Pagamento do décimo terceiro do INSS começa em 24 de abril para os aposentados

INSS

INSS - Foto: Angela_Macario/Shutterstock.com

A confirmação da antecipação do décimo terceiro salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2025 já movimenta o planejamento financeiro de milhões de brasileiros. Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 3 de abril, o decreto assegura que 34,2 milhões de beneficiários recebam o pagamento em duas parcelas, entre abril e maio, totalizando R$ 73,3 bilhões. A medida, adotada desde 2020, busca estimular o consumo em um período tradicionalmente mais fraco para a economia, diferentemente do calendário habitual de fim de ano. Com o salário mínimo ajustado para R$ 1.518, o benefício ganha peso extra, impactando diretamente setores como varejo, serviços e turismo, especialmente em cidades menores onde os aposentados são protagonistas no comércio local.

A decisão presidencial reforça uma política que tem se mostrado eficaz nos últimos anos. Em 2024, a antecipação injetou R$ 67,6 bilhões na economia entre abril e junho, beneficiando não apenas os segurados, mas também pequenos negócios e o mercado interno como um todo. Para 2025, a expectativa é de um impulso ainda maior, com os R$ 73,3 bilhões chegando em um momento estratégico, logo após despesas típicas do início do ano, como IPTU e material escolar. A primeira parcela será paga entre 24 de abril e 8 de maio, enquanto a segunda está prevista para 26 de maio a 6 de junho, seguindo o número final do benefício, o que facilita a organização financeira dos segurados.

O alcance da medida é amplo. Além dos aposentados, pensionistas e recebedores de auxílios como incapacidade temporária e reclusão também estão incluídos, totalizando os 34,2 milhões de beneficiários. Cerca de 70,5% desse grupo, ou 28,68 milhões de pessoas, recebem até um salário mínimo, enquanto 11,98 milhões têm benefícios superiores, com 10,6 mil atingindo o teto do INSS, fixado em R$ 8.157,41. Esse volume de recursos promete aquecer a economia antes do segundo semestre, complementando os R$ 320 bilhões previstos para novembro e dezembro, pagos a trabalhadores formais e servidores públicos.

Como funciona o pagamento antecipado

Organizar o pagamento do décimo terceiro exige esforço conjunto entre o governo e a Previdência Social. O processo começa meses antes, com equipes ajustando sistemas e cronogramas para garantir que os depósitos cheguem junto aos benefícios regulares. A primeira parcela, equivalente a 50% do valor, é liberada sem descontos, oferecendo alívio imediato aos beneficiários. Já a segunda sofre deduções, como INSS e, para alguns, Imposto de Renda, dependendo da renda mensal.

Para quem recebe o salário mínimo de R$ 1.518, o valor líquido do décimo terceiro fica em torno de R$ 1.404 após os ajustes na segunda parcela. Beneficiários de auxílios temporários, por sua vez, têm o montante calculado proporcionalmente ao tempo de recebimento. Um segurado que começou a receber em julho, por exemplo, terá direito a 6/12 do total, cerca de R$ 759, com descontos aplicados apenas na etapa final. Essa lógica assegura equidade na distribuição dos recursos.

A antecipação, iniciada em 2020 como resposta à pandemia de Covid-19, evoluiu de medida emergencial para estratégia econômica consolidada. Além de ajudar os segurados com despesas do dia a dia, ela estimula o consumo em meses menos aquecidos, equilibrando a sazonalidade do mercado. Em 2024, o comércio varejista já sentiu os efeitos, com alta de 5,6% nas vendas de fim de ano, e a expectativa é que o primeiro semestre de 2025 repita o sucesso.

  • Primeira parcela: depositada entre 24 de abril e 8 de maio, sem descontos.
  • Segunda parcela: paga de 26 de maio a 6 de junho, com deduções aplicáveis.
  • Beneficiários: aposentados, pensionistas e recebedores de auxílios temporários ou por reclusão.
Saque Dinheiro – Foto: Brastock/Shutterstock.com

Datas confirmadas para os depósitos

Os segurados do INSS já podem anotar as datas oficiais de pagamento em 2025. O calendário considera o número final do benefício, sem o dígito verificador, e prioriza quem ganha até um salário mínimo. Os depósitos começam em 24 de abril para a primeira parcela e 26 de maio para a segunda, estendendo-se até 8 de maio e 6 de junho, respectivamente.

Quem recebe acima de R$ 1.518 tem um cronograma ligeiramente diferente, com a primeira parcela entre 2 e 8 de maio e a segunda de 2 a 6 de junho. Esse escalonamento, testado com sucesso em anos anteriores, evita congestionamentos no sistema bancário e facilita o acesso aos recursos. Em 2024, 33 milhões de pessoas receberam o benefício antecipado, e o salto para 34,2 milhões em 2025 reflete o crescimento natural de novos segurados.

A divisão por faixas de renda agiliza o processo. Dos 34,2 milhões de beneficiários, 28,68 milhões ganham até o piso nacional, enquanto os demais recebem valores superiores, ajustados ao teto previdenciário. Cidades pequenas, onde os aposentados movimentam até 60% da economia local, já se preparam para o aumento no fluxo de dinheiro a partir de abril.

Impacto econômico dos R$ 73,3 bilhões

Injetar R$ 73,3 bilhões na economia no primeiro semestre é um movimento estratégico para o Brasil. Desde 2020, a antecipação tem equilibrado o consumo ao longo do ano, reduzindo a dependência das festas de fim de ano. Em 2024, os R$ 67,6 bilhões pagos entre abril e junho impulsionaram setores como supermercados e farmácias, que registraram alta de 3% nas vendas no período.

Regiões como Norte e Nordeste, onde 60% dos beneficiários estão concentrados, sentem o impacto de forma mais intensa. Em cidades como Belém e Recife, feiras e lojas de bairro absorvem boa parte dos recursos, com aumento de até 20% no movimento comercial após os depósitos. O ajuste do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025 amplia o poder de compra, beneficiando especialmente os pequenos negócios.

O varejo nacional também se organiza para aproveitar a oportunidade. Lojas de eletrodomésticos e vestuário planejam promoções para abril, enquanto o turismo interno projeta crescimento de 4% nas reservas, com destaque para destinos no Sul e Nordeste. Esse fluxo de dinheiro no primeiro semestre complementa os R$ 320 bilhões de novembro e dezembro, criando um impacto econômico anual recorde.

Quem pode receber o benefício

Nem todos os segurados do INSS têm direito ao décimo terceiro, mas o alcance é significativo. Aposentados e pensionistas lideram a lista, somando cerca de 33 milhões de pessoas, seguidos por recebedores de auxílios por incapacidade temporária, acidente ou reclusão. Em 2025, o total chega a 34,2 milhões, refletindo a inclusão de novos beneficiários ao longo do ano.

Exceções incluem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que atende 4 milhões de idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, mas não prevê o décimo terceiro por lei. Mães com salário-maternidade, por outro lado, recebem um valor proporcional junto à última parcela do benefício. Para novos aposentados, o cálculo considera o tempo de recebimento: quem começou em março, por exemplo, terá direito a 9/12 do total, cerca de R$ 1.139 com base no salário mínimo.

A diversidade de beneficiários amplia o impacto da medida. Dos 34,2 milhões, 70,5% recebem até R$ 1.518, enquanto 11,98 milhões têm valores superiores, com 10,6 mil no teto de R$ 8.157,41. Essa distribuição reflete a importância do INSS como suporte financeiro em diferentes camadas da sociedade.

Preparativos para aproveitar o pagamento

Planejar o uso do décimo terceiro é crucial para os segurados. Com a primeira parcela chegando sem descontos entre 24 de abril e 8 de maio, muitos planejam quitar contas atrasadas ou fazer compras essenciais. A segunda, paga de 26 de maio a 6 de junho com deduções, exige atenção ao valor líquido, que pode variar conforme a renda.

Consultar o extrato do benefício ajuda nesse processo. Pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135, os segurados confirmam o número final do benefício e as datas exatas de depósito. Em 2024, mais de 10 milhões de pessoas usaram o aplicativo para organizar suas finanças, e a tendência é de aumento em 2025 com a maior divulgação da ferramenta.

Golpes também preocupam. Em 2024, informações falsas sobre um “14º salário” enganaram muitos beneficiários, e o INSS reforça que não há previsão para esse pagamento extra. Comunicados oficiais saem apenas por canais verificados, como o site ou o aplicativo, e os segurados devem ficar atentos a mensagens suspeitas.

Comparação com trabalhadores formais

Diferentemente dos aposentados do INSS, os trabalhadores formais seguem um calendário tradicional para o décimo terceiro. Em 2025, os 52 milhões de empregados com carteira assinada receberão o benefício em duas parcelas, em 28 de novembro e 19 de dezembro, totalizando R$ 320 bilhões. Esse montante, que inclui servidores públicos, é ajustado para dias úteis, garantindo acesso antes das festas de fim de ano.

A origem dos recursos é uma distinção chave. Enquanto o INSS depende do orçamento federal, os trabalhadores formais recebem das empresas, que enfrentam multas de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso. Em 2024, 95% das companhias cumpriram os prazos, mas pequenos negócios, responsáveis por 70% dos empregos formais, sentiram maior pressão para pagar em dia.

Os impactos econômicos também diferem. Os R$ 73,3 bilhões do INSS aquecem o primeiro semestre, ajudando com impostos e reformas, enquanto os R$ 320 bilhões de fim de ano impulsionam o Natal e o turismo. Essa distribuição ao longo do ano reduz a sazonalidade e beneficia setores em momentos distintos.

Vantagens para os aposentados

Receber o décimo terceiro em abril e maio traz alívio imediato aos segurados. Em 2024, 30% dos beneficiários usaram o valor para quitar dívidas, enquanto 40% investiram em itens essenciais, como alimentos e medicamentos. Com o salário mínimo em R$ 1.518, o benefício líquido médio de R$ 1.404 oferece suporte significativo, especialmente para quem vive com renda limitada.

Muitos também guardam parte do dinheiro. Em 2024, 25% dos segurados reservaram recursos para despesas futuras ou emergências, uma prática que deve se repetir em 2025. Em cidades pequenas, onde os aposentados sustentam até 60% da economia local, o impacto é visível, com feiras e lojas registrando alta de 5% nas vendas após os depósitos.

Para novos beneficiários, a proporcionalidade garante inclusão. Um aposentado que começou a receber em março terá cerca de R$ 1.139 (9/12 do total), com descontos na segunda parcela, permitindo ajustes no orçamento antes do segundo semestre. Essa flexibilidade é um dos pontos fortes da antecipação.

Setores beneficiados pelo pagamento

O varejo lidera os ganhos com os R$ 73,3 bilhões do INSS. Em 2024, supermercados e farmácias registraram alta de 3% nas vendas após os depósitos de abril e maio, e a tendência deve se manter em 2025. Itens como alimentos, eletrodomésticos e roupas estão entre os mais procurados, com lojas planejando promoções para atrair os beneficiários.

O turismo interno também cresce. Destinos como Gramado e Salvador, que tiveram 15% mais reservas no fim de 2024, esperam incremento similar no primeiro semestre de 2025. Hotéis e restaurantes projetam faturamento 4% maior, aproveitando o fluxo de aposentados que viajam ou visitam familiares com o dinheiro extra.

Pequenos negócios no interior são outro destaque. Em 2024, 40% do valor foi gasto localmente, de feiras a lojas de bairro, e o padrão deve continuar. O comércio eletrônico, que cresceu 10% no fim do ano passado, também planeja capturar parte dos recursos com promoções online em abril.

Cronograma detalhado dos depósitos

Conhecer as datas exatas ajuda os segurados a se organizarem. O calendário de 2025, definido pelo decreto de Lula, usa o número final do benefício, sem o dígito após o traço. Confira os dias para quem ganha até R$ 1.518:

  • Final 1: 24/04 (1ª parcela) e 26/05 (2ª parcela).
  • Final 2: 25/04 e 27/05.
  • Final 3: 28/04 e 28/05.
  • Final 4: 29/04 e 29/05.
  • Final 5: 30/04 e 30/05.
  • Final 6: 02/05 e 02/06.
  • Final 7: 05/05 e 03/06.
  • Final 8: 06/05 e 04/06.
  • Final 9: 07/05 e 05/06.
  • Final 0: 08/05 e 06/06.

Para quem recebe acima do piso, os depósitos começam em 2 de maio (1ª parcela) e 2 de junho (2ª parcela), seguindo o mesmo padrão de finais. Esse cronograma garante previsibilidade e evita transtornos nos bancos.

Curiosidades sobre o benefício

O décimo terceiro tem uma história rica no Brasil. Criado em 1962 como gratificação para trabalhadores formais, ele se expandiu para incluir aposentados e segurados do INSS, tornando-se essencial para a economia. Em 2025, seu impacto atinge níveis recordes, mas há detalhes que merecem destaque.

A antecipação surgiu em 2020, durante a pandemia, como medida emergencial para apoiar os segurados. Desde então, cerca de 2,5% do PIB anual é movimentado pelo décimo terceiro, considerando INSS e trabalhadores formais. Outro ponto curioso é que o BPC, apesar de atender 4 milhões de pessoas, não entra no programa por restrições legais.

Em 2024, 10 milhões de beneficiários consultaram o benefício pelo Meu INSS, um recorde que reflete a digitalização do acesso. Esses números mostram como o décimo terceiro evoluiu de um bônus sazonal para uma ferramenta estratégica de estímulo econômico.

Efeitos regionais do pagamento

Os R$ 73,3 bilhões têm alcance nacional, mas algumas regiões sentem mais os efeitos. No Nordeste, onde 60% dos beneficiários vivem, cidades como Recife esperam 20% mais movimento no comércio em maio. O Norte segue tendência similar, com Belém registrando alta de 5% nas vendas em 2024 após os depósitos.

No Sul, destinos turísticos como Gramado aproveitam o fluxo de aposentados para lotar hotéis e restaurantes no primeiro semestre. O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025 amplia o poder de compra nessas áreas, ajudando a reduzir desigualdades regionais. O comércio eletrônico, com crescimento de 10% no fim de 2024, também deve capturar parte dos recursos com promoções em abril e maio.

Veja Também