Lore Improta escorrega e brilha no desfile da Viradouro

Lore Improta

Lore Improta - Foto: Instagram

A madrugada do dia 3 de março trouxe um momento inesperado para a Unidos da Viradouro durante a primeira noite de desfiles do grupo especial na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, quando Lore Improta, musa da escola, escorregou e caiu diante da segunda cabine de jurados. Vestida com uma fantasia que homenageava o “Chá de Jurema”, elemento central do enredo “Malunguinho: o mensageiro dos três mundos”, a dançarina de 31 anos não deixou o incidente apagar seu brilho. Rapidamente socorrida por um integrante da agremiação, ela se ergueu com um sorriso e continuou sambando, transformando o tombo em um símbolo de resiliência que ecoou entre os milhares de foliões presentes. A Viradouro, que defendia o título conquistado em 2024, enfrentou outros contratempos, como fantasias que se desfizeram e paradas na evolução, mas completou sua passagem dentro dos 70 minutos regulamentares, mantendo viva a esperança de mais um pódio. O Carnaval carioca, que mobiliza cerca de 70 mil espectadores por noite no sambódromo, viu na garra de Lore e na força da escola um reflexo da paixão que move a festa.

Lore Improta, casada com o cantor Léo Santana e mãe da pequena Liz, é presença constante na Sapucaí há seis anos, consolidando-se como um dos destaques da Viradouro. Sua energia e carisma encantaram o público, mesmo após o susto na avenida.

Com mais de 14 milhões de seguidores no Instagram, a influenciadora usou as redes para mostrar os arranhões na coxa e no bumbum, garantindo que estava bem e celebrando a beleza do desfile, que explorou a cultura afro-brasileira com profundidade.

Queda de Lore Improta viraliza na Sapucaí

O tombo de Lore Improta ocorreu em um trecho escorregadio da avenida, enquanto ela exibia sua fantasia inspirada no “Chá de Jurema”, com tons terrosos que remetiam à espiritualidade do enredo. A queda, em frente aos jurados, gerou um burburinho imediato nas arquibancadas, mas a dançarina se recuperou com agilidade, ajudada por um componente da escola, e seguiu o desfile com a mesma vitalidade que a tornou conhecida. O público reagiu com aplausos, admirando sua determinação em não deixar o imprevisto interromper sua performance.

Além da queda de Lore, a Viradouro enfrentou desafios técnicos durante a apresentação. Algumas alas tiveram dificuldades com fantasias que se soltaram, e paradas prolongadas atrasaram a evolução, mas a escola conseguiu ajustar o ritmo e finalizar o desfile às 2h da madrugada, com pouco mais de um minuto de folga no cronômetro.

A musa, que já passou por momentos marcantes na Sapucaí, como o desfile vitorioso de 2024, mostrou seu bom humor ao comentar o incidente em uma van, a caminho de casa. Ela destacou a emoção de representar a Viradouro e minimizou os arranhões, focando na experiência positiva da noite.

Caminhada de Lore na Viradouro reflete paixão

Lore Improta chegou à Unidos da Viradouro em 2020, estreando no grupo especial em um ano que marcou o retorno dos desfiles após os adiamentos da pandemia. Desde então, ela se tornou uma figura essencial para a escola de Niterói, participando de seis carnavais consecutivos e ajudando a conquistar o título de 2024 com o enredo “Arroboboi Dangbé”. Sua trajetória na folia carioca começou após anos de experiência em Salvador, onde dançava nos trios elétricos ao lado de Léo Santana, mas foi na Sapucaí que ela encontrou um espaço para brilhar como musa, combinando dança, carisma e conexão com o público.

Natural de Salvador, Lore começou como bailarina profissional no programa do Faustão e se destacou como influenciadora digital, criando conteúdos que vão desde coreografias até momentos com a filha Liz, nascida em 2021. Na Viradouro, ela desfila ao lado de Erika Januza, rainha de bateria, formando uma dupla que simboliza força e representatividade feminina na escola.

O casamento com Léo Santana, celebrado em 2021, trouxe ainda mais visibilidade à dançarina. O cantor, que frequentemente prestigia os desfiles da esposa na Sapucaí, já se declarou fã de sua entrega ao Carnaval, acompanhando-a de perto em várias edições, inclusive na noite do tombo.

Desfile da Viradouro une cultura e desafios

A apresentação da Viradouro na Sapucaí foi marcada por um enredo rico e visualmente impactante, que mergulhava na história de Malunguinho, líder quilombola pernambucano, e no uso do chá de jurema como símbolo de conexão espiritual. Com cerca de 3 mil componentes, cinco carros alegóricos e uma bateria de 270 ritmistas liderada por Erika Januza, a escola apostou em tecnologia, como os chapéus voadores da comissão de frente, mas enfrentou percalços que testaram sua organização. A queda de Lore Improta foi apenas um dos imprevistos, acompanhada por fantasias que se desfizeram e paradas que exigiram ajustes rápidos para manter o ritmo.

Erika Januza, que brilhou com uma fantasia dourada de 15 quilos, chegou à avenida após a estreia de um filme indicado ao Oscar, trazendo emoção extra à sua participação. A bateria, conhecida como “Furiosa”, sustentou o samba-enredo com força, enquanto as alas coreografadas exibiam a riqueza do tema afro-brasileiro, mesmo com alguns componentes enfrentando dificuldades com o figurino.

A Viradouro entrou como terceira escola da noite, após a Porto da Pedra e a Portela, e abriu caminho para apresentações como a da Mangueira, que usou drones em seu desfile sobre os povos bantus. Apesar dos desafios, a escola de Niterói terminou seu trajeto sob aplausos, mantendo sua reputação de resiliência.

Momentos que definiram a noite na avenida

A primeira noite do grupo especial na Sapucaí trouxe uma sequência intensa de desfiles, com a Viradouro enfrentando imprevistos que não diminuíram seu impacto. A queda de Lore Improta, os problemas com fantasias e a evolução ajustada marcaram a passagem da escola, que ainda assim recebeu apoio massivo do público presente. O enredo, centrado em Malunguinho e na cultura dos quilombos, trouxe uma narrativa poderosa, reforçada por elementos visuais como os carros alegóricos de até 12 metros de altura.

Outras escolas também deixaram sua marca na noite. A Portela, com 28 títulos em sua história, emocionou com um samba sobre raízes culturais, enquanto a Mangueira inovou com pipas controladas por drones, acelerando suas alas finais para cumprir o tempo. A Viradouro, mesmo com os contratempos, manteve a energia que a levou ao título em 2024.

Histórico da Viradouro destaca força no Carnaval

A Unidos da Viradouro tem uma trajetória de superação no Carnaval carioca, com três títulos no grupo especial: 1997, 2020 e 2024. Originada em Niterói, a escola reúne cerca de 80% de seus componentes na comunidade local, o que fortalece sua identidade e conexão com os foliões. O enredo de 2024, “Arroboboi Dangbé”, marcou sua volta ao topo após o vice-campeonato em 2023, e agora, com “Malunguinho”, ela busca manter a hegemonia em um desfile que uniu tradição e inovação.

Lore Improta, como musa, e Erika Januza, como rainha, representam a força feminina que impulsiona a agremiação. A bateria “Furiosa”, com seus 270 integrantes, é outro pilar da escola, conhecida por sua precisão e energia que contagiam a Sapucaí a cada passagem.

Detalhes curiosos da noite na Sapucaí

A passagem da Viradouro trouxe elementos que chamaram atenção do público e enriqueceram o desfile. Veja alguns destaques da apresentação:

  • Chapéus voadores na comissão de frente usaram tecnologia para simular o transe da jurema.
  • A fantasia de Lore Improta pesava cerca de 8 quilos, com detalhes feitos à mão.
  • Erika Januza desfilou com um figurino reciclado, destacando sustentabilidade.
  • O desfile mobilizou 3 mil pessoas, com alas ensaiadas por meses em Niterói.

Esses aspectos mostram o cuidado da escola com cada detalhe, mesmo enfrentando imprevistos como a queda da musa e os ajustes na evolução.

Presença marcante de Lore e outras estrelas

Lore Improta não esteve sozinha no brilho da Sapucaí. Erika Januza, com sua fantasia dourada e presença imponente, liderou a bateria da Viradouro, atraindo olhares e aplausos do público. Sua participação veio após um dia agitado, com a estreia de um filme no qual atuou, o que adicionou um toque especial à sua noite na avenida.

Outras figuras como Paolla Oliveira, que desfilará pela Grande Rio na segunda-feira, assistiram à noite de domingo de um camarote, enquanto nomes como Anitta e Neymar, frequentes em edições passadas, deixaram o foco para as estrelas da Viradouro. A presença de Lore e Erika reforça o papel das mulheres no Carnaval, trazendo talento e representatividade à festa.

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