Por Janina Nuno Rios
(Reuters) – Os jogadores Agustín Palavecino, do River Plate, e Marcos Rojo e Luis Vázquez, do Boca Juniors, foram convocados a depor por promotores de Buenos Aires após uma briga acirrada que levou a sete cartões vermelhos na vitória do River por 1 x 0 no clássico argentino no domingo.
Enquanto o “Superclássico” entre os dois times mais populares da Argentina caminhava para um empate sem gols, o árbitro concedeu um pênalti nos acréscimos para o River que Miguel Borja converteu para entregar a vitória aos líderes da liga, deixando o Boca, atual campeão nacional, em 13º na tabela.
Palavecino então comemorou o gol diante dos jogadores do Boca, desencadeando uma briga que parou a partida por 16 minutos, que teve intervenção da polícia do estádio e resultou nas expulsões de três jogadores de cada lado, além do técnico do Boca, Jorge Almirón.
A Promotoria para Grandes Eventos de Buenos Aires apresentou acusações contra Palavecino e Vázquez por incitar a desordem, e contra Rojo por entrar em campo sem autorização, já que o ex-zagueiro do Manchester United não participou da partida por conta de uma lesão.
“O Marcos foi ajudar o time porque ele é o capitão e foi colaborar, não foi prejudicar ninguém”, disse o presidente do Boca Juniors, Jorge Amor, à Reuters.
“Essas são as consequências da arbitragem pelas quais nos sentimos prejudicados. Não sou a favor de nenhum ato de violência. Ninguém procurava agressão, tudo começou depois do grito (de Palavecino após o gol)”, disse.
Palavecino se desculpou nesta segunda-feira, dizendo que lamentava ações e admitiu que não conseguiu se controlar.
“Foi um erro e não é a imagem que queremos passar no River. Há um caminho a percorrer e temos de segui-lo”, disse o meio-campista à emissora local Tyc Sports.
(Reportagem de Janina Nuno Rios, na Cidade do México)

