Chevrolet Captiva retorna ao Brasil em 2025 como SUV elétrico de 204 cv

Nova Chevrolet Captiva

Nova Chevrolet Captiva - Foto: Divulgação Site Chevrolet

Chevrolet Captiva retorna ao Brasil em 2025 como SUV elétrico de 204 cv, marcando a volta do modelo após oito anos de ausência. A General Motors anunciou o lançamento do Captiva EV, um utilitário esportivo médio baseado no Wuling Starlight S, fabricado pela chinesa SAIC. O veículo, que desembarcou no Porto de Vitória para testes finais, integra a estratégia de eletrificação da montadora no país, concorrendo com modelos como BYD Song Plus e GWM Haval H6. Com porte superior ao Equinox a combustão, o novo Captiva promete autonomia de até 350 km no ciclo brasileiro. A estreia está prevista para o segundo semestre, como parte dos cinco lançamentos da Chevrolet no ano de seu centenário no Brasil.

O retorno do Captiva representa um marco na trajetória da Chevrolet no mercado brasileiro. Diferente do modelo vendido entre 2008 e 2017, que utilizava motores a combustão, a nova versão é 100% elétrica e adota uma abordagem de rebadge, prática comum na indústria automotiva. A base do Wuling Starlight S foi ajustada para receber a identidade visual da Chevrolet, incluindo a tradicional gravata dourada na grade frontal.

O Captiva EV mede 4,74 metros de comprimento, superando o Equinox a combustão (4,66 m), mas ficando abaixo do Equinox EV (4,84 m). Suas dimensões o posicionam como uma opção intermediária no portfólio da marca. A seguir, alguns destaques do modelo:

  • Motor elétrico de 204 cv e torque de 31,6 kgfm.
  • Bateria LFP de 60 kWh, com autonomia estimada em 350 km pelo Inmetro.
  • Design moderno com central multimídia de 15,6 polegadas.
  • Concorrência direta com SUVs chineses eletrificados.

Estratégia de eletrificação da Chevrolet

A chegada do Captiva EV reforça o compromisso da General Motors com a mobilidade elétrica no Brasil. A montadora já confirmou o Spark EUV, outro SUV elétrico compacto baseado em um modelo chinês, o Baojun Yep Plus. Ambos os veículos fazem parte de uma parceria estratégica com a SAIC, que permite à Chevrolet acessar tecnologias de eletrificação a custos competitivos. O Captiva EV, segundo Fabio Rua, vice-presidente da GM América do Sul, é um produto-chave na linha global de elétricos da marca.

O modelo foi apresentado junto a outros quatro lançamentos da Chevrolet para 2025, incluindo as versões reestilizadas do Onix, Onix Plus e Tracker. A General Motors planeja escalonar as estreias para maximizar a visibilidade de cada veículo, com o Spark EUV previsto para chegar às concessionárias antes do Captiva. A estratégia visa posicionar a Chevrolet como uma concorrente de peso no segmento de SUVs eletrificados, dominado por marcas chinesas como BYD e GWM.

O Captiva EV já foi flagrado em testes no Brasil, com adesivos que anunciavam “Em breve, sua vida será mais elétrica”. Essas aparições geraram expectativa entre consumidores e especialistas, que aguardavam a confirmação oficial da montadora. A escolha do nome Captiva, conhecido dos brasileiros, é uma tentativa de capitalizar a familiaridade com a marca, apesar das diferenças em relação ao modelo anterior.

Características técnicas do Captiva EV

O novo Captiva EV se destaca por suas especificações técnicas, que o colocam em pé de igualdade com rivais no segmento de SUVs médios. O motor elétrico de 150 kW (204 cv) garante aceleração de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos e velocidade máxima de 175 km/h. A bateria de 60 kWh, do tipo lítio-ferro-fosfato (LFP), oferece maior durabilidade e segurança em comparação com baterias tradicionais.

Chevrolet – Foto: dennizn / Shutterstock.com

No ciclo chinês CLTC, a autonomia declarada é de 510 km, mas testes no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) devem reduzir esse número para cerca de 330 a 350 km, devido a padrões mais rigorosos. A Chevrolet ainda não divulgou detalhes sobre recarga, mas espera-se que o modelo suporte carregamento rápido, alinhado com as tendências do mercado.

O interior do Captiva EV aposta em tecnologia e conforto. A central multimídia de 15,6 polegadas, em formato flutuante, integra funções de navegação, entretenimento e ajustes do veículo. O painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas complementa o visual moderno, enquanto recursos como piloto automático adaptativo, câmeras 360° e teto solar panorâmico devem estar disponíveis na versão Premier, a mais completa.

Posicionamento no mercado

Com dimensões de 4,74 m de comprimento, 1,89 m de largura, 1,68 m de altura e 2,80 m de entre-eixos, o Captiva EV oferece espaço interno generoso, com porta-malas de 610 litros. Seu design aerodinâmico, com coeficiente de arrasto de 0,27, contribui para a eficiência energética. Comparado a concorrentes, o Captiva EV se posiciona como uma alternativa mais acessível que o Equinox EV, cujo preço é de R$ 440.190.

A faixa de preço estimada para o Captiva EV está entre R$ 300.000 e R$ 400.000, segundo especialistas do setor. Esse valor o coloca em competição direta com o BYD Song Plus e o GWM Haval H6, ambos com forte presença no mercado brasileiro. A Chevrolet aposta na combinação de tecnologia, espaço e preço competitivo para atrair consumidores que buscam SUVs elétricos de porte médio.

Versão híbrida em pauta

Além da variante 100% elétrica, a General Motors avalia trazer o Captiva na configuração híbrida plug-in (PHEV). Essa versão combina um motor 1.5 aspirado de 102 cv com um elétrico de 203 cv, oferecendo autonomia elétrica de 42 a 91 km, dependendo da bateria (9,5 kWh ou 20,5 kWh). No ciclo chinês, o alcance total, combinando eletricidade e combustão, chega a 1.100 km.

A introdução do Captiva híbrido seria uma resposta direta aos concorrentes chineses, que dominam o segmento de veículos eletrificados no Brasil. Modelos como o BYD Song Plus e o GWM Haval H6 já oferecem opções híbridas, e a Chevrolet busca não ficar atrás. A decisão sobre a variante PHEV dependerá da aceitação do modelo elétrico e das condições de mercado.

Histórico do Captiva no Brasil

O Captiva original, vendido entre 2008 e 2017, era um SUV médio derivado do Opel Antara e do Saturn Vue. Disponível com motores 2.4 de quatro cilindros e V6 3.0 ou 3.6, o modelo conquistou consumidores pelo espaço interno e pacote de equipamentos, mas enfrentou críticas pelo alto consumo e problemas no câmbio automático. Sua produção foi encerrada com a chegada do Equinox, que assumiu o segmento de SUVs médios da Chevrolet.

O retorno do nome Captiva, agora em um contexto totalmente diferente, reflete a estratégia de reaproveitar marcas conhecidas para facilitar a aceitação do público. A prática de rebadge, embora comum, exige ajustes cuidadosos para atender às expectativas dos consumidores brasileiros, que associam o Captiva a um veículo robusto e familiar.

Comparação com o Equinox

O Captiva EV se diferencia do Equinox em vários aspectos. Enquanto o Equinox a combustão tem 4,66 m de comprimento e motor 1.5 turbo, o Captiva EV é maior e totalmente elétrico. Já o Equinox EV, com 4,84 m, é mais caro e voltado para o segmento premium. O Captiva, por sua vez, busca um equilíbrio entre custo e benefícios, com foco em famílias e consumidores urbanos.

A Chevrolet posiciona o Captiva EV como uma opção intermediária, preenchendo a lacuna entre o Spark EUV, de entrada, e o Equinox EV, topo de linha. Essa estratégia permite à montadora cobrir diferentes faixas de preço e atender a um público mais amplo no segmento de SUVs elétricos.

Preparativos para o lançamento

A General Motors está na fase final de homologação do Captiva EV no Brasil. Unidades do veículo já foram desembarcadas no Porto de Vitória e estão sendo submetidas a testes de engenharia. A montadora planeja um evento em julho para apresentar oficialmente o Captiva, junto ao Spark EUV e outros modelos reestilizados.

A produção do Captiva EV será concentrada na China, mas a GM considera a possibilidade de fabricar veículos elétricos no Brasil no futuro. Segundo o presidente da GM América do Sul, a falta de incentivos fiscais e infraestrutura local ainda impede a produção nacional, mas a empresa monitora o mercado para avaliar essa viabilidade.

Expectativas do mercado

O segmento de SUVs elétricos no Brasil está em franca expansão, com 86.849 veículos eletrificados vendidos entre janeiro e junho de 2025. A chegada do Captiva EV reforça a competição, especialmente contra marcas chinesas que dominam o setor. Consumidores esperam que a Chevrolet ofereça um pacote competitivo, com preços acessíveis e garantia robusta.

A escolha da versão Premier, já confirmada em imagens oficiais, sugere que o Captiva EV chegará bem equipado, com assistentes de condução e tecnologias de ponta. A central multimídia, por exemplo, suporta atualizações online e comandos de voz, enquanto os bancos dianteiros oferecem ajustes elétricos, ventilação e aquecimento.

Cenário competitivo

O mercado brasileiro de SUVs médios é altamente disputado, com modelos como o Toyota Corolla Cross, Jeep Compass e Volkswagen Taos. No segmento elétrico, o BYD Song Plus e o GWM Haval H6 se destacam pela combinação de preço e tecnologia. O Captiva EV entra nesse cenário com a vantagem do reconhecimento da marca Chevrolet e a promessa de um custo-benefício atraente.

A General Motors também aposta na rede de concessionárias e no pós-venda para conquistar clientes. A manutenção de veículos elétricos, embora mais simples que a de modelos a combustão, exige técnicos especializados, e a Chevrolet está investindo na capacitação de sua rede para atender à demanda.

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