A Apple anunciou nesta terça-feira, 4 de março de 2025, o lançamento do novo iPad Air, agora equipado com o chip M3, marcando um esforço ambicioso para consolidar sua liderança no mercado de tablets e compensar a queda nas vendas de iPhones registrada no último período de festas. Disponível em versões de 11 e 13 polegadas, o dispositivo oferece desempenho quase duas vezes superior ao dos modelos anteriores com chips M1 e A14 Bionic, integrando totalmente a Apple Intelligence, plataforma de inteligência artificial que promete transformar a experiência do usuário. Junto ao Air, a empresa revelou um Magic Keyboard redesenhado, com trackpad maior e teclas retroiluminadas, e uma atualização do iPad de entrada, agora mais rápido e com armazenamento mínimo de 64 GB. Os preços partem de US$ 599 para o modelo de 11 polegadas e US$ 799 para o de 13 polegadas, com pré-vendas abertas e entregas previstas para 12 de março. O movimento reflete a estratégia da Apple de manter os tablets como um pilar de crescimento, especialmente após um 2024 em que o segmento cresceu 8%, enquanto o mercado global de tablets avançou apenas 2%, destacando a posição dominante da marca em um setor com concorrência limitada.
O foco no chip M3, já presente nos MacBooks mais recentes, visa atrair uma gama ampla de usuários, de estudantes a profissionais criativos, oferecendo potência para tarefas como edição de vídeo e multitarefa pesada. Tim Cook, CEO da empresa, deu o tom do lançamento com um post nas redes sociais: “Há algo no ar”, remetendo ao slogan do primeiro MacBook Air em 2008.
Com o iPad de entrada atualizado, agora equipado com o chip A16, a Apple também busca capturar o público mais sensível a preço, mantendo a versatilidade como principal apelo de sua linha de tablets.
Trajetória do iPad Air no portfólio da Apple
Uma evolução marcada por inovação e desafios
O iPad Air estreou em 2013 como uma resposta da Apple à demanda por um tablet leve e poderoso, equipado inicialmente com o chip A7 e pesando menos de 500 gramas. Ao longo dos anos, o modelo se firmou como uma ponte entre o iPad de entrada, voltado para uso básico, e o iPad Pro, direcionado a profissionais exigentes, acumulando avanços como a adoção do chip M1 em 2022, que já o colocava próximo do desempenho de laptops. O salto para o M3 em 2025 eleva ainda mais esse patamar, com a Apple prometendo velocidade até 90% superior ao modelo anterior em tarefas multicore, como renderização de projetos no Final Cut Pro ou uso intensivo de aplicativos de IA. Esse posicionamento reflete a tentativa de equilibrar preço e potência, uma fórmula que ajudou o Air a se tornar o segundo tablet mais vendido da marca em 2024, atrás apenas do iPad básico, com uma participação significativa nas vendas globais de 36% detidas pela empresa no ano passado.
Apesar do sucesso, o Air nem sempre teve vida fácil. Em некоторые anos, sua identidade foi questionada, com o iPad Pro roubando os holofotes por especificações superiores e o modelo de entrada atraindo consumidores pelo custo reduzido. A atualização atual busca solidificar seu papel como o tablet “faz-tudo” da Apple.

Competição fraca reforça liderança
No mercado de tablets, a Apple segue quase intocável. Em 2024, enquanto a empresa respondeu por 36% das vendas globais, a Samsung, segunda colocada, atingiu 19%, com modelos como o Galaxy Tab S9 que, embora competentes, não rivalizam com o ecossistema integrado da Apple. O chip M3 e a Apple Intelligence ampliam essa vantagem, oferecendo recursos exclusivos, como geração de texto em tempo real e ajustes automáticos em fotos, que concorrentes ainda não entregam. O Magic Keyboard renovado, com ergonomia aprimorada, também reforça a proposta do iPad Air como substituto parcial de laptops, um nicho onde marcas Android têm dificuldade de penetrar.
Especificações e experiência do usuário
Desempenho elevado com o chip M3
Equipar o iPad Air com o chip M3, fabricado em 3 nanômetros, representa um marco técnico para a linha. Comparado ao M1, o novo processador entrega quase o dobro da velocidade em tarefas intensivas, como edição de vídeos em 4K no iMovie ou execução de simulações no Mathematica, enquanto a GPU de 10 núcleos melhora o desempenho gráfico em 85%, ideal para jogos como Genshin Impact. A Apple Intelligence agrega valor prático, com ferramentas como sugestões de texto preditivas e retoques automáticos em imagens, tudo rodando localmente graças à eficiência energética do M3. O Magic Keyboard, agora com trackpad 20% maior e teclas iluminadas, custa US$ 299 (11 polegadas) e US$ 349 (13 polegadas), transformando o tablet em uma estação de trabalho portátil, enquanto a tela Liquid Retina de 120 Hz em algumas configurações garante fluidez em animações e jogos.
O design mantém a espessura de 6,1 mm e oferece quatro cores (cinza espacial, azul, roxo e dourado), com armazenamento de 128 GB a 1 TB, atendendo desde usuários casuais até aqueles que precisam de espaço para projetos pesados.
Atualização do iPad de entrada
Paralelamente, o iPad de décima primeira geração ganhou um upgrade com o chip A16, o mesmo do iPhone 14, aumentando a velocidade em 20% em relação ao modelo anterior e dobrando o armazenamento básico para 64 GB. Disponível por US$ 349, o tablet mantém a tela de 10,9 polegadas e compatibilidade com o Apple Pencil, mirando o mercado educacional e consumidores que buscam custo-benefício sem abrir mão de desempenho básico para navegação, streaming e anotações.
Repercussões no mercado e perspectivas
Números que mostram o impacto do lançamento
O lançamento do iPad Air com M3 ocorre em um momento estratégico para a Apple. Após uma queda de 3% nas vendas de iPhones no Natal de 2024, os tablets da empresa cresceram 12% no mesmo período, representando uma receita vital que atingiu US$ 8,2 bilhões no último trimestre do ano passado. A pré-venda do novo Air, iniciada no dia do anúncio, já registra estoques esgotados em várias regiões, com a entrega marcada para 12 de março alinhada ao início do ano escolar em muitos países, um fator que impulsiona 20% das vendas anuais de iPads no setor educacional. O modelo de 13 polegadas, mais procurado por profissionais, enfrenta maior pressão na produção devido à alta demanda inicial.
A Apple também aposta no iPad de entrada para manter o volume de vendas. Em 2024, o modelo básico respondeu por 55% das unidades vendidas da linha iPad, um indicativo de sua relevância para o público de massa.
Vantagens e custos para os usuários
O novo iPad Air oferece benefícios claros, mas exige investimento maior. Veja os destaques:
- Velocidade: Quase 2x mais rápido que o M1, perfeito para edição e multitarefa.
- Custo: US$ 599 (11 polegadas) e US$ 799 (13 polegadas), acessível frente ao iPad Pro (US$ 999).
- Acessórios: Magic Keyboard e Apple Pencil somam até US$ 448 adicionais.
- Durabilidade: Atualizações garantidas por ao menos cinco anos, até 2030.
O iPad de entrada, por US$ 349, foca em simplicidade e preço, enquanto o Air com M3 mira quem precisa de potência sem atingir o patamar premium do Pro, oferecendo uma solução intermediária robusta.
