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Donald Trump barra CNN, MS NOW e Politico na Casa Branca

Donald J. Trump - Rawpixel.com / Shutterstock.com
Donald J. Trump - Rawpixel.com / Shutterstock.com

O presidente Donald Trump barrou os repórteres da CNN, da MS NOW e do Politico dos eventos de cobertura no interior da Casa Branca em 18 de setembro de 2026. A determinação contra as três empresas de notícias, que mantêm coberturas críticas ao governo republicano em Washington, entrou em vigor logo após o anúncio digital. Trump justificou a restrição acusando os três órgãos de veicularem informações inverídicas, sem apresentar documentos comprobatórios.

Justificativas presidenciais e acusações sobre contratos federais

O chefe do Executivo norte-americano publicou o veto em suas redes sociais e prometeu afastar qualquer equipe de comunicação que produzir conteúdos classificados por ele como falsos. A medida tem efeito imediato.

Trump também classificou como ato ilícito o repasse de US$ 8 milhões autorizado durante a gestão de Joe Biden ao Politico. Os recursos em questão custearam a contratação de assinaturas corporativas para diversos órgãos federais que compravam os boletins informativos da publicação. Em sua mensagem, o governante declarou que “os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou noticiar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América”. Essa declaração reforça o confronto mantido pela atual presidência contra a imprensa tradicional.

Perfil das três empresas atingidas pelo bloqueio governamental

A exclusão atinge três grupos informativos com ampla presença nacional e sedes de trabalho no distrito federal. Os alvos da decisão cobrem áreas distintas da atividade política e midiática:

  • CNN, uma das maiores emissoras de televisão de notícias em operação nos Estados Unidos.
  • MS NOW, canal a cabo com linha editorial de centro-esquerda e expressiva audiência em âmbito nacional.
  • Politico, portal especializado na cobertura minuciosa dos bastidores do poder em Washington.
CNN logo - Kelly vanDellen / Shutterstock.com
CNN logo – Kelly vanDellen / Shutterstock.com

As três empresas acumulam longo histórico de apurações críticas à administração republicana. O bloqueio ordenado pela presidência altera a rotina de trabalho desses profissionais no complexo de Washington. O impedimento limita a participação dos jornalistas em entrevistas e cerimônias oficiais organizadas pelo governo.

Mudanças nas regras de credenciamento na sala de imprensa

A administração republicana extinguiu o modelo histórico conduzido pela associação independente de jornalistas e centralizou a escolha das pessoas autorizadas a questionar o presidente. O sistema tradicional organizava anteriormente um rodízio sistemático planejado entre repórteres de diferentes veículos de imprensa e órgãos de notícias com a finalidade expressa de garantir a pluralidade plena e o acompanhamento rotineiro das atividades diárias do chefe de Estado.

A equipe de assessoria instalou bancadas exclusivas destinadas a autores de newsletters, podcasters e páginas digitais na sala oficial de imprensa. Defensores da iniciativa alegam que a nova distribuição física acompanha as transformações recentes da tecnologia e da comunicação. Grupos de direitos civis, em contrapartida, criticam o dispositivo por abrir caminho preferencial a comunicadores alinhados à presidência. As alterações modificaram a dinâmica da sala de coletivas.

Restrições anteriores e contestações à luz da Constituição

A medida retoma procedimentos adotados no ano anterior contra outros órgãos de imprensa, quando o governo dos Estados Unidos impediu a agência Associated Press de viajar no avião Air Force One e de acompanhar compromissos no Salão Oval. A exclusão aconteceu após a recusa editorial da agência em empregar a expressão “Golfo da América” para a área do Golfo do México, demanda que foi levada aos tribunais e validada em favor do governo por uma corte de apelações norte-americana.

Em fevereiro de 2025, o governo já havia barrado equipes da Reuters, da Associated Press e de outros veículos na primeira reunião de ministros comandada por Trump. Os profissionais impedidos de trabalhar afirmaram que as proibições contrariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. A norma constitucional norte-americana veta expressamente a interferência estatal sobre a liberdade de expressão e o trabalho da imprensa.

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