Em um confronto marcado por tensão e chances desperdiçadas, o Bahia segurou o empate em 0 a 0 contra o Retrô, na noite desta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata. O jogo, válido pelo confronto de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, garantiu a classificação do Esquadrão de Aço para as quartas de final, aproveitando a vantagem construída no triunfo por 3 a 2 no jogo de ida, em Salvador. Com goleiros brilhando e momentos de drama, como lesões e bolas na trave, a partida atraiu 2.913 torcedores, que geraram uma renda de R$ 39.560,00. O resultado reflete a estratégia cautelosa do Bahia, que controlou a posse de bola, e a garra do Retrô, que, mesmo na zona de rebaixamento da Série C, buscou reverter o placar até o último minuto. A classificação mantém viva a esperança do Bahia de alcançar, pela primeira vez, as semifinais da competição.
A partida começou com o Bahia impondo seu ritmo, mesmo jogando fora de casa. O time baiano, que ocupa a quarta posição na Série A, dominou a posse de bola, chegando a 74% no primeiro tempo. No entanto, a falta de precisão nas finalizações impediu que o placar fosse aberto. O Retrô, por sua vez, sentiu o peso da desvantagem e da lesão precoce do atacante Tales, substituído aos 9 minutos, o que abalou o planejamento da equipe pernambucana.
- Principais momentos do primeiro tempo:
- Bahia pressiona com cruzamentos perigosos, mas sem finalizações efetivas.
- Lesão de Tales força substituição precoce no Retrô.
- Goleiros Ronaldo e Fabian Volpi salvam chances claras nos acréscimos.
O segundo tempo trouxe mais emoção, com o Retrô arriscando jogadas ofensivas e o Bahia respondendo com contra-ataques perigosos. Apesar das oportunidades, incluindo uma bola na trave de Jean Lucas e defesas cruciais de Fabian Volpi, o placar permaneceu inalterado, selando a classificação do Bahia.
Domínio do Bahia e resistência do Retrô
O Bahia entrou em campo com a vantagem do jogo de ida e adotou uma postura de controle. Com 74% de posse de bola no primeiro tempo, o time de Rogério Ceni explorou as laterais, especialmente com Arias e Kayky, que criaram jogadas perigosas. No entanto, a falta de capricho nas finalizações, como a chance desperdiçada por Lucho Rodríguez nos acréscimos do primeiro tempo, manteve o jogo equilibrado. O Retrô, mesmo com menos posse, assustou em lances esporádicos, como o chute de Júnior Fialho, defendido por Ronaldo.
O time pernambucano, fundado em 2016, mostrou garra apesar das dificuldades. Jogando em casa, o Retrô enfrentou a pressão de estar na penúltima colocação da Série C, mas não se intimidou. A torcida, embora pequena, fez barulho e incentivou a equipe, que buscava ao menos um gol para levar a decisão aos pênaltis.
- Estatísticas do jogo:
- Posse de bola: Bahia 68%, Retrô 32%.
- Finalizações: Bahia 12, Retrô 8.
- Escanteios: Bahia 7, Retrô 3.
- Cartões amarelos: Bahia 2, Retrô 2.
O equilíbrio entre a pressão do Bahia e a resistência do Retrô marcou o confronto, com momentos de tensão, como o choque de cabeça entre Caio Alexandre e Júnior Fialho, que paralisou o jogo por alguns minutos.
Goleiros em destaque na Arena de Pernambuco
Os goleiros foram os grandes protagonistas da partida. Fabian Volpi, do Retrô, fez defesas cruciais, incluindo uma finalização à queima-roupa de Lucho Rodríguez no final do primeiro tempo. Já Ronaldo, do Bahia, foi seguro em lances perigosos, como o chute de Júnior Fialho e um cabeceio após escanteio. As atuações dos dois garantiram o placar zerado, frustrando as tentativas de ambos os lados.
O Retrô, mesmo com menos posse, criou chances importantes, especialmente no segundo tempo. Diego Guerra e Iba Ly tentaram surpreender com chutes de longa distância, mas a falta de precisão e a solidez da zaga baiana, liderada por David Duarte, impediram o gol. O Bahia, por sua vez, desperdiçou oportunidades claras, como a bola na trave de Jean Lucas e o chute de Michel Araújo que passou por cima do gol.
- Defesas decisivas:
- Fabian Volpi salva finalização de Lucho Rodríguez no primeiro tempo.
- Ronaldo defende chute forte de Júnior Fialho.
- Volpi encaixa chute de Kayky no segundo tempo.
A atuação dos goleiros reforçou a narrativa de um jogo disputado, onde a eficiência defensiva prevaleceu sobre o ímpeto ofensivo.
Momentos de drama e substituições estratégicas
O confronto foi marcado por momentos de emoção e imprevistos. A lesão de Tales, do Retrô, logo aos 7 minutos, abalou a equipe, que perdeu um jogador importante e precisou queimar uma substituição cedo. No segundo tempo, Júnior Fialho também saiu de maca após sentir o joelho, aumentando o drama para o time da casa. O Bahia, por sua vez, promoveu mudanças táticas, com as entradas de Ademir, Michel Araújo e Willian José, buscando manter o controle e explorar contra-ataques.
A partida também teve momentos de tensão disciplinar, com cartões amarelos para David Duarte, Michel Araújo, Vagner Love e Richard Franco. Apesar disso, o jogo manteve-se sob controle, sem expulsões ou incidentes graves.
- Substituições que mudaram o jogo:
- Retrô: Júnior Fialho por Mike, Felipe Ferreira por Diego Guerra.
- Bahia: Ademir por Cauly, Michel Araújo por Everton Ribeiro.
- Impacto: Bahia ganhou velocidade, enquanto Retrô tentou renovar o ataque.
O equilíbrio entre as substituições e a manutenção do ritmo foi crucial para o Bahia segurar o empate e avançar.
Histórico e ambição na Copa do Brasil
O Bahia chega pela décima vez às quartas de final da Copa do Brasil, um feito significativo para o clube, que nunca alcançou as semifinais. As participações anteriores, em anos como 1989, 1990, 1999, 2002, 2012, 2018, 2019, 2023 e 2024, mostram a tradição do Esquadrão na competição, mas também o desafio de superar essa barreira. A classificação reforça o bom momento do time na Série A, onde ocupa a quarta posição, com ambições de garantir uma vaga direta na Libertadores.
Para o Retrô, a campanha de 2025 marca um momento histórico. Fundado há menos de uma década, o clube pernambucano alcançou as oitavas de final pela primeira vez, demonstrando crescimento no cenário nacional. Apesar da eliminação, a atuação contra o Bahia, um adversário de elite, destaca o potencial da equipe, mesmo em meio às dificuldades na Série C.
- Histórico na competição:
- Bahia: 10ª vez nas quartas, busca inédita semifinal.
- Retrô: Primeira vez nas oitavas, sétima participação na Copa do Brasil.
- Confronto: Bahia venceu jogo de ida por 3 a 2 em Salvador.
A classificação do Bahia mantém o time na briga por um título nacional, enquanto o Retrô sai de cabeça erguida, com lições para a sequência da temporada.
Torcida e atmosfera na Arena de Pernambuco
Apesar do público modesto de 2.913 torcedores, a Arena de Pernambuco foi palco de uma atmosfera vibrante. As torcidas de Bahia e Retrô dividiram as arquibancadas em igual proporção, criando um clima de apoio intenso para ambos os lados. Os torcedores do Bahia, mesmo fora de casa, marcaram presença com cânticos e incentivaram o time durante os momentos de maior pressão do Retrô.
O jogo também trouxe curiosidades, como o incidente envolvendo o mascote do Retrô, que se chocou com o jogador Tiago e gerou risadas nas arquibancadas. A renda de R$ 39.560,00 reflete o interesse local pelo confronto, ainda que o público tenha sido menor do que em outros jogos da competição.
- Detalhes da atmosfera:
- Torcida dividida quase igualmente entre Bahia e Retrô.
- Público: 2.913 pagantes, renda de R$ 39.560,00.
- Incidente leve com o mascote do Retrô, que animou a torcida.
A energia das arquibancadas reforçou a importância do confronto para as duas equipes, com o Bahia celebrando a classificação ao lado de seus torcedores.

