Após a trágica morte de Alexandre na prisão, a novela ‘A Viagem’ intensifica sua narrativa sobrenatural, trazendo o personagem de volta como um espírito vingativo que promete perturbar a vida de seus rivais. Nos capítulos exibidos entre 23 e 27 de junho de 2025, na reprise da Globo no “Vale a Pena Ver de Novo”, o vilão interpretado por Guilherme Fontes retorna do além, movido por ódio, para infernizar figuras centrais como Otávio, Raul e Téo. A trama, que mistura drama familiar e elementos espíritas, mantém o público preso com reviravoltas e tensões crescentes. Ambientada em uma cidade marcada por conflitos pessoais, a novela explora o impacto da morte de Alexandre na família e nos inimigos, enquanto o sobrenatural ganha força. Essa semana promete cenas carregadas de emoção, com o espírito obsessor desafiando os vivos e alterando o rumo das relações.
A morte de Alexandre, ocorrida após uma overdose de analgésicos na cadeia, marca um ponto de virada na história. Condenado por assassinato, o personagem decide tirar a própria vida, mas sua jornada não termina ali. Segundo a doutrina espírita kardecista, presente na trama, ele passa a vagar pelo Vale dos Suicidas, um plano espiritual sombrio onde planeja sua vingança. O público, que acompanha a reprise 31 anos após a estreia original em 1994, revive a intensidade de um dos vilões mais icônicos da teledramaturgia brasileira. A narrativa, escrita por Ivani Ribeiro, combina suspense e emoção, destacando o embate entre o mundo dos vivos e dos mortos.
O retorno de Alexandre como espírito obsessor não é apenas um recurso dramático, mas uma exploração profunda de temas como culpa, redenção e vingança. A novela, que já conquistou gerações, mantém sua relevância ao abordar questões existenciais com uma linguagem acessível. Nesta semana, os desdobramentos de sua morte continuam a ecoar, afetando diretamente os rumos de outros personagens centrais.
- Principais alvos da vingança de Alexandre: Otávio, Raul, Téo e Lisa, todos considerados traidores por ele.
- Contexto espiritual: A trama usa o espiritismo para explicar a presença do espírito de Alexandre.
- Impacto na família: Diná e Maroca enfrentam luto e desespero com a perda.
Reações à presença sobrenatural
A volta de Alexandre como espírito maligno causa um impacto imediato entre os personagens. Alberto, o médico espiritualista interpretado por Cláudio Cavalcanti, é um dos primeiros a perceber a interferência do além. Ele organiza uma sessão de oração para tentar aplacar a influência do espírito, mas a força de Alexandre parece inabalável. Em uma das cenas marcantes da semana, o vilão influencia o comportamento de Tato, filho de Otávio, transformando o jovem tranquilo em um rebelde problemático. Essa mudança abala a relação entre pai e filho, com Otávio, vivido por Antonio Fagundes, lutando para entender o que está acontecendo.
Diná, interpretada por Christiane Torloni, vive um misto de luto e desespero. A irmã de Alexandre tenta manter a família unida, mas as tensões com Téo, seu marido, se intensificam. A decisão de Téo de permanecer na cidade, mesmo após anunciar sua saída, reflete o peso das circunstâncias. Enquanto isso, Raul, irmão de Alexandre, carrega a culpa por não tê-lo ajudado a fugir da polícia, o que alimenta o rancor do espírito. A trama habilmente entrelaça essas dinâmicas, mostrando como cada personagem lida com a presença invisível, mas palpável, de Alexandre.
A narrativa também explora o impacto psicológico nos personagens secundários. Estela, irmã mais velha, tenta manter a calma, mas sua filha Bia começa a questionar as decisões da família. A pensão de Cininha, um ponto de alívio cômico, ganha tons de suspense com a fuga de Fátima do misterioso Mascarado, um subplot que mantém o espectador intrigado.
O peso do luto na família
A morte de Alexandre não apenas desencadeia eventos sobrenaturais, mas também aprofunda o drama familiar. Maroca, a mãe, interpretada por Yara Cortes, enfrenta o luto com uma mistura de dor e resignação. Sua relação com a neta Patty, filha de Diná e Téo, é um dos poucos momentos de ternura em meio ao caos. Em uma cena comovente, Maroca tenta consolar Patty, que se recusa a aceitar a separação dos pais. A novela utiliza esses instantes para equilibrar o peso do sobrenatural com conflitos humanos, criando uma conexão emocional com o público.
Diná, por sua vez, canaliza sua dor em ações impulsivas. Sua tentativa de confrontar Otávio, a quem culpa parcialmente pela condenação de Alexandre, resulta em um momento de tensão que quase termina em violência. A personagem, conhecida por seu temperamento explosivo, reflete o desespero de quem perdeu um irmão e luta para manter a família intacta. A direção de Wolf Maya, na época, soube captar essas nuances, tornando cada cena um retrato fiel das emoções em jogo.
- Maroca: Sofre em silêncio, mas tenta proteger a neta.
- Diná: Oscila entre raiva e tristeza, desafiando Otávio.
- Patty: Representa a inocência abalada pela crise familiar.
A construção do vilão sobrenatural
Alexandre, mesmo após a morte, permanece como o motor da trama. Sua transformação em espírito obsessor é um dos elementos mais lembrados de “A Viagem”. Nos capítulos desta semana, ele aparece em cenas no Vale dos Suicidas, rejeitando qualquer chance de redenção. A escolha de Guilherme Fontes para o papel foi acertada: o ator, que na época vinha do sucesso de “Mulheres de Areia”, entregou uma performance intensa, alternando charme e fúria. A reprise permite que novas gerações conheçam a força desse personagem, cuja presença transcende a morte.
A novela utiliza recursos visuais e sonoros para reforçar o clima sobrenatural. A trilha sonora, com tons graves, e a fotografia sombria do Vale dos Suicidas criam uma atmosfera de tensão. As cenas em que Alexandre influencia os vivos, como a rebeldia de Tato ou a hostilidade de Guiomar contra Raul, são cuidadosamente construídas para manter o suspense. A direção aposta em closes nos olhares dos personagens, sugerindo a presença invisível do vilão.
O papel do espiritismo na trama
A abordagem espírita é um dos pilares de “A Viagem”. A novela, inspirada na doutrina de Allan Kardec, apresenta o conceito de obsessão espiritual de forma didática, mas sem perder o ritmo dramático. Alberto, como figura central do espiritismo, explica aos outros personagens os perigos de um espírito desencarnado movido por ódio. Suas conversas com Estela e Téo trazem reflexões sobre vida após a morte, mas sem cair em um tom excessivamente pedagógico.
A trama também destaca o Vale dos Suicidas, um lugar fictício que representa o sofrimento dos espíritos que tiraram a própria vida. As cenas nesse ambiente são marcantes, com Alexandre lutando contra a “luz da salvação”, um símbolo de redenção que ele rejeita. Essa escolha narrativa reforça o caráter trágico do personagem, que, mesmo morto, permanece preso a seus rancores.
- Vale dos Suicidas: Um plano espiritual sombrio onde Alexandre planeja sua vingança.
- Obsessão espiritual: Conceito central que explica as ações do vilão.
- Alberto: Guia espiritual que tenta conter a influência maligna.
Dinâmicas amorosas em meio ao caos
Enquanto Alexandre assombra os vivos, os relacionamentos amorosos enfrentam seus próprios desafios. A relação entre Diná e Téo está à beira do colapso, com o divórcio sendo um tema recorrente. A decisão de Téo de permanecer na cidade, apesar das brigas, sugere que ainda há sentimentos envolvidos, mas a influência de Alexandre pode complicar ainda mais a situação. Lisa, ex-namorada do vilão, começa a se aproximar de Téo, criando um novo triângulo amoroso que promete agitar a trama.
Otávio, por sua vez, continua interessado em Diná, mesmo enfrentando a hostilidade dela. Sua relação com o filho Tato, abalada pela rebeldia do jovem, reflete o impacto indireto de Alexandre. Já Estela, que recebe uma declaração de amor de Alberto, lida com a possibilidade de um novo romance em meio à crise familiar. Essas tramas paralelas mantêm o equilíbrio entre o sobrenatural e o humano, garantindo que a novela não se limite ao suspense.
Momentos de alívio cômico
Apesar do tom pesado, “A Viagem” sabe dosar o drama com momentos mais leves. A pensão de Cininha, com suas figuras excêntricas como Fátima e o Mascarado, oferece um contraponto bem-vindo. A fuga de Fátima, que perde sua caneta de ouro, e as brigas com Cininha por ciúmes de Tibério trazem um toque de humor que alivia a tensão. Esses personagens, embora secundários, são essenciais para manter o público engajado em meio às reviravoltas.
A interação entre Fátima e o Mascarado, em particular, cria um mistério à parte. Quem é esse homem que insiste em perseguir as mulheres da pensão? A trama deixa pistas, mas mantém o suspense, garantindo que o espectador volte para descobrir mais. Esses subplots, embora menos centrais, enriquecem a narrativa e mostram a habilidade de Ivani Ribeiro em criar universos complexos.
A força da reprise em 2025
A reprise de “A Viagem” no “Vale a Pena Ver de Novo” tem reacendido o interesse por uma das novelas mais marcantes da Globo. Exibida originalmente em 1994, a trama conquistou o público com sua mistura única de drama, suspense e espiritismo. A escolha de reprisar a novela reflete sua atemporalidade, com temas que ainda ressoam com o público atual. A atuação de Guilherme Fontes como Alexandre, em especial, continua a ser um dos destaques, com o ator entregando um vilão que é ao mesmo tempo carismático e aterrorizante.
Os capítulos desta semana, entre 23 e 27 de junho, reforçam o impacto cultural da novela. A Globo, ao exibir a trama à tarde, aposta na nostalgia para atrair antigos fãs e na curiosidade para captar novos espectadores. A qualidade da produção, com direção impecável e um elenco de peso, garante que a novela permaneça relevante mesmo após três décadas.
- Nostalgia: A reprise atrai fãs que acompanharam a novela em 1994.
- Novos públicos: A trama sobrenatural conquista jovens espectadores.
- Elenco estelar: Nomes como Antonio Fagundes e Christiane Torloni elevam a qualidade.
O que esperar dos próximos dias
Os capítulos entre 23 e 27 de junho intensificam o clima de suspense. Na segunda-feira, as conversas entre Alberto e Estela revelam a profundidade do impacto de Alexandre, enquanto Fátima enfrenta o Mascarado. Nos dias seguintes, a influência do espírito sobre Tato e Guiomar se torna mais evidente, com cenas que prometem arrepiar. A rebeldia de Tato, em particular, será um ponto central, com Otávio tentando recuperar o controle sobre o filho.
Diná, enquanto isso, continua sua busca por respostas, enfrentando Otávio e lidando com a dor da perda. A novela mantém o ritmo acelerado, com cada dia trazendo novas revelações sobre os planos de Alexandre. A interação entre os mundos físico e espiritual, um dos maiores trunfos da trama, garante que o público permaneça vidrado.
A relevância cultural da novela
“A Viagem” não é apenas uma novela, mas um marco da televisão brasileira. Sua abordagem pioneira do espiritismo, aliada a uma narrativa envolvente, abriu caminho para outras produções que exploraram temas sobrenaturais. A reprise em 2025 reforça a força de uma história que transcende gerações, com personagens que permanecem na memória do público. Alexandre, com sua vingança do além, é um símbolo da complexidade humana, mostrando como o ódio pode persistir mesmo após a morte.
A trama também destaca a importância de atores como Guilherme Fontes, que transformou um vilão em um ícone. A escolha de Ivani Ribeiro de abordar o espiritismo com respeito, sem cair em estereótipos, garantiu que a novela fosse mais do que um simples entretenimento. Esses elementos, combinados com a qualidade técnica da produção, explicam por que “A Viagem” continua a encantar o público.

