Chapecoense supera Ponte Preta e encerra série negativa na Série B

chapecoense fc/instagram

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Após um longo jejum de vitórias, a Chapecoense finalmente reencontrou o caminho dos três pontos ao vencer a Ponte Preta por 2 a 0, nesta segunda-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A partida, válida pela 25ª rodada da Série B, foi marcada por pressão do time da casa, momentos decisivos de bola parada e o retorno triunfante de Gilmar Dal Pozzo, que conquistou sua primeira vitória desde que reassumiu o comando técnico da equipe catarinense.

Primeiro triunfo em mais de dois meses

A última vitória da Chapecoense havia ocorrido em 6 de julho, quando o time derrotou o Goiás fora de casa por 2 a 1. Desde então, foram dez jogos sem vencer, o que colocou a equipe na zona de rebaixamento. Com o resultado desta segunda-feira, o clube alviverde chegou aos 25 pontos, permanecendo na 18ª colocação, empatado com o Ituano, que está fora da zona da degola apenas pelos critérios de desempate.

Ponte Preta sob pressão

Já a Ponte Preta acumulou o sexto jogo consecutivo sem vitória, aumentando ainda mais a pressão sobre o time e sua comissão técnica. A equipe campineira, que teve algumas boas chances ao longo da partida, demonstrou nervosismo nas finalizações e acabou desperdiçando oportunidades cruciais. A derrota deixou a Macaca na 14ª posição com 29 pontos, ainda com uma certa distância da zona de rebaixamento, mas em alerta após o novo revés.

Domínio inicial da Ponte, mas Chapecoense mais eficiente

A Ponte Preta começou o jogo com uma postura mais agressiva, dominando as ações ofensivas. Logo aos 24 minutos, Igor Inocêncio fez um cruzamento perigoso para Renato, que cabeceou bem, mas parou na defesa de Léo Vieira. Pouco tempo depois, em nova jogada aérea, Dodô carimbou a trave após receber de Renato, fazendo a torcida campineira acreditar que o gol era questão de tempo.

Porém, foi a Chapecoense que abriu o placar em um momento decisivo. Aos 36 minutos do primeiro tempo, Maílton cobrou escanteio com precisão, e o zagueiro João Paulo desviou de cabeça, colocando a equipe catarinense em vantagem. O gol foi um balde de água fria para a Ponte, que até aquele momento controlava mais a posse de bola, mas não conseguia traduzir esse domínio em gols.

Segundo tempo de poucas emoções e decisão nos minutos finais

No segundo tempo, a Chapecoense ajustou sua estratégia, recuando suas linhas e permitindo que a Ponte Preta tivesse mais posse de bola. O time da casa, no entanto, continuava com dificuldades em penetrar na defesa adversária e criar chances claras de gol. Aos 18 minutos, Rafael Carvalheira chegou a balançar as redes, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento.

A Ponte Preta, por sua vez, viu sua situação se complicar ainda mais aos 21 minutos, quando Sérgio Raphael cometeu pênalti ao derrubar Bruno Leonardo dentro da área. Além do pênalti, o zagueiro campineiro foi expulso, deixando a equipe com um a menos. Giovanni Augusto teve a chance de ampliar o placar, mas Pedro Rocha fez uma grande defesa e manteve a Ponte viva na partida.

Mesmo com um jogador a menos, a Ponte Preta tentou reagir, mas foi a Chapecoense que aproveitou a vantagem numérica. Aos 42 minutos, Mário Sérgio aproveitou um rebote após desvio e acertou um forte chute para fazer o segundo gol, decretando a vitória da equipe catarinense e encerrando o longo jejum.

Análise técnica: Chapecoense aproveita chances e se impõe

A vitória da Chapecoense foi marcada por uma atuação sólida, especialmente na defesa, que soube segurar a pressão da Ponte Preta e aproveitar as poucas oportunidades que teve. O técnico Gilmar Dal Pozzo conseguiu reorganizar a equipe após um início conturbado e mostrou que o time ainda tem força para lutar pela permanência na Série B. A vitória foi crucial para dar moral ao elenco, que vinha sendo pressionado pelos resultados negativos.

Já a Ponte Preta, apesar de ter iniciado o jogo com mais intensidade, pecou pela falta de precisão nas finalizações e pelas falhas defensivas nos momentos decisivos. A expulsão de Sérgio Raphael agravou ainda mais a situação da equipe, que, mesmo com a superioridade numérica em posse de bola, não conseguiu converter isso em gols.

Próximos compromissos

Com o resultado, a Ponte Preta precisa reagir rapidamente para evitar que a sequência de maus resultados afete sua campanha. Na próxima rodada, o time campineiro enfrenta o Ituano, na sexta-feira, às 21h30, novamente no Estádio Moisés Lucarelli, em uma partida de grande importância para ambas as equipes. A Chapecoense, por sua vez, recebe o Ceará no domingo, às 18h30, na Arena Condá, em Chapecó, em mais um confronto decisivo na luta contra o rebaixamento.

Ficha técnica

  • Ponte Preta: Pedro Rocha; Igor Inocêncio (capitão), Mateus Silva, Sérgio Raphael e Gabriel Risso (Heitor Roca); Hudson, Castro e Dodô (Matheus Régis); Iago Dias (Ramon/Guilherme Portuga), Gabriel Novaes e Renato (Kauã Moreira). Técnico: Nelsinho Baptista.
  • Chapecoense: Léo Vieira; Maílton (Marcelinho), Bruno Leonardo (Bruno Vinícius), João Paulo (Eduardo Domma) e Mancha; Auremir, Tárik (Lucas Buchecha) e Thomás (Giovanni Augusto); Marcinho, Rafael Carvalheira e Mário Sérgio. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.
  • Gols: João Paulo, aos 36 minutos do primeiro tempo, e Mário Sérgio, aos 42 minutos do segundo tempo.
  • Cartões amarelos: Guilherme Portuga e Mateus Silva (Ponte Preta); João Paulo e Maílton (Chapecoense).
  • Cartão vermelho: Sérgio Raphael (Ponte Preta).
  • Público: 3.748 torcedores.
  • Renda: R$ 74.540,00.
  • Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP).
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