Coutinho cita Neymar, explica acerto com o Santos e fala de saída do VascoPor Thiago Lemos
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O Santos oficializou em 14 de setembro de 2026 a contratação do lateral Rodinei e do meia Philippe Coutinho no centro de treinamento do clube. Enquanto o defensor possui vínculo estabelecido até o término de 2027 após disputar duas partidas, o meio-campista firmou compromisso com a agremiação paulista somente até dezembro deste ano.
Philippe Coutinho revelou a influência direta exercida por Neymar para acertar com o Santos, detalhando que o atacante entrou em contato logo após o encerramento do ciclo no Vasco e insistiu pela transferência em três oportunidades distintas.
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“Com certeza o Neymar teve papel importante na minha vida. Um jogador que dispensa comentários, um amigo que tenho desde criança. Foi a primeira pessoa no futebol que mandou mensagem quando saí do Vasco. Mandou no dia seguinte. Disse que seria um prazer jogar com ele, mas que naquele momento não dava, não estava bem. Não fazia sentido pra mim. Ele falou comigo depois de alguns meses, minha resposta foi a mesma. E o tempo se passou. Há duas semanas ele mandou outra mensagem, eu repensei.”
“Tinha vontade de voltar a jogar. Por que não? Qual o problema? Estou indo para um grande clube, em outra cidade. Seria injusto eu não poder voltar a trabalhar. Queria agradecer ao presidente Marcelo Teixeira, ao Mattos e ao Ney pelo convite. Estou feliz de aceitar esse desafio.”
Relação com o Vasco e renúncia financeira para jogar no Rio de Janeiro
O meia tratou do desligamento ocorrido em fevereiro de 2026 e lamentou a insatisfação manifestada por torcedores vascaínos diante da transferência para a equipe da Baixada Santista.
“Tenho visto algumas coisas. Tentando me blindar, mas sei que a repercussão foi grande. Fico triste, mas tenho espaço para falar. O Vasco, para mim, sempre foi a minha casa. Fui criado no Vasco, joguei a base toda, subi para o profissional. Sempre deixei clara a gratidão ao clube. Lá atrás, quando surgiu a possibilidade de ir ao Vasco, tinha um ano de contrato no Catar onde ganharia 10 milhões de dólares limpos. É a única vez que vou falar sobre isso. E ainda tinha um ano de contrato no Aston Villa.”
“Sempre deixei claro que não queria que o Vasco gastasse nada para a minha volta. A única forma era abrir mão disso tudo. Meu salário de um ano e dos valores a receber do Aston Villa. Deixei tudo vir para o Vasco pelo carinho”, afirmou.
Busca por propósito esportivo e nova fase nos gramados
O atleta afirmou que o período de afastamento dos gramados permitiu reorganizar prioridades pessoais antes de recuperar a motivação para atuar profissionalmente.
“Futebol sempre foi minha paixão. Por um tempo perdi isso. Qualquer um que trabalha precisa ter um propósito. Ter sentido. Por um tempo eu perdi isso. Quando estive fora me reconectei com coisas simples que me fizeram tomar a decisão de vir. O que me motiva é voltar a ser alegre. Sempre joguei porque é algo que sempre fui apaixonado. Hoje jogar ao lado de grandes craques numa instituição gigante. Isso que me motiva.”
Rodinei comentou o processo de chegada ao elenco e ressaltou o impacto de trocar a Europa pelo futebol nacional. Ele admitiu que deixar a Grécia exigiu ponderação.
“Não foi uma decisão fácil de voltar a jogar no Brasil. Estava feliz na Grécia. Mas tinha vontade de sentir o calor do futebol brasileiro, das torcidas. A decisão foi a melhor que tive. Sou brasileiro. Saí daqui em alto nível e muito feliz com a recepção que os jogadores tiveram. Me deu confiança de vir e jogar. Sempre fui de jogar pra frente, com alegria. E o Santos me dá isso. Estou muito feliz que nas partidas eu pude ajudar a equipe. Espero ajudar muito mais.”
Metas continentais de Rodinei e disputa em Belo Horizonte
O lateral mirou a partida de volta das quartas de final da Sul-Americana contra o Atlético-MG em Belo Horizonte, duelo no qual a equipe dirigida pelo técnico Cuca pode ser derrotada por até um gol de diferença para avançar após vencer o primeiro confronto na Vila por 2 a 0.
“Sabemos que temos chances na Sul-Americana. Não gosto de falar em chance de título. Não podemos dar salto maior que a perna. Temos uma vantagem para ir para a semifinal. Temos que ir com humildade. Pensar em título só quando chegar na final.”
Coutinho assumiu a camisa 11 após Rony ceder a numeração e escolher o uniforme 33 para a temporada. Rodinei jogará com a 23. Os reforços participaram da cerimônia oficial ao lado de Anderson Lima, lateral santista no fim dos anos 90, e do ex-meia Elano, atual gestor das categorias de base.















