forte irritação entre os representantes jurídicos de Memphis Depay, impactando negativamente as discussões sobre a renovação. A falha na documentação aumentou a cautela por parte do estafe do atleta nas tratativas com a diretoria corintiana, que já adota uma postura exigente nas negociações.
Fontes próximas à situação revelaram que a equipe que representa o atacante sempre demonstrou rigor e firmeza em suas demandas, característica que não foi alterada durante as conversas para o novo contrato. Essa postura, somada aos problemas existentes, tem tornado o diálogo ainda mais complexo e demorado.
Cenário incerto no departamento de futebol corintiano
Dentro do Corinthians, as opiniões sobre a permanência de Memphis Depay divergem. Em diversos setores do clube, as chances de o jogador continuar são vistas como cada vez menores. No entanto, o departamento de futebol ainda trabalha com um cenário considerado equilibrado, avaliando as possibilidades de renovação em aproximadamente 50%.
A confiança do departamento de futebol está ligada, em grande parte, às perspectivas que o clube pode oferecer ao atacante. Além do protagonismo dentro de campo, a diretoria entende que Memphis Depay construiu relações positivas no Brasil que poderiam impulsionar projetos pessoais e profissionais após sua carreira no futebol, especialmente nas áreas musical e social.
Proposta de redução de valores e planejamento pessoal
A proposta apresentada pelo Corinthians para a renovação contratual prevê uma redução significativa dos valores em comparação ao acordo atual. Apesar disso, o clube acredita que outros fatores, como o ambiente e as oportunidades extracampo, poderiam pesar a favor da permanência do jogador.
Por outro lado, pessoas próximas a Memphis Depay observam o atual cenário de indefinição como um aspecto desfavorável à continuidade do atacante. O planejamento físico e mental do jogador já contempla a possibilidade de que ele deixe o Corinthians ao final do contrato, buscando outras oportunidades em sua carreira.
Clube busca alternativas financeiras para quitar dívida
Enquanto a renovação segue em compasso de espera, o departamento financeiro do Corinthians explora alternativas para quitar as pendências financeiras com Memphis Depay, independentemente do desfecho das negociações. O clube estuda possibilidades que incluem a venda de ativos e operações financeiras para alongar o pagamento da dívida.
Uma das alternativas avaliadas é similar à operação realizada para saldar o débito com o Talleres, da Argentina, referente à contratação do meia Rodrigo Garro. Naquela ocasião, o Corinthians conseguiu parcelar o valor devido por meio de uma operação financeira com a empresa Outfield, que realizou o pagamento de cerca de R$ 36 milhões, parcelado em 36 vezes com juros de aproximadamente 1% ao ano mais CDI.
O Corinthians avalia que encontrar uma nova operadora financeira disposta a replicar um modelo semelhante pode ser uma saída plausível para quitar a dívida com o atacante. O objetivo principal seria estender o prazo de pagamento, liberando o clube da pressão financeira imediata e desvinculando essa questão da renovação contratual.
Desafios na obtenção de novas garantias para operações financeiras
Apesar do sucesso da operação com o Talleres, o principal obstáculo para a realização de um novo acordo similar é a escassez de garantias disponíveis. O clube já possui diversos ativos comprometidos em outras operações de antecipação de receitas e utilizados como garantias financeiras, o que limita sua capacidade de buscar novos parceiros para renegociar dívidas.









