A partir de 17 de fevereiro de 2025, cerca de 26 milhões de trabalhadores brasileiros começarão a receber o abono salarial PIS/PASEP, com valores que podem chegar a R$ 1.518. Gerenciado pela Caixa Econômica Federal para o PIS e pelo Banco do Brasil para o PASEP, o programa utiliza o ano-base 2023 e beneficia empregados do setor privado e servidores públicos que atendem a critérios específicos. Os pagamentos, escalonados pelo mês de nascimento, seguem um calendário unificado, com prazo de saque até 29 de dezembro de 2025. A iniciativa, que injetará R$ 30,7 bilhões na economia, mantém sua relevância como suporte financeiro para trabalhadores formais. A consulta estará disponível a partir de 5 de fevereiro por aplicativos e canais digitais.
O programa, criado na década de 1970, é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e complementa a renda de trabalhadores de baixa renda. Com a unificação do calendário, implementada em 2024, o processo ganhou eficiência, reduzindo confusões e facilitando o acesso.
- Principais novidades para 2025:
- Calendário unificado por mês de nascimento.
- Valor máximo ajustado ao salário mínimo de R$ 1.518.
- Consulta digital ampliada via gov.br e aplicativos.
- Uso de PIX para transferências do PASEP.
O volume de beneficiados reflete a importância do programa, com 21,5 milhões de trabalhadores do setor privado e 4,5 milhões de servidores públicos elegíveis.
Valor do benefício em 2025
O abono salarial de 2025 está atrelado ao salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.518. Para quem trabalhou os 12 meses do ano-base 2023, o valor máximo será pago. Trabalhadores com menos tempo de serviço recebem proporcionalmente, com o cálculo baseado em 1/12 do salário mínimo por mês trabalhado.
Por exemplo, um trabalhador que atuou por seis meses receberá R$ 759, enquanto nove meses de trabalho garantem R$ 1.138,50. O limite de renda para elegibilidade, baseado em 2023, é de R$ 2.640 mensais (equivalente a dois salários mínimos à época). A fórmula proporcional assegura que o benefício reflita o período de contribuição do trabalhador.
Os valores são depositados automaticamente para correntistas da Caixa (PIS) e do Banco do Brasil (PASEP). Para os demais, o saque pode ser feito em agências, lotéricas ou via aplicativos, como o Caixa Tem.
Critérios para receber o abono
Nem todos os trabalhadores formais têm direito ao PIS/PASEP. Os requisitos são claros e visam atender prioritariamente quem tem baixa renda. Para o ano-base 2023, é necessário ter trabalhado ao menos 30 dias, consecutivos ou não, com carteira assinada.
Além disso, o trabalhador deve estar inscrito no programa PIS/PASEP há pelo menos cinco anos e ter seus dados corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial. A remuneração média mensal em 2023 não pode ultrapassar R$ 2.640.
- Quem pode receber:
- Trabalhadores com carteira assinada por 30 dias ou mais em 2023.
- Inscritos no PIS/PASEP há cinco anos ou mais.
- Remuneração média de até dois salários mínimos em 2023.
- Dados atualizados no RAIS ou eSocial.
Servidores públicos e empregados de estatais que contribuem para o PASEP seguem as mesmas regras. Erros cadastrais, como CPF ou nome divergentes, podem bloquear o pagamento, exigindo regularização junto ao empregador.
Calendário de pagamentos unificado
O calendário de 2025 organiza os pagamentos pelo mês de nascimento, começando em 17 de fevereiro para os nascidos em janeiro. A unificação, adotada em 2024, padronizou o cronograma para PIS e PASEP, eliminando a antiga divisão por número de inscrição.
As liberações seguem até agosto, com datas específicas: nascidos em março e abril recebem em 15 de abril, enquanto os de maio e junho têm acesso em 15 de maio. O prazo para saque vai até 29 de dezembro de 2025. Após essa data, o trabalhador precisará solicitar reemissão, um processo mais complexo.
A organização por mês de nascimento reduz filas e facilita o planejamento. O Ministério do Trabalho destaca que o calendário escalonado ajuda a distribuir a demanda em agências e canais digitais.
Canais para consulta do benefício
A partir de 5 de fevereiro de 2025, os trabalhadores poderão verificar se têm direito ao abono por meio de plataformas digitais. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital é uma das opções mais práticas, exigindo apenas CPF e login no gov.br.
Para o PIS, o aplicativo Caixa Trabalhador e o Caixa Tem oferecem acesso rápido. No caso do PASEP, o site e o aplicativo do Banco do Brasil são os principais canais. A Central Alô Trabalho, pelo número 158, funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, para esclarecimentos.
- Onde consultar:
- Carteira de Trabalho Digital (PIS e PASEP).
- Aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem (PIS).
- Site e aplicativo do Banco do Brasil (PASEP).
- Central 158 ou atendimento presencial nas Superintendências Regionais do Trabalho.
A Caixa e o Banco do Brasil recomendam atualizar os dados no gov.br antes de fevereiro para evitar problemas.
Formas de recebimento do abono
Os pagamentos variam conforme o banco e a situação do trabalhador. Correntistas da Caixa recebem o PIS diretamente em conta corrente ou poupança. Para os não correntistas, o valor é creditado na Poupança Social Digital, acessível pelo Caixa Tem.
No PASEP, correntistas do Banco do Brasil têm depósito automático. Os demais podem sacar em agências ou transferir via PIX ou TED. Lotéricas e terminais de autoatendimento da Caixa também estão disponíveis para o PIS.
A novidade para 2025 é a ampliação do uso de PIX para o PASEP, agilizando transferências. A Caixa planeja expandir as funcionalidades do Caixa Tem, permitindo saques e movimentações diretamente pelo aplicativo.
Volume de recursos e beneficiados
O programa prevê beneficiar 26 milhões de trabalhadores, sendo 21,5 milhões do setor privado (PIS) e 4,5 milhões do setor público (PASEP). O orçamento de R$ 30,7 bilhões é 10% maior que o de 2024, quando R$ 27,9 bilhões foram distribuídos.
A maior parte dos recursos, cerca de R$ 27 bilhões, será destinada ao PIS, enquanto R$ 3,7 bilhões cobrirão o PASEP. São Paulo e Rio de Janeiro lideram em número de beneficiados, devido à alta concentração de trabalhadores formais.
Cerca de 70% dos elegíveis sacam o benefício nos primeiros três meses, segundo o Ministério do Trabalho. Regiões como Sudeste e Sul concentram a maior parte dos pagamentos, enquanto Norte e Centro-Oeste têm menor participação.
Fundo PIS/PASEP extinto
Além do abono, valores do antigo Fundo PIS/PASEP, extinto em 2020, ainda estão disponíveis. Cerca de 10,5 milhões de trabalhadores que atuaram entre 1971 e 1988 podem sacar R$ 26 bilhões, com saldo médio de R$ 2.800 por pessoa.
A consulta é feita pela plataforma REPIS Cidadão, no site repiscidadao.fazenda.gov.br, com autenticação no gov.br (níveis prata ou ouro). Os saques seguem um calendário específico, com liberações até 26 de janeiro de 2026. Herdeiros de trabalhadores falecidos também podem acessar os valores, mediante documentação.
Ajustes nas regras de elegibilidade
Para 2025, o governo ajustou as regras para priorizar trabalhadores de baixa renda. O limite de renda mensal, fixado em R$ 2.640 (baseado no salário mínimo de 2023), restringe o acesso. A exigência de dados corretos no RAIS e eSocial também foi reforçada.
Empregadores que não atualizarem as informações podem comprometer o direito dos funcionários. O Ministério do Trabalho intensificou a fiscalização, e os trabalhadores são orientados a verificar seus cadastros antes do início dos pagamentos.
Modernização e desafios do programa
A digitalização do PIS/PASEP avançou, com 60% das consultas em 2024 feitas por canais digitais. Aplicativos como Carteira de Trabalho Digital e Caixa Tem reduziram a necessidade de atendimento presencial. O Banco do Brasil também melhorou o acesso online para o PASEP.
Apesar dos avanços, desafios persistem. Erros no RAIS ou eSocial afetaram 500 mil trabalhadores em 2024, exigindo regularização manual. A baixa adesão em áreas rurais e a sobrecarga em agências durante picos de pagamento são outros obstáculos.
O governo planeja campanhas de conscientização e parcerias com prefeituras para ampliar o acesso em regiões remotas. A expansão do Caixa Tem e o uso de PIX visam reduzir a pressão sobre agências físicas.

