Conheça as datas do décimo terceiro de INSS e empresas para planejar suas finanças em 2025

Dinheiro Carteira Nota

Dinheiro Carteira Nota - Foto: Andrzej Rostek/shutterstock.com

A espera pelo décimo terceiro salário mobiliza milhões de trabalhadores e aposentados em todo o país, um benefício que garante um alívio financeiro crucial para o planejamento anual. Empregados do setor privado, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm calendários distintos para o recebimento, que juntos movimentam mais de R$ 320 bilhões na economia. Para 2025, as datas já estão claras para as empresas, enquanto o governo avalia antecipar os pagamentos do INSS, uma prática que ganhou força nos últimos anos e pode injetar até R$ 68 bilhões no primeiro semestre. O impacto desse montante é sentido em setores como comércio, serviços e turismo, aquecendo o consumo em momentos estratégicos.

Trabalhadores com carteira assinada contam com prazos fixos estabelecidos pela legislação, que obriga as empresas a depositar o benefício em duas parcelas: a primeira até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Já os aposentados e pensionistas do INSS aguardam o anúncio oficial do cronograma, que pode repetir a antecipação vista em 2024, quando as parcelas foram pagas entre abril e junho. Essa diferença reflete as particularidades de cada grupo, mas o objetivo é o mesmo: oferecer recursos extras para quitar dívidas, planejar festas de fim de ano ou iniciar o próximo ciclo com mais segurança.

Mais de 90 milhões de brasileiros, entre assalariados e beneficiários da Previdência, devem ser contemplados em 2025. O volume financeiro esperado é próximo ao de 2024, quando o décimo terceiro respondeu por cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), destacando sua relevância econômica. Com regras claras para o setor privado e a possibilidade de ajustes no INSS, o benefício continua sendo um dos pilares do planejamento financeiro de famílias e um motor para o crescimento sazonal de diversos setores.

Principais regras do décimo terceiro para CLT e INSS

  • Setor privado: pagamento em até duas parcelas, com prazos até 30 de novembro e 20 de dezembro.
  • INSS: calendário anual, com possibilidade de antecipação para o primeiro semestre.
  • Elegibilidade: trabalhadores com pelo menos 15 dias de vínculo mensal e segurados com benefícios previdenciários.

Como o décimo terceiro chega aos trabalhadores do setor privado

Empresas privadas têm a obrigação de pagar o décimo terceiro a todos os empregados com carteira assinada, incluindo temporários, rurais e avulsos, desde que tenham trabalhado pelo menos 15 dias em um mês. O benefício pode ser depositado em duas etapas: a primeira parcela, equivalente a 50% do salário bruto, deve sair entre 1º de fevereiro e 30 de novembro, enquanto a segunda, com descontos de INSS e Imposto de Renda, tem como limite 20 de dezembro. Se o prazo final cair em fim de semana ou feriado, o pagamento é antecipado para o dia útil anterior, como ocorrerá em 2025, quando 20 de dezembro será uma sexta-feira.

Flexibilidade é uma vantagem para os empregadores, que podem adiantar a primeira parcela junto às férias, desde que o funcionário solicite por escrito até janeiro. O cálculo considera o salário bruto, dividido por 12 e multiplicado pelos meses trabalhados, incluindo adicionais como horas extras, comissões e insalubridade. Um trabalhador com salário de R$ 1.518, projetado como mínimo para 2025, que atuou o ano todo receberá R$ 759 na primeira parcela e o restante, ajustado, na segunda.

A inadimplência por parte das empresas gera consequências sérias. Em 2024, casos de atraso resultaram em multas e ações trabalhistas, com empregadores obrigados a corrigir os valores com juros. Isso reforça a necessidade de planejamento, especialmente para pequenas e médias empresas, que empregam mais de 70% da força de trabalho formal e enfrentam desafios de fluxo de caixa no fim do ano.

Prazos e cálculos que definem o pagamento nas empresas

O cronograma do décimo terceiro no setor privado é rígido, mas permite variações estratégicas. Algumas companhias optam por quitar o benefício em parcela única até 30 de novembro, uma decisão que exige acordo coletivo com sindicatos. Outras diluem os custos ao longo do ano, pagando a primeira metade em meses como julho ou agosto, quando coincidem com férias. Essa prática beneficia tanto o trabalhador, que ganha fôlego financeiro, quanto a empresa, que organiza melhor suas finanças.

O cálculo detalhado leva em conta cada mês com mais de 15 dias de trabalho. Por exemplo, um empregado admitido em 15 de março e que trabalhou até dezembro terá direito a 9/12 do salário bruto, ou seja, 75% do valor anual. Adicionais contratuais, como periculosidade ou noturno, entram na base, garantindo um benefício proporcional ao esforço do trabalhador. Em 2024, o setor privado empregava cerca de 57 milhões de pessoas com carteira assinada, número que deve crescer em 2025 com a formalização de novos postos.

Impactos do décimo terceiro no comércio e serviços

A chegada do décimo terceiro no fim do ano transforma o cenário econômico, especialmente para o varejo. Em 2024, o pagamento injetou R$ 253 bilhões só entre os trabalhadores do setor privado, impulsionando vendas de eletrodomésticos, roupas e alimentos. Shopping centers e lojas de rua registraram aumento médio de 8% no faturamento em dezembro, enquanto o setor de serviços, como turismo e gastronomia, também sentiu os efeitos positivos com reservas e consumo sazonal.

Esse movimento cria um ciclo virtuoso. Pequenos comerciantes, que dependem das vendas natalinas para fechar o ano no azul, contratam temporários para atender à demanda, gerando cerca de 100 mil vagas extras no último trimestre. Em 2025, a expectativa é de um impacto ainda maior, com a recuperação gradual da economia e a volta de eventos presenciais aquecendo o mercado.

Décimo terceiro do INSS: antecipação em foco

Aposentados e pensionistas do INSS vivem a expectativa de uma nova antecipação do décimo terceiro em 2025, seguindo o modelo adotado desde 2020. No ano passado, o governo liberou R$ 67,6 bilhões entre abril e junho, beneficiando 33,6 milhões de segurados. A medida, inicialmente pensada para enfrentar a crise da pandemia, tornou-se uma ferramenta para estimular o consumo no primeiro semestre, ajudando a equilibrar o orçamento de quem depende da Previdência.

O calendário do INSS é organizado pelo número final do benefício, sem o dígito verificador. Quem ganha até um salário mínimo recebe primeiro, geralmente entre o fim de um mês e o início do seguinte, enquanto os que recebem acima disso têm depósitos escalonados nos primeiros dias úteis do mês posterior. Em 2024, a primeira parcela saiu de 24 de abril a 8 de maio, e a segunda, de 24 de maio a 7 de junho, padrão que pode se repetir em 2025.

A decisão de antecipar depende do cenário econômico e das prioridades do governo. Em anos anteriores, anúncios foram feitos entre março e abril, com detalhes divulgados no Diário Oficial da União. Para 2025, o valor projetado é de R$ 68 bilhões, considerando o reajuste do salário mínimo e o aumento no número de beneficiários, que cresce com novas aposentadorias.

Quem tem direito ao décimo terceiro pelo INSS

Recebem o benefício os segurados com aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. O valor é proporcional ao tempo de recebimento no ano. Um aposentado que começou a receber em julho terá o abono calculado sobre seis meses, caso o pagamento siga o calendário tradicional. Benefícios assistenciais, como o BPC, não entram na lista, o que afeta cerca de 4,8 milhões de pessoas.

O cálculo do INSS é simples: o valor mensal do benefício é dividido por 12 e multiplicado pelos meses recebidos. Em 2024, um segurado com renda de R$ 1.412 (mínimo vigente) que recebeu o ano todo teve R$ 706 na primeira parcela e o restante, com eventuais descontos de Imposto de Renda, na segunda. Para 2025, com o mínimo previsto em R$ 1.518, o impacto será ainda maior.

Cronograma previsto para o INSS em 2025

Embora o calendário oficial só seja confirmado no início do ano, o histórico recente permite projeções. Confira as antecipações dos últimos anos:

  • 2020: abril e maio.
  • 2021: maio e julho.
  • 2022 e 2023: maio e junho.
  • 2024: abril/maio e maio/junho.

Para 2025, a tendência é manter os depósitos entre abril e junho, com a primeira parcela começando no fim de abril e a segunda em maio, beneficiando quem depende do dinheiro para despesas do primeiro semestre.

Benefícios econômicos da antecipação do INSS

A liberação antecipada do décimo terceiro do INSS tem efeitos diretos nas cidades menores, onde os aposentados são uma força econômica significativa. Em 2024, os R$ 33,92 bilhões da segunda parcela, pagos entre maio e junho, aumentaram as vendas no varejo local, especialmente em itens essenciais como alimentos e medicamentos. O setor de serviços também ganha, com mais viagens e gastos em lazer no período.

Essa injeção de recursos reduz a dependência de empréstimos entre os segurados, muitos dos quais enfrentam custos altos com saúde e moradia. Em 2025, o impacto pode ser ampliado com o crescimento no número de beneficiários, que atingiu 33,8 milhões em outubro de 2024 e deve superar 34 milhões no próximo ano.

Diferenças entre os pagamentos de empresas e INSS

Enquanto as empresas têm autonomia para definir o momento da primeira parcela dentro do prazo legal, o INSS segue um cronograma centralizado, ajustado pelo governo. Outra distinção está nos descontos: no setor privado, INSS e Imposto de Renda incidem só na segunda parcela; no INSS, a primeira é livre de deduções, mas a segunda pode incluir IR para quem ultrapassa o teto de isenção, projetado em R$ 2.112 para 2025.

A antecipação do INSS também marca uma diferença prática. Trabalhadores recebem tradicionalmente no fim do ano, alinhados às festas, enquanto os segurados podem ter o dinheiro antes, dependendo da decisão federal. Essa flexibilidade beneficia públicos distintos em momentos estratégicos do calendário econômico.

Passo a passo para calcular o décimo terceiro

Calcular o benefício exige atenção. No setor privado, divide-se o salário bruto por 12 e multiplica-se pelos meses trabalhados. Um empregado com R$ 2.000 mensais e 10 meses de serviço recebe R$ 1.666, pagos em duas parcelas. No INSS, o processo é idêntico, mas baseado no valor do benefício. Um segurado com R$ 1.518 que começou em março terá 10/12 do total, ou R$ 1.265, dividido em duas etapas.

Adicionais como horas extras ou comissões elevam o valor no setor privado, enquanto no INSS o cálculo é fixo, sem extras. Em ambos os casos, períodos inferiores a 15 dias em um mês não contam, garantindo proporcionalidade no pagamento.

Prepare-se para receber o décimo terceiro

Trabalhadores podem confirmar com o RH das empresas se haverá antecipação da primeira parcela, enquanto segurados do INSS devem monitorar o aplicativo Meu INSS ou ligar no 135 para verificar datas e valores. Em 2024, falhas como atrasos bancários foram resolvidas com atendimento presencial, e o mesmo suporte estará disponível em 2025. Planejar o uso do dinheiro, seja para quitar dívidas ou investir, é essencial para aproveitar o benefício.

economia, inflação, dinheiro – Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Setores impulsionados pelo décimo terceiro

O varejo espera um salto nas vendas de fim de ano com os R$ 255 bilhões previstos do setor privado, enquanto a antecipação do INSS pode aquecer o comércio no primeiro semestre. Em 2024, eletrodomésticos e roupas lideraram os gastos entre trabalhadores, e alimentos e viagens destacaram-se entre aposentados. Esse duplo impacto cria picos de consumo em dezembro e maio, beneficiando desde grandes redes até pequenos negócios.

O que fazer em caso de atraso

Empresas que descumprem os prazos do décimo terceiro pagam multas de R$ 170,25 por empregado, além de correção monetária em ações trabalhistas. Para o INSS, atrasos são raros, mas problemas técnicos podem ser reportados ao 135. Em 2024, enchentes no Sul levaram bancos a criar soluções como atendimento móvel, garantindo o acesso ao benefício em situações excepcionais.

Curiosidades que marcam o décimo terceiro

  • História: instituído em 1962 por João Goulart, é um raro exemplo de gratificação obrigatória.
  • Exclusões: estagiários e beneficiários do BPC ficam de fora, ao contrário de temporários.
  • Números: em 2024, R$ 321 bilhões circularam, com impacto direto em 3% do PIB.
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