Gol de Almendra logo no início coloca Racing em vantagem decisiva

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Racing - Foto: Instagram

O Racing Club entrou em campo contra o Athletico-PR em um confronto decisivo pelas quartas de final da Copa Sul-Americana 2024. Logo no início do primeiro tempo, o volante Almendra marcou um gol importante para o time argentino, inflamando os ânimos dos torcedores no estádio Presidente Perón. O duelo começou quente, com os dois times buscando uma vaga na semifinal.

Gol relâmpago de Almendra muda o cenário logo no começo

O apito inicial mal soou e, com apenas 53 segundos de jogo, o Racing já comemorava o primeiro gol da partida. Em um lance de extrema precisão, Almendra aproveitou um cruzamento na área e não desperdiçou a oportunidade de abrir o placar. Esse gol precoce foi um verdadeiro balde de água fria para o Athletico-PR, que havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0 em Curitiba, e agora precisava correr atrás do prejuízo.

Com o gol de Almendra, o Racing passou a controlar o ritmo do jogo, ditando as ações e colocando pressão constante sobre o Furacão. A equipe paranaense, por sua vez, tentava reagir, mas encontrava dificuldades para quebrar a forte marcação imposta pelos argentinos.

Athletico tenta reagir, mas encontra dificuldades

O Athletico-PR sabia que precisava de um empate para se classificar diretamente às semifinais, mas o gol no início desestabilizou o time. A estreia do técnico Lucho González, argentino e ex-jogador do clube, trouxe expectativa para o jogo, mas a pressão logo no início dificultou o trabalho da equipe paranaense. Com a vantagem no placar, o Racing usou o apoio da torcida para sufocar o adversário.

Lucho González, recém-chegado ao comando técnico, ainda busca ajustar seu esquema tático e conhecer melhor o elenco. A missão era complexa: reverter um placar adverso na casa de um time que teve a melhor campanha da primeira fase da competição. Apesar do esforço, o Racing mantinha uma postura sólida, e o Athletico não conseguia finalizar com precisão.

Um minuto de silêncio emocionante

Antes do início da partida, as equipes respeitaram um minuto de silêncio em homenagem ao zagueiro uruguaio Juan Manuel Izquierdo, do Nacional-URU. O jogador, de apenas 27 anos, faleceu recentemente após um mal súbito durante uma partida pela Libertadores contra o São Paulo. A homenagem emocionou os presentes no estádio e marcou o início da noite de Copa Sul-Americana.

Racing aproveita o fator casa

Jogando no El Cilindro, em Buenos Aires, o Racing aproveitou ao máximo o apoio de sua torcida. Conhecido por sua paixão, o público presente no estádio não parou de apoiar o time, criando um ambiente hostil para o Athletico. O fator casa sempre foi uma grande arma para o Racing, que fez uma excelente campanha na fase de grupos e agora buscava uma vitória convincente para avançar à semifinal da competição continental.

Após o gol de Almendra, o Racing continuou pressionando e tentando ampliar a vantagem, sabendo que um segundo gol poderia praticamente garantir a classificação. As investidas pelas laterais e os cruzamentos na área se tornaram armas constantes contra a defesa paranaense, que estava sob constante pressão.

Substituições estratégicas para tentar mudar o jogo

No decorrer do segundo tempo, Lucho González promoveu mudanças táticas na tentativa de dar mais velocidade e poder ofensivo ao Athletico-PR. As entradas de jogadores como Canobbio visavam renovar as energias e buscar alternativas para furar a defesa argentina. No entanto, o Racing continuava com uma postura sólida e bem postada defensivamente.

O técnico Fernando Gago, por outro lado, manteve a estratégia de segurar a vantagem no placar. Mesmo com o Athletico tentando buscar o empate, o Racing soube administrar o jogo, controlando a posse de bola e evitando que o Furacão encontrasse espaços para ameaçar o gol de Arias.

Athletico-PR sentiu a pressão

Durante a maior parte do jogo, o Athletico teve dificuldades para criar chances claras de gol. Com uma defesa bem estruturada e um meio de campo que não conseguia conectar boas jogadas ofensivas, a equipe de Lucho González encontrou um cenário adverso. As melhores tentativas do Furacão vinham de bolas paradas e contra-ataques, mas a defesa do Racing esteve sempre atenta para neutralizar essas jogadas.

O Racing, por sua vez, apesar de não ter ampliado o placar, manteve o controle da partida e conseguiu segurar a vantagem construída no início do jogo. O time argentino demonstrou a mesma consistência que o levou a ter a melhor campanha na fase de grupos da Copa Sul-Americana.

O que estava em jogo

Com o gol de Almendra, o Racing inverteu a vantagem que o Athletico havia conquistado na partida de ida, vencida pelos paranaenses por 1 a 0, com gol de João Cruz. Agora, a equipe argentina jogava por mais um gol ou pela manutenção da vantagem mínima para se classificar às semifinais. Um cenário de empate nos placares agregados levaria a decisão para os pênaltis.

Além da vaga na semifinal, o vencedor deste confronto teria o Corinthians como próximo adversário, o que tornava o embate ainda mais crucial para ambos os clubes. Para o Racing, a busca era por retomar a glória continental, enquanto o Athletico tentava manter viva a esperança de conquistar seu terceiro título da Sul-Americana, após os triunfos em 2018 e 2021.

Campanhas destacadas na competição

Tanto Racing quanto Athletico chegaram às quartas de final após campanhas sólidas na Copa Sul-Americana. O time argentino, comandado por Fernando Gago, liderou a fase de grupos com uma performance impecável, acumulando 15 pontos e se estabelecendo como um dos favoritos ao título. No mata-mata, a equipe passou por Cerro Porteño e Belgrano com exibições convincentes.

O Athletico, por outro lado, teve um início fulminante na fase de grupos, com quatro vitórias consecutivas. No entanto, tropeços nas rodadas finais permitiram que o Sportivo Ameliano e o Danubio tomassem a liderança. Mesmo assim, o Furacão superou essas dificuldades e eliminou equipes tradicionais, como Cerro Porteño e Belgrano, para chegar até o confronto com o Racing.

Expectativas para o segundo tempo

Com a vantagem no placar, o Racing entrou no segundo tempo com a missão de manter o controle da partida e garantir a vaga na semifinal. A equipe de Fernando Gago sabia da importância de administrar o resultado sem se expor demais, evitando contra-ataques perigosos do Athletico.

Enquanto isso, o Furacão precisava buscar o empate a qualquer custo, sabendo que uma eliminação precoce significaria o fim de suas aspirações continentais em 2024. Lucho González, em sua estreia como técnico, enfrentava um grande desafio: reorganizar a equipe, que sentiu o golpe do gol relâmpago e precisou se reinventar ao longo da partida.

Um confronto de gigantes sul-americanos

O duelo entre Racing e Athletico-PR representava não apenas uma disputa por uma vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana, mas também um confronto de duas equipes com grande tradição e história no futebol sul-americano. O Racing, uma das equipes mais tradicionais da Argentina, e o Athletico, um dos clubes mais em ascensão no Brasil, protagonizaram um jogo emocionante, que será lembrado pelos torcedores de ambos os lados.

No apito final, o destino dos dois times na competição seria decidido em detalhes: quem conseguiria avançar e enfrentar o Corinthians na próxima fase?

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