Greve no INSS: governo quer aumentar salários na Previdência Social Em resposta à greve iniciada na última terça-feira (16) pelos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Governo Federal apresentou uma nova proposta de reajuste salarial. Conforme informações do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), o governo propôs um aumento acumulado de até 28,7% a ser distribuído ao longo de quatro anos, de 2023 a 2026.
DETALHES DA NOVA PROPOSTA
Durante a quarta reunião de negociação com a categoria, o governo se comprometeu com a criação do Comitê Gestor de Carreiras, previsto em lei, como parte do acordo. A proposta também inclui a valorização do vencimento básico dos servidores, visando reduzir a diferença entre este e a Gratificação de Desempenho de Atividades do Seguro Social (GDASS). Além disso, a proposta prevê a criação de uma nova gratificação de atividade, que substituirá a atual Gratificação de Atividade Executiva (GAE).
AVALIAÇÃO DOS SINDICATOS
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e o Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social (Sinss-BR) estão atualmente avaliando a proposta. As entidades informaram que solicitaram mais informações ao MGI para realizar estudos detalhados, formar uma convicção e decidir o posicionamento da categoria.
MANUTENÇÃO DA GREVE
Apesar da nova proposta, o SINSSP-BR decidiu manter a greve. Uma reunião do comando de greve do SINSS-BR realizada na quinta-feira (18) decidiu por convocar uma nova assembleia para o dia 24 de julho, quarta-feira, para que a categoria decida se aceitará ou não a proposta apresentada pelo governo. O comando de greve se reunirá no início da próxima semana para estudar a proposta e levar uma decisão para a assembleia.
IMPACTOS DA PARALISAÇÃO
A greve dos servidores do INSS está afetando serviços essenciais, como análise e concessão de benefícios, aposentadorias, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendimentos presenciais (exceto perícia médica), análise de recursos e revisões. Segundo o sindicato, a operação pente-fino, anunciada recentemente pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi, para garantir uma economia de R$ 26 bilhões em despesas obrigatórias, pode ser comprometida devido à paralisação.
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