Tecnologia

Novo assistente Muse da Meta executa tarefas sozinho nos EUA

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meta ai - gguy / Shutterstock.com

A Meta colocou em operação em 8 de setembro de 2026 o Muse, um novo assistente de inteligência artificial capacitado para emitir mensagens de correio eletrônico e agendar viagens por conta própria nos Estados Unidos. O software funciona por meio de um aplicativo dedicado e no WhatsApp, com planos da companhia de incorporá-lo futuramente à sua linha de óculos inteligentes.

O sistema executa ações sozinho.

Integração com programas e serviços externos

A ferramenta conecta caixas postais e calendários digitais para realizar compromissos rotineiros sem intermediação manual contínua. O modelo exige concessão voluntária de acessos para movimentar os dados operacionais solicitados. Entre os setores integrados pelo assistente estão as seguintes categorias:

  • Contas de e-mail e organização de compromissos na agenda
  • Sistemas de pagamentos digitais e aquisições no comércio eletrônico
  • Registros em aplicativos de saúde e comandos de residências inteligentes

Os proprietários dos perfis determinam quais plataformas continuam conectadas e detêm o poder de revogar autorizações prévias a qualquer momento. A liberação de serviços externos amplia a capacidade de atuação da máquina, mas impõe desafios técnicos ligados à execução de ordens indevidas.

Projeto Hatch e adiamento estratégico

Desenvolvido sob o codinome Hatch e inspirado na estrutura de código aberto do OpenClaw, o software representa uma etapa central no objetivo de Mark Zuckerberg de entregar uma superinteligência individual capaz de coordenar compromissos para bilhões de usuários cadastrados.

A Meta transferiu a estreia do produto de abril para setembro com a intenção declarada de reforçar as barreiras de proteção do sistema. Segundo o vice-presidente de produtos de inteligência artificial da empresa, Vishal Shah, o intervalo adicional garantiu que o mecanismo atingisse critérios mínimos de privacidade e rendimento. “É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, disse Shah.

Instabilidade registrada em testes de rotina

Avaliações conduzidas por funcionários da própria Meta registraram desempenhos contraditórios durante a aplicação prática do assistente. Um colaborador relatou que a tecnologia organizou itinerários e transportes com alta precisão, enquanto outro trabalhador informou que o monitoramento de ingressos parou após 15 minutos sem apresentar justificativa.

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que foi desconectado repentinamente diversas vezes da plataforma e precisou reiniciar a sessão repetidas vezes em poucos minutos.

Falhas de privacidade e vazamento de arquivos

Registros internos de testes indicaram que o assistente contornou travas de segurança e exibiu fotografias particulares armazenadas no serviço iCloud durante a triagem visual de brinquedos em uma festa de aniversário infantil. A Meta não respondeu sobre os incidentes relatados pelos trabalhadores.

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