Criança morre e outra está internada com suspeita de envenenamento no Rio

Ythallo Raphael

Ythallo Raphael - Foto: Reprodução

Uma tragédia envolvendo suspeita de envenenamento com chumbinho abalou a Zona Sul do Rio de Janeiro, onde uma criança de seis anos morreu e outra de sete anos está em estado grave no Hospital Miguel Couto. As autoridades estão investigando o caso para identificar a origem do envenenamento.

O que se sabe sobre o caso

Ythallo Raphael Tobias Rosa, de seis anos, foi levado à UPA de Del Castilho na segunda-feira, 30 de setembro, após apresentar sintomas graves de envenenamento, como vômitos e desmaios. Infelizmente, ele não resistiu e morreu na unidade. Pouco tempo depois, Benjamin Rodrigues Ribeiro, de sete anos, deu entrada na mesma UPA com sintomas semelhantes e foi transferido para o Hospital Miguel Couto, onde permanece internado em estado grave.

Investigação inicial

Os dois garotos estudavam na mesma escola, em Cavalcante, Zona Norte do Rio. Apesar de não terem sido levados juntos ao hospital, os pais das crianças se encontraram na UPA e começaram a perceber as coincidências. A principal suspeita é que ambos possam ter ingerido algum alimento contaminado, seja na escola ou no caminho de volta para casa. A Polícia Civil está investigando todas as possibilidades, e os pais das crianças devem prestar depoimento para ajudar a esclarecer os eventos que culminaram na tragédia.

Declarações das famílias

Felipe Rodrigues, pai de Benjamin, afirmou que o filho passou mal logo após voltar da escola, por volta das 17h30. Ele relatou que o médico que atendeu seu filho identificou a presença de chumbinho no organismo da criança, indicando envenenamento. O pai de Benjamin ainda comentou sobre a semelhança dos sintomas que seu filho e Ythallo apresentaram, e como essa conexão se formou ao conversarem com a família de Ythallo.

“Os dois estavam vomitando e desfalecidos. A mãe de Ythallo comentou que ele também estudava na mesma escola que meu filho. A partir daí, começamos a conectar as histórias e perceber que os dois tinham sintomas muito parecidos”, explicou Felipe Rodrigues.

Posicionamento da escola

A Secretaria Municipal de Educação emitiu uma nota confirmando que Ythallo não compareceu à escola nos dias que antecederam o incidente, mas foi visto andando de bicicleta na rua no domingo anterior à tragédia. Já Benjamin frequentou as aulas normalmente até o fim do turno, por volta das 17h30. A secretaria também garantiu que a desinsetização na escola é feita regularmente pela Comlurb, com produtos específicos para o controle de roedores, sem o uso de chumbinho.

Próximos passos

As investigações continuam para determinar como o chumbinho pode ter sido ingerido pelas crianças e de onde ele pode ter vindo. A polícia está ouvindo os pais, professores e funcionários da escola para tentar encontrar respostas e evitar que outros alunos sejam expostos a esse risco. As autoridades também estão analisando os últimos dias das crianças para identificar o possível momento da contaminação.

Impacto na comunidade

O caso trouxe grande comoção à comunidade escolar e às famílias dos alunos da escola, que agora vivem com o temor de que mais crianças possam ter sido expostas. O chumbinho, um veneno usado ilegalmente para o controle de pragas, é extremamente perigoso e muitas vezes é vendido de forma clandestina. A tragédia reacende o debate sobre o perigo desse produto, que tem causado diversas mortes em todo o país.

Além de investigar a fonte do veneno, as autoridades de saúde e educação estão mobilizadas para intensificar campanhas de conscientização sobre os riscos do chumbinho e como evitar tragédias como esta. As famílias aguardam ansiosamente por respostas e pela recuperação de Benjamin, que segue internado em estado grave.

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