Amanda Anisimova surpreende Sabalenka e avança à final de Wimbledon

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Amanda Anisimova.

Amanda Anisimova - Foto: Instagram

Amanda Anisimova, número 12 do mundo, derrotou a líder do ranking mundial Aryna Sabalenka em uma batalha intensa de 2h37 na semifinal de Wimbledon, nesta quinta-feira, 10 de julho de 2025, na quadra central do All England Club, em Londres. Com parciais de 6/4, 4/6 e 6/4, a norte-americana garantiu sua primeira final de Grand Slam, surpreendendo a favorita e encerrando a sequência de Sabalenka, que buscava sua quarta final consecutiva em Majors. O jogo, marcado por trocas agressivas e momentos de alta tensão, foi decidido por detalhes, com Anisimova aproveitando melhor as oportunidades de quebra de saque. A vitória consolida o retorno da jovem de 23 anos ao topo do circuito, após períodos afastada por questões pessoais.

A partida começou equilibrada, com ambas as tenistas mostrando potência nos golpes. Anisimova, conhecida por seu estilo ofensivo, pressionou desde o início, enquanto Sabalenka respondeu com saques precisos. O público na quadra central, sob um calor de 30 graus, testemunhou um duelo de alto nível, interrompido brevemente por dois incidentes médicos na arquibancada, nos quais Sabalenka demonstrou empatia ao oferecer água a um espectador.

  • Momentos-chave do primeiro set: Anisimova conseguiu a única quebra no décimo game, fechando em 6/4.
  • Resposta de Sabalenka: A bielorrussa elevou o nível no segundo set, com seis aces e maior eficiência no saque.
  • Decisão no terceiro set: Anisimova virou o placar após ser quebrada, mostrando resiliência para garantir a vitória.
  • Fator emocional: A americana controlou os nervos em momentos decisivos, enquanto Sabalenka demonstrou frustração.

O resultado marca a sexta vitória de Anisimova em nove confrontos contra Sabalenka, reforçando sua vantagem histórica. A americana agora aguarda a vencedora do duelo entre Iga Swiatek e Belinda Bencic para a final, marcada para sábado.

Agressividade que definiu o jogo
Anisimova apostou em uma estratégia ousada, atacando antes que Sabalenka pudesse impor seu jogo. No primeiro set, a americana registrou 13 winners contra 9 da adversária, mas também cometeu mais erros não forçados (15 a 13). A tática de pressionar as devoluções rendeu frutos, especialmente no game final do set inicial, quando uma dupla falta de Sabalenka abriu caminho para a quebra. A bielorrussa, conhecida por sua potência, tentou reagir com saques mais agressivos, mas oscilou em momentos cruciais, como no terceiro set, quando enfrentou um 0/40 e não conseguiu reverter.

A partida foi um teste de resistência física e mental. Anisimova, que voltou ao circuito após pausas para cuidar da saúde mental, demonstrou maturidade ao manter a calma em situações de pressão. Sabalenka, por outro lado, mostrou sinais de frustração, especialmente após perder a liderança no set decisivo. A americana terminou o jogo com 30 winners e duas quebras a mais que a rival, números que refletem sua eficiência nos pontos decisivos.

Caminho até a semifinal
Aryna Sabalenka chegou à semifinal com uma campanha sólida, mas não sem desafios. A número 1 do mundo venceu adversárias como Carson Branstine, Marie Bouzkova, Emma Raducanu e Elise Mertens em sets diretos, mas foi testada nas quartas de final por Laura Siegemund. Contra a alemã, Sabalenka perdeu o primeiro set e precisou de três sets (4/6, 6/2, 6/4) para avançar, mostrando garra para virar o placar. Sua consistência em Grand Slams é impressionante: ela alcançou as semifinais em 10 dos últimos 11 Majors disputados, com três títulos no currículo (dois Abertos da Austrália e um US Open).

Amanda Anisimova, por sua vez, viveu uma temporada de redenção. Após pausas em 2019, devido à morte de seu pai, e em 2023, para cuidar da saúde mental, a americana retornou ao circuito fora do top 300. Em 2025, conquistou seu primeiro WTA 1000 em Doha e alcançou o vice-campeonato em Queen’s, além de quartas de final em Berlim. Em Wimbledon, eliminou Yulia Putintseva, Renata Zarazua, Dalma Galfi, Linda Noskova e Anastasia Pavlyuchenkova, mostrando evolução na grama, um piso onde nunca havia chegado tão longe.

Histórico de confrontos
O confronto entre Sabalenka e Anisimova é um dos mais equilibrados do circuito. Antes da semifinal, as duas haviam se enfrentado oito vezes, com cinco vitórias para a americana. Anisimova dominou os primeiros duelos, vencendo quatro consecutivos entre 2019 e 2021, incluindo embates no Australian Open e em Roland Garros. Sabalenka, no entanto, reagiu nos últimos anos, vencendo três dos quatro duelos mais recentes, incluindo um 7/5, 6/3 em Roland Garros 2025.

  • Primeiro encontro: Anisimova venceu por 6/4, 6/2 no Australian Open de 2019.
  • Domínio inicial: A americana ganhou as quatro primeiras partidas, todas entre 2019 e 2021.
  • Reação de Sabalenka: A bielorrussa venceu em 2024 (Australian Open) e 2025 (Roland Garros).
  • Fator grama: O duelo de Wimbledon foi o primeiro entre elas nesse piso.

A vitória de Anisimova em Londres reforça sua capacidade de desafiar as melhores do mundo, especialmente em momentos de pressão.

Fator emocional e saúde mental
Amanda Anisimova tem uma história de superação que adiciona camadas à sua vitória. Aos 17 anos, em 2019, ela alcançou a semifinal de Roland Garros, mas enfrentou um período difícil após a morte de seu pai e técnico, Konstantin. Em 2023, anunciou uma pausa indefinida, citando esgotamento e problemas de saúde mental. Seu retorno, iniciado em 2024, foi gradual, mas os resultados de 2025 mostram uma jogadora mais madura e confiante.

Em entrevista após a partida, Anisimova destacou a importância de manter a calma. Ela mencionou que, diferente de outros jogos, não sentiu o nervosismo habitual, o que a ajudou a focar nos pontos decisivos. A americana também elogiou Sabalenka, chamando-a de “uma competidora incrível” e “inspiração”. A vitória em Wimbledon marca não apenas um marco esportivo, mas também pessoal, consolidando sua volta ao topo.

Desempenho na grama
A grama de Wimbledon apresentou desafios únicos para ambas as jogadoras. Sabalenka, apesar de sua potência, nunca havia alcançado a final do torneio, com semifinais em 2021, 2023 e 2025 como seus melhores resultados. Seu jogo agressivo, com saques potentes e golpes de fundo, é ideal para o piso, mas a bielorrussa enfrentou dificuldades contra adversárias que variam o ritmo, como Siegemund e Anisimova.

Anisimova, por outro lado, mostrou adaptação impressionante. Antes de 2025, seu melhor resultado em Wimbledon foi uma quartas de final em 2022. Nesta edição, ela dominou adversárias com um jogo sólido, combinando potência e movimentação. Sua vitória sobre Pavlyuchenkova nas quartas (6/1, 7/6) destacou sua capacidade de manter a agressividade mesmo em sets disputados.

Números que contam a história
Os dados da partida revelam o equilíbrio do confronto:

  • Pontos totais: Anisimova marcou 108, contra 106 de Sabalenka.
  • Break points: A americana converteu 4 de 11, enquanto Sabalenka aproveitou 3 de 14.
  • Winners: Anisimova terminou com 30, contra 31 de Sabalenka.
  • Erros não forçados: A americana cometeu 15 no primeiro set, mas reduziu no terceiro.
  • Eficiência no saque: Sabalenka teve 68% de primeiro saque, mas Anisimova venceu 69% dos pontos no segundo saque.

Esses números mostram como pequenos detalhes, como a conversão de break points, fizeram a diferença em um jogo tão equilibrado.

Próximos passos em Wimbledon
Com a vitória, Anisimova garantiu sua estreia em uma final de Grand Slam, um feito que a coloca entre as grandes promessas do tênis americano. Sua adversária será definida na segunda semifinal, entre Iga Swiatek, ex-número 1 e atual quarta do ranking, e Belinda Bencic, que retorna ao circuito após a maternidade. Anisimova nunca enfrentou Swiatek, mas tem um histórico equilibrado contra Bencic, com duas vitórias em quatro duelos.

Sabalenka, apesar da derrota, segue como uma das jogadoras mais consistentes do circuito. A bielorrussa já está classificada para o WTA Finals e lidera a corrida do ranking com 7.395 pontos, bem à frente de Coco Gauff, segunda colocada. Sua temporada, com finais em dois Grand Slams, reforça sua posição como uma das favoritas para os próximos torneios.

Resiliência em quadra
O terceiro set foi o momento de maior drama. Anisimova começou sendo quebrada, mas reagiu com duas quebras consecutivas, abrindo 4/1. Sacando para o jogo em 5/3, ela perdeu um match point e foi quebrada, mas não se abateu. No game seguinte, enfrentou um 0/40, salvou dois match points de Sabalenka e fechou o jogo no terceiro match point, com um forehand vencedor que levantou a torcida. A cena de Anisimova caindo de joelhos na grama após a vitória simbolizou o peso emocional do momento.

A partida também foi marcada por gestos de fair play. Durante uma das pausas para atendimento médico na arquibancada, Sabalenka levou água e gelo para ajudar, um ato que foi aplaudido pelo público e elogiado nas redes sociais. Apesar da derrota, a bielorrussa deixou a quadra com a cabeça erguida, reconhecendo a qualidade da adversária.

Ascensão de Anisimova
A trajetória de Anisimova em 2025 é um dos destaques da temporada. Após começar o ano fora do top 300, ela subiu para o 12º lugar antes de Wimbledon e garantiu sua estreia no top 10 com a campanha em Londres. Uma eventual vitória na final pode levá-la ao 5º lugar do ranking, um salto impressionante para uma jogadora que enfrentou tantos desafios. Sua história de superação, aliada ao talento natural, a torna uma figura inspiradora para novas gerações do tênis.

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