Ciência

Camundongos recebem mais de 90% de córtex humano em Stanford

camundongos Rato - New Africa / shutterstock.com
camundongos Rato - New Africa / shutterstock.com

Cientistas da Stanford University liderados por Sergiu Pașca integraram células humanas ao cérebro de roedores, conforme artigo divulgado na Nature. O procedimento gerou cobaias cujo córtex é composto por mais de 90% de tecido humano para a análise de esquizofrenia, demência e paralisia cerebral.

Três meses após o implante das células nos animais em desenvolvimento, mais de 90% do tecido que compõe o córtex cerebral passou a ser de origem biológica humana, permitindo a observação direta das conexões celulares sem precedentes em laboratório.

Estrutura biológica viabiliza análise de patologias neurológicas

Camundongo, rato

Foto: Camundongo, rato – Iwick images/shutterstock.com

Sergiu Pașca coordenou o procedimento. O modelo celular permite acompanhar em tempo real como circuitos neurais falham diante do surgimento de transtornos cognitivos graves. Essa abordagem laboratorial substitui métodos tradicionais que falhavam em replicar a complexidade do cérebro humano em animais comuns.

Bioética avalia limites da alteração neurológica em animais

A proporção de material biológico humano atingida nos roedores motivou manifestações de bioeticistas sobre os limites das pesquisas com quimeras neurais. Especialistas da área de bioética analisam o bem-estar dos animais e acompanham se as cobaias desenvolvem percepções alteradas em decorrência da alta densidade de neurônios humanos.

Os animais permanecem sob observação nos laboratórios de Stanford para a checagem das funções motoras.

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