O Atlético-MG está enfrentando uma nova complicação financeira após atrasar o pagamento de uma das parcelas referentes à compra do atacante Deyverson. A dívida levou o Cuiabá a notificar o clube mineiro e a iniciar uma ação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Com isso, o Atlético agora corre o risco de ter que quitar o valor total do acordo de maneira antecipada, comprometendo ainda mais seu orçamento para a próxima temporada.
Contrato e valor total da transação
O acordo entre as duas equipes foi estabelecido no valor total de R$ 4,5 milhões, divididos em quatro parcelas. O Atlético-MG pagou apenas a primeira parcela de R$ 500 mil, que foi quitada dentro do prazo. No entanto, a segunda parcela, também de R$ 500 mil, que tinha vencimento no dia 15 de setembro de 2024, não foi paga. Esse atraso gerou uma notificação oficial do Cuiabá, que exigiu a regularização em até 20 dias.
Sem a resposta esperada, o Cuiabá decidiu levar o caso para a CNRD, órgão responsável por mediar disputas entre clubes no futebol brasileiro. Com isso, todas as demais parcelas — previstas para 2025 — passaram a ser consideradas vencidas, forçando o Galo a pagar o valor integral de uma só vez.
Calendário de pagamentos e valor total devido
Com o atraso no pagamento, o contrato prevê que todas as parcelas futuras se tornem exigíveis de imediato. Dessa forma, o Atlético-MG deve arcar com o valor total das parcelas restantes, acrescido de juros e multas. A situação pode se tornar um grande empecilho financeiro para o clube, que, segundo informações, deve ao Cuiabá aproximadamente R$ 4,055 milhões. A seguir, estão os detalhes das parcelas:
- R$ 500 mil: parcela vencida em 15/09/2024.
- R$ 1.500.000: prevista para vencimento em 31/03/2025.
- R$ 1.000.000: prevista para vencimento em 30/06/2025.
- R$ 1.000.000: prevista para vencimento em 30/09/2025.
Com a ativação de todas as cláusulas por inadimplência, o montante total foi antecipado, gerando uma pressão adicional no caixa do clube.
Cuiabá e a reação ao atraso
O Cuiabá, por meio de sua diretoria, afirmou que notificou o Atlético-MG formalmente no dia 17 de setembro, logo após o primeiro descumprimento do acordo. O clube mato-grossense aguardou o cumprimento do prazo legal de 20 dias, mas sem sucesso. Agora, com a ação na CNRD, o Dourado busca garantir que o valor integral seja pago o quanto antes, incluindo os juros e multas estabelecidos pelo contrato.
Essa medida legal é uma forma de proteger os interesses do clube, já que o Cuiabá também depende desses recursos para seus próprios compromissos financeiros e investimentos. A situação complica ainda mais o cenário para o Atlético-MG, que já enfrenta desafios em outras frentes, como a formação do elenco para a próxima temporada e a disputa por vagas em competições internacionais.
Impacto no orçamento do Atlético-MG
O Atlético-MG tem buscado manter um orçamento competitivo, principalmente visando a disputa da Copa Libertadores em 2025. O presidente do clube, Ricardo Guimarães, destacou recentemente que a gestão está focada em manter um elenco forte, mas ressaltou a importância de equilibrar as finanças para não comprometer os planos de crescimento.
No entanto, essa dívida inesperada com o Cuiabá representa uma dificuldade adicional. Com a obrigação de quitar o valor de forma antecipada, o Galo pode ter que revisar seu planejamento financeiro e até mesmo buscar alternativas, como venda de jogadores ou renegociação de contratos, para conseguir encaixar o pagamento sem impactar outras áreas do clube.
Histórico de problemas financeiros do Galo
Este não é o primeiro episódio de complicações financeiras envolvendo o Atlético-MG. O clube tem um histórico recente de dificuldades para honrar compromissos com outras equipes e jogadores. Esses problemas têm gerado preocupações entre os torcedores, que temem que a situação possa afetar o desempenho do time dentro de campo e a capacidade de atrair novos reforços.
A ação na CNRD é um reflexo de um problema mais profundo, relacionado à gestão financeira e à necessidade de priorizar certos investimentos. O atraso no pagamento de parcelas de contratações, especialmente em negociações complexas, pode gerar consequências negativas, como bloqueios de transferências ou sanções mais severas.
Alternativas para o Atlético-MG resolver a situação
Diante desse cenário, o Atlético-MG terá que explorar alternativas para resolver o problema. Entre as possíveis soluções estão:
- Renegociação do valor com o Cuiabá: Caso o clube consiga negociar prazos mais longos ou novas condições de pagamento, poderá reduzir o impacto imediato no caixa.
- Venda de jogadores: Outra medida seria a negociação de atletas para obter receitas que possam cobrir a dívida.
- Parcerias financeiras: Buscas por patrocínios ou empréstimos pontuais poderiam ajudar a sanar o débito sem prejudicar o orçamento geral do clube.
No entanto, qualquer que seja a escolha, será necessário agir rapidamente para evitar penalidades ainda maiores por parte da CNRD.
Repercussão no elenco e planejamento para 2025
A situação financeira do Atlético-MG tem reflexos diretos no planejamento do elenco. Caso o clube não consiga resolver a pendência com o Cuiabá, poderá ter que abrir mão de reforços planejados para 2025, o que dificultaria a manutenção de um elenco competitivo. Além disso, a pressão por resultados aumenta, já que um eventual fracasso na obtenção de receitas através de torneios internacionais poderia piorar ainda mais o quadro.
A falta de estabilidade financeira também pode afetar a confiança de jogadores e comissão técnica, que buscam um ambiente de trabalho com maior segurança para desenvolver suas atividades. Com um 2025 desafiador pela frente, o Galo precisará encontrar soluções criativas para driblar as dificuldades e manter seu nível de competitividade.
O que esperar dos próximos passos?
Com o caso já em processo na CNRD, o Atlético-MG deve intensificar as negociações com o Cuiabá nos próximos dias. A expectativa é de que ambas as partes tentem chegar a um acordo que evite maiores consequências para o Galo, como bloqueio de receitas ou sanções esportivas. No entanto, o desfecho ainda é incerto e depende da disposição do Cuiabá em aceitar novas condições de pagamento.
A pressão por resultados positivos, tanto em campo quanto na gestão financeira, continuará em alta, e a solução dessa pendência será um fator crucial para definir os rumos do clube no próximo ano.

