Vôlei masculino: Darlan lidera Brasil na semi da VNL, mas derrota faz seleção mirar bronze
A seleção brasileira de vôlei masculino foi superada pela Polônia por 3 sets a 0 na semifinal da Liga das Nações 2025, em Ningbo, China, no sábado, 2 de agosto, e agora foca na disputa pelo bronze contra a Eslovênia, marcada para domingo, às 4h (horário de Brasília). Apesar da campanha dominante na fase inicial, com 11 vitórias em 12 jogos, o Brasil não conseguiu superar o ataque polonês liderado por Kewin Sasak, que marcou 19 pontos. Darlan Souza, principal pontuador brasileiro com 16 pontos, lamentou a derrota, mas destacou a importância de manter o foco para conquistar a medalha. O jogo, transmitido pelo SporTV2, será uma chance de o Brasil encerrar a competição com pódio, algo que não acontece desde o título de 2021.
A partida contra a Polônia expôs dificuldades do Brasil, especialmente na recepção e no ataque, com apenas 47% de eficiência. O saque polonês, liderado por Wilfredo León, desestabilizou a defesa brasileira, enquanto o bloqueio, comandado por Kochanowski, foi decisivo. Apesar do revés, a seleção de Bernardinho busca recuperação imediata contra a Eslovênia, que caiu para a Itália por 3 a 1 na outra semifinal. O confronto pelo bronze é visto como uma oportunidade de consolidar a evolução do elenco e corrigir erros táticos antes do Mundial de 2026.
- Destaques da semifinal: Darlan (16 pontos), Sasak (19 pontos), Kochanowski (10 pontos, 3 bloqueios).
- Desafios do Brasil: Recepção sofreu com saques poloneses; ataque teve baixa eficiência.
- Próximo jogo: Brasil x Eslovênia, domingo, 4h, com transmissão ao vivo no SporTV2.
- Histórico recente: Brasil venceu Eslovênia por 3 a 0 na fase inicial da VNL 2025.
A rivalidade entre Brasil e Polônia tem sido marcada por jogos intensos. Nos últimos dez confrontos, de 2021 a 2025, a Polônia venceu seis, incluindo três eliminações consecutivas do Brasil em fases decisivas da VNL. O jogo de domingo contra a Eslovênia será mais um capítulo dessa disputa acirrada no vôlei mundial.
Desempenho brasileiro na semifinal
O Brasil entrou em quadra com a confiança de líder da fase classificatória, mas enfrentou uma Polônia agressiva desde o início. O primeiro set foi equilibrado, com chances para ambos os lados, mas erros em momentos-chave, como o saque de Lucarelli no 26/26, permitiram à Polônia fechar em 28/26. No segundo set, a seleção polonesa dominou com ataques precisos de Fornal e Sasak, vencendo por 25/19. O terceiro set começou disputado, mas o bloqueio polonês, liderado por Kochanowski, foi decisivo, garantindo a vitória por 25/21. Darlan foi o destaque brasileiro, com 16 pontos, incluindo dois aces, mas a instabilidade na recepção e os erros não forçados pesaram.
A atuação brasileira, embora abaixo do esperado, reflete um time em reconstrução. Sob o comando de Bernardinho, a equipe mescla jovens talentos, como Darlan, com jogadores experientes, como Lucarelli e Flávio. A derrota para a Polônia, vice-campeã olímpica, evidencia a força da competição, que em 2025 contou com 18 equipes, incluindo estreantes como China e Ucrânia.
- Pontos fortes da Polônia: Saque agressivo, ataque versátil e bloqueio eficiente.
- Desafios brasileiros: Instabilidade na recepção e erros em momentos decisivos.
- Jogadores em destaque: Darlan (Brasil) e Sasak (Polônia) lideraram em pontos.
- Fator tático: Bloqueio polonês neutralizou ataques brasileiros.
Preparação para o bronze
A disputa pelo bronze contra a Eslovênia será um teste de resiliência para o Brasil. Após a derrota, Darlan destacou a necessidade de jogar com mais alegria e consistência. A equipe terá pouco tempo para ajustes, mas o estudo tático do adversário será crucial. A Eslovênia, que eliminou a França nas quartas, conta com jogadores habilidosos como Stern e Mozic, que exigem atenção da defesa brasileira. O histórico recente favorece o Brasil, que venceu os eslovenos por 3 a 0 na fase inicial, em junho, com parciais de 25/19, 29/27 e 25/19.
Bernardinho deve avaliar mudanças na escalação, com possível maior participação de Arthur Bento e Judson, que mostraram bom desempenho na semifinal. A redução de erros não forçados e a melhoria na recepção serão prioridades para o confronto. A partida também servirá como preparação para o Mundial de 2026, onde o Brasil buscará o tetracampeonato.
- Foco tático: Melhorar recepção e eficiência no ataque.
- Jogadores a observar: Alan (141 pontos na VNL) e Darlan (líder na semi).
- Retrospecto: Brasil 3 x 0 Eslovênia na fase inicial da VNL 2025.
- Horário e transmissão: Domingo, 4h, ao vivo no SporTV2.
Histórico na Liga das Nações
A Liga das Nações, criada em 2018 pela FIVB, é uma das principais competições do vôlei mundial, reunindo as melhores seleções em um formato dinâmico. O Brasil conquistou o título em 2021, mas desde então não subiu ao pódio. Rússia e França lideram com dois ouros cada, enquanto Polônia e Brasil têm um título. Em 2025, a competição ampliou-se para 18 equipes, com a fase inicial ocorrendo de 11 de junho a 20 de julho, seguida pelo mata-mata em Ningbo, na China.
O Brasil teve uma campanha sólida na primeira fase, com vitórias expressivas, como 3 a 0 sobre Japão e Alemanha, e um triunfo por 3 a 1 contra a Polônia. A liderança na classificação geral, com 32 pontos, trouxe confiança, mas a derrota na semifinal destacou a necessidade de ajustes em momentos decisivos.
- Campanha brasileira: 11 vitórias em 12 jogos na fase inicial.
- Título do Brasil: Ouro em 2021, último pódio da seleção na VNL.
- Mudanças em 2025: Inclusão de China e Ucrânia, com 18 equipes.
- Sede das finais: Ningbo, China, de 30 de julho a 3 de agosto.
Força da Eslovênia
A Eslovênia chega à disputa do bronze após uma campanha surpreendente, eliminando a França, bicampeã olímpica, nas quartas de final. Apesar da derrota para a Itália por 3 a 1 na semifinal, os eslovenos mostraram competitividade, com destaque para Stern e Mozic. A equipe nunca subiu ao pódio da VNL, tendo como melhores resultados o quarto lugar em 2021 e 2024. O confronto com o Brasil será equilibrado, com a seleção brasileira precisando neutralizar o ataque esloveno e manter a consistência no saque.
O técnico Bernardinho deve reforçar o sistema defensivo, especialmente no bloqueio, para conter os principais pontuadores adversários. A experiência de jogadores como Lucarelli e a energia de jovens como Darlan serão fundamentais para buscar a vitória.
- Destaques eslovenos: Stern e Mozic lideram o ataque.
- Histórico na VNL: Eslovênia com dois quartos lugares (2021, 2024).
- Fator decisivo: Saque e ataque brasileiros contra defesa eslovena.
- Expectativa: Jogo equilibrado, com possível decisão em quatro sets.
Rivalidade Brasil x Polônia
A derrota para a Polônia na semifinal reforça a rivalidade entre as duas seleções. Desde 2021, os poloneses eliminaram o Brasil em três fases decisivas da VNL, incluindo 2023 e 2025. O confronto em Chicago, na fase inicial, havia sido um momento de afirmação para o Brasil, com vitória por 3 a 1, mas a semifinal mostrou a superioridade polonesa em fundamentos como saque e bloqueio. Sasak, com 162 pontos na competição, e Semeniuk, peça-chave na recepção, foram decisivos.
A Polônia, terceira no ranking da FIVB, enfrenta a Itália na final, buscando o segundo título da VNL, após o ouro em 2023. O Brasil, líder do ranking, agora foca no bronze para manter sua hegemonia no vôlei mundial.
- Rivalidade: Polônia venceu 6 dos últimos 10 jogos contra o Brasil.
- Destaque polonês: Sasak, com 162 pontos, é o maior pontuador da VNL.
- Fator semifinal: Saque de León e bloqueio de Kochanowski foram cruciais.
- Final da VNL: Polônia x Itália, domingo, às 8h, em Ningbo.














