Um grupo de jogadores do Corinthians protagonizou uma polêmica extracampo ao frequentar festas e baladas nas vésperas do clássico contra o São Paulo, no Morumbis, no último sábado, 19 de julho de 2025, intensificando a crise interna no clube. A derrota por 2 a 0 no Majestoso, pelo Campeonato Brasileiro, expôs a insatisfação da diretoria com o comportamento dos atletas, que culminou em pressão sobre o diretor de futebol, Fabinho Soldado, e debates sobre o retorno de concentrações obrigatórias em jogos na capital paulista. A situação, revelada pelo jornalista Samir Carvalho, envolveu pelo menos cinco jogadores na sexta-feira e outros na quinta-feira, em um evento organizado por um renomado jogador brasileiro que atua na Europa. O técnico Dorival Júnior, já sob escrutínio por resultados ruins, também reprovou a conduta, aumentando a cobrança por medidas disciplinares mais rígidas. O caso reflete um momento de instabilidade no Timão, que enfrenta uma sequência desafiadora de jogos e críticas internas.
A ausência de concentração antes de partidas em São Paulo, uma decisão tomada na gestão de Emiliano Díaz com apoio de Fabinho Soldado, visava oferecer mais liberdade aos jogadores. No entanto, o comportamento recente reacendeu discussões sobre a necessidade de maior controle. A diretoria considera rever a política para evitar novos episódios que comprometam o desempenho do time.
- Motivo da polêmica: jogadores frequentaram baladas na véspera do clássico.
- Impacto imediato: derrota por 2 a 0 para o São Paulo no Morumbis.
- Pressão interna: Fabinho Soldado é cobrado por mais firmeza com o elenco.
- Reação da torcida: protestos de organizadas, como a Gaviões da Fiel, aumentam.
Repercussão nos bastidores do Corinthians
A notícia de que jogadores do Corinthians frequentaram festas antes do clássico pegou a diretoria de surpresa e gerou desconforto nos corredores do CT Joaquim Grava. Segundo informações, a cúpula alvinegra foi informada sobre a presença de pelo menos cinco atletas em uma balada na noite de sexta-feira, véspera do jogo. Na quinta-feira, outros jogadores participaram de um evento promovido por um atleta de um grande clube europeu, que está de passagem pelo Brasil. A falta de concentração obrigatória, que permitiu essas saídas, foi uma decisão implementada para reduzir a pressão sobre os atletas em jogos locais, mas agora é vista como um erro por parte da diretoria.
O técnico Dorival Júnior, contratado em abril de 2025 para substituir Ramón Díaz, manifestou descontentamento com a situação, reforçando a necessidade de maior comprometimento do elenco. A pressão sobre ele, que já enfrenta críticas por resultados abaixo do esperado, também se intensificou. A derrota no clássico, marcada por falhas táticas e falta de intensidade, foi apontada como reflexo do desleixo extracampo.
- Jogadores envolvidos: pelo menos cinco atletas foram à balada na sexta-feira.
- Evento na quinta-feira: festa promovida por jogador brasileiro de clube europeu.
- Decisão questionada: ausência de concentração foi ideia de Emiliano Díaz e Fabinho Soldado.
- Reação de Dorival: técnico cobrou mais profissionalismo do elenco.
Fabinho Soldado no centro da crise
Fabinho Soldado, diretor de futebol do Corinthians, tornou-se o principal alvo das críticas internas. A decisão de abolir as concentrações obrigatórias em jogos na capital, tomada em conjunto com Emiliano Díaz, foi inicialmente vista como uma forma de modernizar a gestão do elenco, dando mais autonomia aos jogadores. Contudo, após os episódios recentes, a postura de Soldado, considerado excessivamente próximo do elenco, foi questionada. Há uma cobrança para que o dirigente adote uma abordagem mais rígida, com punições claras para comportamentos que prejudiquem o desempenho do time.
A pressão sobre Soldado também é amplificada pela torcida. A Gaviões da Fiel, principal organizada do clube, já promoveu protestos no CT Joaquim Grava, exigindo mudanças na postura da diretoria e dos jogadores. A insatisfação com o desempenho no Brasileirão, onde o Corinthians ocupa a 10ª posição com 19 pontos, adiciona mais peso à crise.
A diretoria estuda medidas para conter a situação, incluindo multas e a volta das concentrações obrigatórias. A ausência de punições públicas até o momento, no entanto, mantém o clima de tensão nos bastidores.
Impacto no desempenho do time
A derrota para o São Paulo no Morumbis evidenciou problemas táticos e de atitude do Corinthians. O meio-campo, formado por Breno Bidon, André Carrillo e Rodrigo Garro, foi criticado por sua apatia, incapaz de marcar com eficiência ou criar jogadas ofensivas. A substituição de Memphis Depay no intervalo, justificada por Dorival como uma escolha técnica, também gerou debates. O atacante holandês, apesar de não ter brilhado, criou as principais chances do time no primeiro tempo, e sua saída foi vista como um erro estratégico por parte do treinador.
Rodrigo Garro, um dos líderes do elenco, defendeu Dorival, mas não descartou uma possível saída do clube, sinalizando instabilidade. A torcida, por sua vez, demonstrou insatisfação com vaias após a derrota e críticas nas redes sociais, especialmente direcionadas a Depay e ao zagueiro Félix Torres, que atuou improvisado na lateral direita.
- Problemas táticos: meio-campo não conseguiu impor ritmo contra o São Paulo.
- Substituição polêmica: Memphis Depay foi sacado no intervalo do clássico.
- Críticas da torcida: vaias e protestos contra jogadores e diretoria.
- Posição no Brasileirão: Corinthians está em 10º, com 19 pontos.
Debate sobre concentrações obrigatórias
A possibilidade de retomar as concentrações obrigatórias em jogos na capital paulista ganhou força após os episódios. A decisão de abolir essa prática foi tomada para alinhar o Corinthians a modelos de gestão mais modernos, inspirados em clubes europeus, onde os jogadores têm maior liberdade em dias de jogos locais. No entanto, o comportamento recente dos atletas reacendeu o debate sobre a necessidade de maior controle.
Se a concentração fosse obrigatória, os jogadores teriam de se apresentar no CT Joaquim Grava na noite de sexta-feira, por volta das 19h, o que dificultaria saídas para eventos sociais. A diretoria avalia que a volta dessa prática pode reforçar a disciplina e evitar distrações antes de partidas importantes.
- Modelo europeu: ausência de concentração inspirada em clubes do exterior. rea
- Horário de concentração: jogadores se apresentariam às 19h ou 19h30.
- Objetivo: evitar distrações e reforçar o foco em jogos.
- Discussão interna: diretoria dividida sobre a medida.
Reações da torcida e próximos passos
A torcida do Corinthians, conhecida por sua paixão e exigência, não poupou críticas após a derrota no clássico e a revelação das festas pre-jogo. A Gaviões da Fiel, em nota nas redes sociais, prometeu cobranças diretas aos jogadores, com destaque para Memphis Depay, que já havia sido alvo de protestos por declarações públicas contra a comissão técnica. A organizada também pressiona a diretoria, incluindo Fabinho Soldado e o presidente em exercício, Osmar Stabile, por mudanças imediatas.
O Corinthians enfrenta agora uma sequência complicada no Brasileirão, com jogos contra adversários diretos na tabela, o que aumenta a urgência por soluções. Dorival Júnior, apesar de respaldado por Stabile, sabe que novos tropeços podem custar seu cargo. A diretoria, por sua vez, busca equilibrar a rigidez disciplinar com a manutenção do moral do elenco.
- Protestos da Gaviões: organizada cobra jogadores e diretoria.
- Alvo principal: Memphis Depay é criticado por torcedores e imprensa.
- Sequência no Brasileirão: jogos difíceis podem definir futuro de Dorival.
- Medidas em estudo: multas e retorno de concentrações estão na pauta.

