Fim do pesadelo: Vitória da Ponte Preta após 22 jogos é lição de dignidade em meio ao caos
A Ponte Preta superou o CRB por 1 a 0 no Moisés Lucarelli, em 20 de setembro de 2026, 24 horas após os sócios do clube barrarem a constituição de uma SAF em votação interna. O elenco profissional e os funcionários administrativos superaram a crise política dos bastidores para confirmar a vitória.
O triunfo obtido no estádio Moisés Lucarelli encerrou um período de 22 confrontos sem vitória e representou a resposta do elenco aos frequentes atrasos nos pagamentos, à falta de infraestrutura e à instabilidade institucional que atinge o clube paulista.
A equipe permaneceu 149 dias sem ganhar partidas oficiais pela Série B. O retrospecto negativo acumulou 19 reveses e três igualdades no torneio nacional. Essa sequência marcou o intervalo mais longo sem triunfos em uma única edição da competição.
A Ponte Preta permanece na última colocação com 13 pontos somados e mantém uma distância considerável em relação aos concorrentes que tentam escapar do descenso.
O placar favorável diante de um rival posicionado na parte superior da classificação refletiu a resistência dos atletas no gramado. A equipe campineira competiu durante os 90 minutos apesar das dificuldades que cercavam o confronto.
Os atrasos salariais na agremiação atingem diferentes departamentos e chegam a acumular até 12 meses de pendências com alguns profissionais.
O gramado do estádio Moisés Lucarelli apresentou severo desgaste durante toda a partida. As arquibancadas registraram o comparecimento de apenas 1.018 torcedores sob chuva em Campinas.
O elenco da Ponte Preta se reuniu de joelhos no gramado para rezar logo após o apito final do árbitro.
Os relatos na saída de campo detalharam a rotina pesada suportada pelos atletas durante a crise. O volante Rodrigo Souza declarou que a prioridade era voltar para casa, abraçar os familiares e telefonar ao pai para avisar que a equipe havia vencido.
O lateral Danilo Barcelos explicou que a conquista teve significado enorme para os atletas que decidiram continuar e lutar pela instituição.
Danilo Barcelos exerceu liderança ativa. O capitão da Ponte Preta manteve a postura firme no vestiário e simbolizou o empenho do grupo em campo.
O goleiro Vinicius Ferrari, formado nas categorias de base do clube, realizou cinco defesas difíceis para garantir a manutenção da vantagem mínima no placar.
O técnico Gilson Kleina comandou a equipe à beira do campo em sua sexta passagem pela Ponte Preta. O treinador aceitou a missão de dirigir o grupo combalido psicologicamente e reorganizou os setores em Campinas.
O atacante Brandão, autor do gol decisivo na Série B, quase se transferiu para o futebol da Bulgária durante o andamento da temporada.
A negociação internacional não avançou e o jogador retornou para finalizar o maior jejum de vitórias do certame nacional. O gol marcado no Moisés Lucarelli encerrou meses de turbulência no ataque pontepretano.
O resultado positivo contra o CRB não encerra a crise financeira nem diminui as divergências políticas nos bastidores do clube de Campinas.
O empenho dos atletas no gramado em 20 de setembro de 2026 provou a dedicação dos profissionais que seguem trabalhando no clube. O compromisso esportivo se sobrepôs às dificuldades estruturais da instituição.
O futebol apresentado no Moisés Lucarelli superou a turbulência administrativa dos dirigentes em Campinas.

