SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um homem invadiu a sede do comando da polícia em Paris, matou três guardas e uma agente a facadas e morreu após ser baleado na cabeça por um dos policiais. As vítimas foram uma mulher e três homens.
Uma outra mulher, que trabalha na direção de Recursos Humanos do departamento policial, também foi atacada, segundo o jornal Le Monde. Ela foi levada de helicóptero para um hospital em Clamart, na região metropolitana de Paris, ainda de acordo com o diário francês.
O ataque aconteceu no início da tarde desta quinta-feira (3), por volta das 13h no horário local (8h de Brasília).
O comando da polícia fica próximo à Catedral de Notre-Dame. A região foi isolada pelas forças de segurança da França, e a estação de metrô mais próxima foi fechada.
O agressor trabalhava na Diretoria de Inteligência da polícia. Seu nome não foi revelado. Segundo a imprensa francesa, ele seria um homem de 45 anos, que atuava havia 20 anos no setor de informática. Ele teria iniciado o ataque a partir do seu escritório e foi morto em um pátio.
“De acordo com os elementos que tenho, estamos diante de um drama hierárquico”, declarou Christophe Crepin, porta-voz do coletivo Policiais Revoltados à rádio France Info. Segundo Crépin, ele tinha problemas “com sua chefe de serviço”. A mulher seria uma das vítimas.
Como parte das investigações para determinar a razão dos ataques, a esposa do agressor foi detida para interrogatório e uma operação de busca e apreensão é realizada na residência do casal.
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, lamentou o ataque. “A perda é grande. Vários policiais perderam a vida. (…) Prestaremos homenagens às vítimas e saudaremos o compromisso inabalável dos membros da polícia”, escreveu em uma rede social.
O presidente Emmanuel Macron foi ao local. Também seguiram para lá o ministro do Interior, Christophe Castaner, que adiou uma viagem à Turquia, e o primeiro-ministro, Edouard Philippe.
“Este homem nunca apresentou o menor sinal de alerta nem de dificuldades comportamentais”, afirmou Castaner.
O ataque ocorreu no dia seguinte a um protesto de milhares de policiais em Paris, uma mobilização sem precedentes em quase 20 anos. Os agentes estão preocupados com o aumento de suicídios na instituição e com a reforma previdenciária planejada pelo governo de Macron.
Segundo organizações sindicais, 26 mil pessoas participaram do ato. Há quase 150 mil policiais na França.

