Novo Resident Evil estreia com 97% no Rotten Tomatoes e supera Sonic 3 como melhor filme de game
O diretor Zach Cregger colocou a nova adaptação cinematográfica de Resident Evil no topo histórico das produções baseadas em jogos eletrônicos ao registrar 97% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes em 24 de março de 2026. A pontuação computada nos Estados Unidos coloca a obra à frente de todos os competidores do gênero.
O índice de 97% ultrapassou com folga o recorde de 86% pertencente a Sonic 3, produzido pela Paramount Pictures.
Os críticos internacionais avaliaram as primeiras exibições fechadas e destacaram a ruptura estilística proposta pelo cineasta em relação aos sete filmes anteriores da franquia capitaneada pela distribuidora Sony Pictures. O modelo anterior priorizava sequências de ação exagerada com a personagem Alice. Agora, a narrativa foca no terror de sobrevivência claustrofóbico que consagrou o título original da Capcom nos consoles.
Avaliação histórica no Rotten Tomatoes desbanca recorde anterior
A recepção crítica quebrou a barreira que historicamente limitava o desempenho de projetos derivados de jogos eletrônicos em premiações e veículos especializados de Hollywood. Com 97% obtidos com base em dezenas de análises profissionais nos Estados Unidos, a criação superou a concorrência direta que vinha estabelecendo padrões para o mercado consumidor global nos últimos anos.
O longa anterior do ouriço azul havia mantido o teto de 86% durante semanas com sua mistura de computação gráfica e comédia para toda a família.
Zach Cregger adotou um caminho oposto ao escolher um tom cru que acumulou 72 críticas amplamente favoráveis e apenas duas avaliações desfavoráveis no momento da publicação do índice. A métrica oficial aponta que a obra atingiu o selo de certificação máxima antes mesmo de entrar no circuito comercial global.
Trama paralela aos eventos de Raccoon City descarta heróis clássicos
O enredo principal não traz rostos familiares dos videogames e exclui deliberadamente os personagens Leon S. Kennedy e Jill Valentine do roteiro principal. A narrativa acontece durante o colapso biológico de Raccoon City, correndo em linha temporal estritamente paralela aos acontecimentos mostrados nos jogos Resident Evil 2 e Resident Evil 3: Nemesis.
A história foca em três moradores anônimos que trabalhavam nos serviços essenciais da cidade e desconheciam os experimentos ilegais conduzidos nos laboratórios subterrâneos da corporação farmacêutica Umbrella.
Ao dispensar soldados de elite como Chris Redfield ou membros do esquadrão S.T.A.R.S., o roteiro escrito pelo próprio Zach Cregger obriga civis desarmados a improvisarem rotas de fuga contra monstros que tomaram as ruas periféricas e delegacias secundárias. O espectador acompanha o pânico do cidadão comum diante da proliferação do vírus T.
Direção de Zach Cregger aposta no horror psicológico
O cineasta ganhou notoriedade global após dirigir Barbarian em 2022, longa-metragem de suspense psicológico de baixo orçamento que arrecadou mais de 45 milhões de dólares nas bilheterias mundiais a partir de um custo de 4,5 milhões de dólares. A produtora Constantin Film e a Sony Pictures entregaram o comando criativo da marca de videogame para Zach Cregger em função dessa capacidade de gerar medo sem recorrer a efeitos visuais artificiais.
A produção utilizou maquiagem prostética avançada e cenários reais construídos em galpões na cidade de Toronto, reduzindo o uso de telas verdes para menos de 10% do tempo de projeção.
Classificação das adaptações mais bem cotadas nos cinemas
O topo do ranking de pontuações de produções baseadas no mercado gamer sofreu mudanças drásticas com a entrada do novo projeto de terror.
- Resident Evil, dirigido por Zach Cregger: 97% de aprovação
- Sonic 3, da Paramount Pictures: 86% de aprovação
- The Super Mario Bros. Movie, da Universal Pictures: 59% da crítica e 95% do público
- Detetive Pikachu, da Warner Bros.: 68% de aprovação
Calendário de lançamento nos cinemas do Brasil
A distribuidora confirmou o lançamento nos cinemas brasileiros para 17 de setembro de 2026, um dia antes da estreia oficial no território norte-americano. As redes de cinema locais iniciarão a venda antecipada de ingressos com três semanas de antecedência nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro e capitais do Sul e Nordeste.
A classificação indicativa recomendada pelo Ministério da Justiça para as salas de cinema do país será de 18 anos devido à violência gráfica continuada.
Os complexos de salas já reservaram horários noturnos em salas do formato IMAX em Brasília e Belo Horizonte.




