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Corinthians encara desafio de reverter 3 a 0 na Libertadores e mira impulso para a final do Paulistão

Yuri Alberto
Yuri Alberto - Foto: Instagram

O Corinthians vive dias decisivos em março de 2025, com dois grandes desafios pela frente: reverter um placar adverso de 3 a 0 contra o Barcelona de Guayaquil, do Equador, na Copa Libertadores, e disputar a final do Campeonato Paulista. A partida contra os equatorianos, marcada para esta quarta-feira, 12, às 21h30, na Neo Química Arena, exige uma atuação histórica do Timão para avançar à fase de grupos do torneio sul-americano. Independentemente do resultado, o jogo promete impactar o desempenho da equipe na primeira partida da final do Paulistão, agendada para domingo, 16, contra adversário ainda a ser definido. A combinação de pressão, motivação e o fator casa pode ser o diferencial para o clube alvinegro nesta reta final.

A situação na Libertadores é crítica, mas não impossível. Após a derrota no jogo de ida, em 5 de março, no Estádio Monumental de Guayaquil, o Corinthians precisa de uma vitória por três gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis ou por quatro gols para se classificar diretamente. O cenário desafiador se intensificou com os gols de Corozo, que marcou duas vezes, e Rivero, que completou o placar no Equador. Ainda assim, a equipe chega embalada pela vitória por 2 a 1 sobre o Santos, no último domingo, 9, que garantiu a vaga na final estadual após cinco anos. Esse triunfo, com gols de Yuri Alberto e Rodrigo Garro, reacendeu a confiança da torcida e dos jogadores para os próximos compromissos.

Enquanto o foco imediato está na Libertadores, o Paulistão também ocupa os pensamentos do elenco. O Corinthians não levanta o troféu estadual desde 2019, e a chance de conquistar o 31º título da competição é um motivador extra. A partida de quarta-feira contra o Barcelona pode servir como um termômetro emocional e tático, influenciando diretamente a preparação para o primeiro jogo da finalíssima. Seja com a euforia de uma classificação improvável ou com a necessidade de dar uma resposta após uma eliminação, o Timão terá na torcida um aliado crucial para os embates que definem a temporada até aqui.

Como a Libertadores pode turbinar o Corinthians no Paulistão

Uma vitória expressiva contra o Barcelona de Guayaquil seria um marco para o Corinthians em 2025. Reverter um placar de 3 a 0 na Libertadores não é algo comum na história do clube, que enfrentou eliminações traumáticas em edições passadas, como contra o Tolima, em 2011, e o Guaraní, em 2020. Caso consiga o feito, o elenco comandado por Ramón Díaz chegaria à final do Paulistão com a moral elevada, especialmente por demonstrar capacidade de superação em um mata-mata continental. A Neo Química Arena, que deve receber mais de 40 mil torcedores na quarta-feira, pode se transformar em um caldeirão capaz de empurrar o time rumo a uma goleada histórica.

Por outro lado, mesmo uma eliminação não necessariamente seria um desastre completo. Uma vitória por placares como 2 a 0 ou 3 a 1, embora insuficiente para avançar na Libertadores, mostraria que o Corinthians mantém competitividade em jogos decisivos. Esse cenário poderia ser um combustível psicológico para o duelo estadual, especialmente porque o último jogo da final será em Itaquera, diante da Fiel. A experiência de encarar um “clima de decisão” no meio da semana é algo que o adversário do Paulistão, seja Palmeiras ou São Paulo, não terá antes da primeira partida, marcada para o dia 16.

O histórico recente do Timão em mata-matas também dá esperança. Na fase anterior da Libertadores, contra a Universidad Central, da Venezuela, o time venceu por 3 a 2 em casa, com dois gols de Yuri Alberto, em um jogo dramático que terminou com a classificação no apagar das luzes. Esse espírito de luta pode ser replicado contra o Barcelona, e a torcida já demonstrou apoio irrestrito, esgotando ingressos para as quartas de final do Paulistão e prometendo lotar o estádio novamente na quarta-feira.

Yuri Alberto vira peça-chave nos jogos decisivos

A condição física de Yuri Alberto é uma das principais preocupações do Corinthians para o duelo contra o Barcelona. O atacante sofreu um trauma no tornozelo esquerdo durante a semifinal do Paulistão, após uma entrada dura de Zé Ivaldo, do Santos, que resultou na expulsão do adversário. Apesar do susto, os primeiros exames não apontaram lesão grave, e o camisa 9 iniciou tratamento intensivo com gelo e fisioterapia. A expectativa é que ele esteja apto para jogar na quarta-feira, trazendo alívio ao técnico Ramón Díaz, que vê no jogador um protagonista em momentos cruciais.

Yuri Alberto já soma seis gols na temporada, liderando a artilharia do Corinthians em 2025. Contra o Santos, ele abriu o placar aos 12 minutos do primeiro tempo, aproveitando cruzamento de Memphis Depay em uma jogada ensaiada de escanteio. Esse foi seu terceiro gol contra o ex-clube pelo Timão, consolidando o Peixe como sua maior vítima. Além disso, o atacante tem se destacado em partidas eliminatórias, como os dois gols contra a Universidad Central, que garantiram a passagem à terceira fase da Libertadores. Sua presença em campo é vista como essencial para os planos do clube nas duas competições.

Cronograma intenso exige gestão de elenco

O Corinthians enfrenta uma maratona de jogos que testa a resistência física e mental do elenco. Veja o calendário dos próximos compromissos do Timão:

  • 12 de março, quarta-feira, 21h30: Corinthians x Barcelona de Guayaquil (jogo de volta, terceira fase da Libertadores, Neo Química Arena).
  • 16 de março, domingo (horário a definir): Primeiro jogo da final do Paulistão (local a depender do adversário).
  • 23 de março, domingo (horário a definir): Segundo jogo da final do Paulistão (Neo Química Arena).

Essa sequência exige ajustes táticos e cuidados com o departamento médico. Além de Yuri Alberto, outros jogadores como Rodrigo Garro, que sentiu dores na semifinal contra o Santos, mas manifestou desejo de jogar “no sacrifício”, estão no radar. O meia argentino marcou o gol da vitória contra o Peixe com um chute preciso no início do segundo tempo, seu primeiro na temporada, e pode ser decisivo na Libertadores.

Pressão e apoio da torcida em Itaquera

Com a Neo Química Arena como palco das próximas batalhas, o Corinthians conta com o fator casa para fazer a diferença. No jogo contra o Santos, o público foi de 48.046 torcedores, gerando uma renda de R$ 3,46 milhões, números que refletem a força da Fiel em momentos decisivos. Para o duelo contra o Barcelona, a expectativa é de casa cheia novamente, com a torcida prometendo transformar o estádio em um ambiente hostil para os equatorianos. Esse apoio foi crucial na vitória sobre a Universidad Central, quando o Timão virou o placar nos minutos finais.

A preparação para o jogo de quarta-feira começou logo após o clássico contra o Santos. Na segunda-feira, 10, Yuri Alberto passou por exames complementares para avaliar o tornozelo, enquanto o elenco realizou treinos leves focados em recuperação física. O técnico Ramón Díaz deve manter a base da equipe que venceu o Peixe, com Hugo Souza no gol, Matheuzinho e Matheus Bidu nas laterais, e uma linha defensiva que pode incluir Félix Torres, adaptado ao futebol brasileiro e com experiência contra times equatorianos. No ataque, além de Yuri, Memphis Depay e Garro formam o trio ofensivo que carrega as esperanças de gols.

Números e estatísticas que alimentam a esperança

Os números recentes do Corinthians em mata-matas reforçam a confiança para os desafios à frente. Em 2025, o time já disputou quatro jogos eliminatórios, com três vitórias e uma derrota. Na Libertadores, foram duas partidas contra a Universidad Central, com um empate em 1 a 1 fora e a vitória por 3 a 2 em casa. No Paulistão, o Timão passou pelo Mirassol (2 a 0) nas quartas e pelo Santos (2 a 1) na semifinal. Yuri Alberto, com seis gols, e Talles Magno, com cinco, lideram a artilharia da equipe na temporada, mostrando que o ataque tem poder de fogo.

Outro dado relevante é o desempenho em Itaquera. Desde o início de 2025, o Corinthians disputou sete jogos como mandante, vencendo cinco, empatando um e perdendo apenas um. A média de gols marcados em casa é de 1,85 por partida, o que indica que o time tem capacidade de pressionar adversários na Neo Química Arena. Contra o Barcelona, o desafio será dobrar essa média para alcançar o placar necessário.

Elenco busca equilíbrio entre as competições

Manter o foco em duas frentes exige versatilidade do elenco corintiano. Jogadores como Maycon, que já se colocou à disposição para atuar em diferentes posições, e André Carrillo, peça importante no meio-campo, podem ser soluções para rodar o time sem perder qualidade. A ausência de Igor Coronado, lesionado desde o início do mês com um problema no tendão do músculo adutor da perna direita, é um desfalque sentido, mas o grupo tem mostrado resiliência. Félix Torres, zagueiro equatoriano, também ganha destaque por enfrentar seus compatriotas, trazendo conhecimento do futebol local para a estratégia do Timão.

A semana começou com ajustes táticos e atenção à recuperação física. Após a vitória sobre o Santos, o elenco teve pouco tempo para comemorar, já que o treino de terça-feira, 11, foi dedicado à simulação de jogadas ofensivas e defensivas para o confronto com o Barcelona. A comissão técnica sabe que o desgaste pode ser um adversário extra, mas a proximidade de títulos em duas competições mantém o grupo motivado. A torcida, por sua vez, já demonstrou nas redes sociais e nas arquibancadas que está pronta para empurrar o time, seja na busca pela classificação na Libertadores ou na briga pelo Paulistão.

Fatores que podem definir os próximos jogos

Alguns elementos serão cruciais para o sucesso do Corinthians nos próximos dias. Confira os principais pontos que podem influenciar os resultados:

  • Condição de Yuri Alberto: A recuperação do atacante é vital para o poder ofensivo do time, especialmente na Libertadores, onde gols são indispensáveis.
  • Atuação de Garro: O meia argentino precisa manter o nível mostrado contra o Santos, com visão de jogo e precisão nos chutes, para abrir defesas adversárias.
  • Solidez defensiva: Após levar três gols no Equador, Hugo Souza e a zaga precisam evitar falhas para dar segurança ao ataque.
  • Fator torcida: A energia da Fiel em Itaquera pode pressionar o Barcelona e inspirar uma virada histórica.

A combinação desses fatores será testada na quarta-feira, em um jogo que pode entrar para a história do clube. O Corinthians já mostrou em 2025 que sabe crescer em momentos de pressão, como nas vitórias contra Universidad Central e Santos. Agora, o desafio é ainda maior, mas a oportunidade de brilhar em duas competições está ao alcance.

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