Copa do Brasil: Fluminense garante vaga nas oitavas com gols de Samuel Xavier e Everaldo

Fluminense

Fluminense - Foto: Instagram

A torcida lotava o estádio Mané Garrincha, em Brasília, na noite de 21 de maio de 2025, com a expectativa de um confronto eletrizante pela Copa do Brasil. O Fluminense, com a vantagem de 1 a 0 conquistada no jogo de ida, enfrentava a Aparecidense, que buscava uma virada histórica para avançar às oitavas de final. Apesar do início promissor do time goiano, o Tricolor carioca demonstrou superioridade técnica e tática, garantindo a classificação com uma vitória por 3 a 1 no placar agregado. A partida, marcada por momentos de tensão e lances decisivos, reforçou a força do Fluminense na competição.

O jogo começou com a Aparecidense pressionando, ciente da necessidade de marcar pelo menos dois gols para levar a disputa aos pênaltis. A equipe goiana, vice-líder do Grupo A5 da Série D, mostrava confiança após a vitória recente por 3 a 1 sobre o Goiânia. No entanto, o Fluminense, mesmo com erros iniciais na transição de bola, soube aproveitar as falhas defensivas do adversário. A virada no primeiro tempo, com gols de Samuel Xavier e Everaldo, mudou o rumo da partida e silenciou a torcida adversária.

  • Pontos-chave do confronto:
    • Aparecidense abriu o placar com Wellington Carvalho, ex-jogador da base do Fluminense.
    • Fluminense virou com gols de Samuel Xavier (40’) e Everaldo (46’) no primeiro tempo.
    • Ganso marcou o terceiro gol tricolor no segundo tempo, selando a classificação.
    • Placar agregado terminou em 3 a 1 para o Fluminense.

O duelo no Mané Garrincha não foi apenas um teste de habilidade, mas também de estratégia. A Aparecidense, apesar da desvantagem, tentou impor seu ritmo nos primeiros minutos, enquanto o Fluminense adotou uma postura mais reativa, explorando contra-ataques. A noite, porém, pertenceu ao Tricolor, que agora aguarda o sorteio para conhecer seu próximo adversário na competição.

Everaldo Fluminense Copa do Brasil

Virada define o jogo

O primeiro tempo da partida foi decisivo para o desfecho do confronto. A Aparecidense surpreendeu aos 30 minutos, quando Wellington Carvalho, zagueiro formado nas categorias de base do Fluminense, marcou de cabeça após uma bola levantada na área. O gol, que igualou o placar agregado em 1 a 1, trouxe esperança ao time goiano e animou a torcida presente. A equipe, conhecida como Camaleão, pressionava com jogadas pelas laterais, especialmente com Mário Henrique e João Marcos.

A resposta do Fluminense, no entanto, veio rápido. Aos 40 minutos, Ganso encontrou Samuel Xavier na área com um passe preciso. O lateral direito, com habilidade, tirou a marcação com a perna direita e finalizou com a esquerda, no canto, empatando o jogo. A torcida tricolor, que já demonstrava insatisfação com os erros de passe do time, voltou a apoiar. Seis minutos depois, Samuel Xavier novamente foi protagonista, lançando Serna na entrada da área. Após um corte mal-sucedido de Dyego, Everaldo cabeceou com força, virando o placar para 2 a 1 antes do intervalo.

O gol de Everaldo, confirmado após checagem do VAR, marcou o momento em que o Fluminense assumiu o controle da partida. A Aparecidense, que até então propunha o jogo, perdeu intensidade, enquanto o Tricolor passou a marcar mais alto e explorar os erros do adversário. O primeiro tempo terminou com o Fluminense em vantagem e a torcida adversária em silêncio, ciente da dificuldade de reverter o placar agregado.

Estratégia e substituições

No segundo tempo, o Fluminense adotou uma postura de cadenciar o jogo, mantendo a posse de bola e esfriando as investidas da Aparecidense. O técnico Renato Gaúcho, atento às necessidades do time, fez substituições estratégicas para preservar a vantagem. Guga entrou no lugar de Samuel Xavier, que saiu com gelo na perna direita, levantando preocupações sobre uma possível lesão. Outras mudanças, como a entrada de Paulo Baya e Riquelme Felipe, deram fôlego novo ao ataque tricolor.

A Aparecidense, por sua vez, tentou reagir com alterações ofensivas. Stéfano Pinho e Allef foram acionados para reforçar o ataque, mas a equipe goiana esbarrou na sólida defesa do Fluminense, liderada por Thiago Santos e Ignácio. O time goiano, mesmo com jogadas de perigo, como o chute cruzado de David Junio aos 20 minutos, não conseguiu converter as chances em gols. A falta de precisão nas finalizações, com média de 3,5 por jogo na Copa do Brasil, foi um obstáculo para o Camaleão.

  • Substituições da Aparecidense:
    • Stéfano Pinho substituiu Júlio César (15’ do 2º tempo).
    • Allef entrou no lugar de Kaio Nunes (28’ do 2º tempo).
    • Juninho deu lugar a Higor Leite (28’ do 2º tempo).
  • Substituições do Fluminense:
    • Guga substituiu Samuel Xavier (intervalo).
    • Paulo Baya entrou no lugar de Everaldo (22’ do 2º tempo).
    • Riquelme Felipe substituiu Serna (21’ do 2º tempo).

As substituições do Fluminense mantiveram o ritmo do time, enquanto as da Aparecidense não surtiram o efeito esperado. O Tricolor, com maior posse de bola e controle tático, neutralizou as tentativas do adversário, que precisava de dois gols para levar a decisão aos pênaltis.

Ganso brilha no segundo tempo

Aos 25 minutos do segundo tempo, o Fluminense sacramentou a vitória com um golaço de Ganso. A Aparecidense errou na saída de bola, e o meia tricolor, com calma e precisão, dominou e soltou uma bomba no ângulo, sem chances para o goleiro Matheus Alves. O gol, que ampliou o placar para 3 a 1 no agregado, foi um dos momentos mais celebrados pela torcida no Mané Garrincha. Ganso, peça-chave no meio-campo, foi decisivo tanto na criação quanto na finalização.

Antes do gol, a Aparecidense ainda tentou pressionar, com jogadas de Lezcano e João Marcos, mas esbarrou na falta de eficiência. Um lance aos 10 minutos, quando João Marcos chutou cruzado sem força, exemplificou a dificuldade do time goiano em superar o goleiro Fábio, que fez defesas seguras ao longo do jogo. O Fluminense, por outro lado, mostrava tranquilidade, girando a bola e explorando os espaços deixados pela defesa adversária.

O terceiro gol tricolor, embora creditado inicialmente a Ganso, teve um momento de confusão arbitral. A bola, após o chute de Arias, bateu em Vanderley, zagueiro da Aparecidense, e entrou, sendo registrado como gol contra. A jogada, que envolveu rebote de Matheus Alves e finalização de Serna na trave, destacou os erros defensivos do Camaleão, que desmoronou após o segundo gol do Fluminense.

Histórico da Aparecidense na competição

A Aparecidense, apesar da eliminação, fez sua melhor campanha na história da Copa do Brasil. O time goiano, que disputa a Série D, chegou à terceira fase pela primeira vez, enfrentando adversários de peso como o Fluminense. A vitória por 3 a 1 sobre o Goiânia, na rodada anterior, e a vice-liderança no Grupo A5 da Série D mostravam o bom momento do Camaleão antes do duelo no Mané Garrincha.

  • Destaques da campanha:
    • Eliminação do Athletic Club na segunda fase.
    • Média de 2,5 escanteios por jogo, mostrando força nas jogadas aéreas.
    • Wellington Carvalho, autor do gol contra o Fluminense, foi peça central na defesa.
    • Melhor desempenho ofensivo na Série D, com 3,5 finalizações por jogo.

A equipe, comandada pelo técnico Emerson Leão, tentou impor seu estilo de jogo, com transições rápidas e bolas alçadas na área. No entanto, a diferença técnica e a experiência do Fluminense, que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro, pesaram no confronto. A Aparecidense, mesmo com a derrota, deixou o Mané Garrincha com a sensação de ter feito história na competição.

Fluminense na Copa do Brasil

O Fluminense, com a classificação garantida, segue firme na busca pelo título da Copa do Brasil 2025. A equipe, que venceu o jogo de ida por 1 a 0 no Maracanã, mostrou resiliência ao superar a pressão inicial da Aparecidense e construir a vitória no segundo jogo. O Tricolor, que empatou por 1 a 1 com o Juventude no último jogo pelo Campeonato Brasileiro, chega às oitavas com moral elevada.

A campanha do Fluminense na Copa do Brasil tem sido marcada por atuações sólidas, com média de 10 finalizações por jogo e apenas 0,5 cartões amarelos por partida, indicando disciplina tática. A vitória no Mané Garrincha rendeu ao clube uma premiação de R$ 3.638.250, valor pago aos classificados para as oitavas de final. O sorteio da próxima fase, que definirá o adversário do Tricolor, está marcado para os próximos dias.

  • Números do Fluminense na competição:
    • 7,5 escanteios por jogo, mostrando força nas jogadas de bola parada.
    • Ganso lidera em assistências, com passes decisivos em ambos os jogos contra a Aparecidense.
    • Fábio, com defesas cruciais, é um dos destaques defensivos do time.
    • Samuel Xavier marcou seu primeiro gol na temporada contra a Aparecidense.

O Fluminense, sob o comando de Renato Gaúcho, aposta na mescla de jogadores experientes, como Ganso e Fábio, com jovens promissores, como Serna e Paulo Baya, para avançar na competição. A torcida, que compareceu em peso ao Mané Garrincha, saiu satisfeita com a atuação do time.

Arbitragem e polêmicas

A arbitragem, liderada por Felipe Fernandes de Lima, teve momentos de destaque na partida. O uso do VAR foi crucial em dois lances: a confirmação do gol de Everaldo, após análise de possível impedimento, e a revisão de um cartão amarelo aplicado a Arias, que acabou anulado após constatação de toque do goleiro Matheus Alves. A equipe de arbitragem, composta também por Fernanda Nandrea Gomes Antunes e Celso Luiz da Silva, manteve o controle do jogo, apesar das reclamações da Aparecidense em alguns momentos.

  • Momentos da arbitragem:
    • Anulação de cartão amarelo de Arias aos 26 minutos do 1º tempo.
    • Confirmação do gol de Everaldo aos 48 minutos do 1º tempo.
    • Cartões amarelos para Nonato e Thiago Santos, ambos do Fluminense.
    • Protocolo de concussão aplicado após choque de Wellington Carvalho.

A atuação do VAR, embora tenha gerado debates entre os torcedores, foi considerada correta pelos analistas presentes no estádio. A Aparecidense, em desvantagem no placar, tentou pressionar a arbitragem, mas não conseguiu reverter as decisões.

Torcida e atmosfera no Mané Garrincha

O estádio Mané Garrincha, em Brasília, recebeu um público expressivo, com a maioria formada por torcedores do Fluminense. A torcida tricolor, que vaia o time em momentos de erros no primeiro tempo, mudou o tom após os gols de Samuel Xavier e Everaldo. A comemoração de Samuel Xavier, com a mão no ouvido, foi um dos momentos de maior interação com a arquibancada.

A Aparecidense, embora com menos torcedores, contou com o apoio de uma torcida fiel, que incentivou o time mesmo após a virada do Fluminense. Ações contra o racismo, realizadas antes do jogo com a participação de jogadores e árbitros, também marcaram a noite, reforçando a importância de iniciativas sociais no futebol. O ambiente, apesar da rivalidade, foi de respeito mútuo entre as torcidas.

Próximos passos na competição

Com a classificação, o Fluminense agora aguarda o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, que definirá seu próximo adversário. A equipe, que já enfrentou desafios como a Aparecidense, espera confrontos mais equilibrados nas próximas fases, com adversários de Série A e Série B. A premiação acumulada na competição, que já ultrapassa R$ 7 milhões, é um incentivo extra para o Tricolor, que busca o título para coroar a temporada.

A Aparecidense, por sua vez, retorna ao foco na Série D, onde ocupa a vice-liderança do Grupo A5. O time goiano, apesar da eliminação, planeja usar a experiência adquirida na Copa do Brasil para buscar o acesso à Série C. A campanha histórica, com confrontos contra clubes de elite, eleva a moral do Camaleão para os próximos desafios.

Desempenho individual no jogo

Alguns jogadores se destacaram no confronto, tanto pelo Fluminense quanto pela Aparecidense. Ganso, com um gol e uma assistência, foi o maestro do Tricolor, enquanto Samuel Xavier, com um gol e participação no segundo, mostrou versatilidade. Fábio, com defesas importantes, garantiu a solidez defensiva. Pela Aparecidense, Wellington Carvalho, apesar do gol contra, foi um dos líderes em campo, e João Marcos criou as melhores chances ofensivas.

  • Jogadores em destaque:
    • Ganso (Fluminense): 1 gol, 1 assistência, 90% de precisão nos passes.
    • Samuel Xavier (Fluminense): 1 gol, 1 assistência, saiu no intervalo.
    • Wellington Carvalho (Aparecidense): 1 gol, mas marcou contra no 2º tempo.
    • João Marcos (Aparecidense): 3 finalizações, principal articulador do ataque.

O desempenho coletivo do Fluminense, com maior posse de bola (58%) e eficiência nas finalizações, foi determinante para a vitória. A Aparecidense, com 42% de posse e apenas 3 finalizações no alvo, não conseguiu manter o ritmo após o primeiro gol sofrido.

Importância da premiação

A Copa do Brasil é conhecida por suas premiações milionárias, e a classificação para as oitavas de final garantiu ao Fluminense um montante de R$ 3.638.250. Os valores, que aumentam a cada fase, são um alívio financeiro para os clubes, especialmente em um cenário de altos custos operacionais. Para a Aparecidense, a participação na terceira fase também rendeu premiações significativas, que serão reinvestidas no clube para a disputa da Série D.

Os valores pagos na Copa do Brasil 2025 são distribuídos de acordo com o avanço na competição, com cotas maiores para clubes de divisões superiores. O Fluminense, como clube da Série A, recebe a cota máxima, enquanto a Aparecidense, da Série D, embolsou quantias proporcionais à sua divisão. A premiação, além de incentivar a competitividade, ajuda os clubes a equilibrarem suas finanças.

  • Premiações por fase (Série A):
    • Primeira fase: R$ 1.312.500.
    • Segunda fase: R$ 1.575.000.
    • Terceira fase: R$ 2.205.000.
    • Oitavas de final: R$ 3.638.250.

A Copa do Brasil, com sua estrutura de mata-mata, continua sendo uma das competições mais lucrativas do futebol brasileiro, atraindo investimentos e atenção de clubes de todas as divisões.

Veja Também