Por Julie Ingwersen
CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do trigo negociados em Chicago recuaram para uma mínima de quase dois meses nesta quarta-feira, testando o nível psicológico de 5 dólares por bushel, pressionados por expectativas de aumento nas ofertas globais de grãos e pela forte competição por exportações, segundo analistas.
Os futuros da soja e do milho também recuaram, com o ritmo veloz de plantio nos Estados Unidos sustentando as expectativas de grandes safras. Operadores ignoraram o suporte proveniente de novas vendas de soja dos EUA para a China. [nL1N2CT2A2] [nL1N2CV0VC]
O contrato julho do trigo fechou em queda de 12,75 centavos de dólar, a 5,0175 dólares por bushel, depois de tocar uma mínima de 5,0025 dólares/bushel, o menor nível desde 18 de março.
A soja para julho recuou 12,50 centavos, para 8,3950 dólares o bushel, e o vencimento julho do milho cedeu 4 centavos, a 3,1825 dólares por bushel.
O trigo registrou o maior declínio percentual da sessão. Na véspera, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) projetou os estoques globais de trigo ao final de 2020/21 em uma máxima recorde de 310,12 milhões de toneladas, versus 295,12 milhões de toneladas ao final de 2019/20.
O USDA estimou uma queda nas exportações de trigo dos EUA em 2020/21 na comparação com o ano anterior, enquanto os embarques de Rússia, Argentina, Austrália e Canadá devem crescer.
“Embora nos EUA as ofertas de trigo estejam um pouco mais confortáveis para a nova safra, o USDA está dizendo ao mercado que continuaremos precificados fora dos mercados globais por mais 12 meses”, disse Terry Reilly,
(Reportagem de Julie Ingwersen em Chicago, com reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)
