Monica Seles, lenda do tênis mundial, revelou em 12 de agosto de 2025, em entrevista à Associated Press, que foi diagnosticada com miastenia grave, uma doença autoimune neuromuscular, há três anos. A ex-tenista, que conquistou nove títulos de Grand Slam, decidiu compartilhar sua experiência às vésperas do US Open, em Nova York, para aumentar a conscientização sobre a condição, que afeta cerca de 20 em cada 100 mil pessoas no mundo, segundo a Cleveland Clinic. A doença, que causa fraqueza muscular e fadiga, impactou significativamente sua rotina diária, trazendo desafios como visão dupla e dificuldade em tarefas simples. A revelação de Seles destaca a importância de reconhecer sintomas precoces e buscar tratamento adequado.
A decisão de tornar pública sua condição veio após um longo período de adaptação. Seles, de 51 anos, explicou que precisou de tempo para aceitar o diagnóstico e entender como a miastenia grave alteraria sua vida. A conscientização, segundo ela, é essencial para ajudar outros pacientes a identificar a doença, que muitas vezes passa despercebida em casos leves.
- Impacto da doença: A miastenia grave afeta músculos voluntários, como os dos olhos, braços e pernas.
- Prevalência: Aproximadamente 60 mil pessoas nos Estados Unidos convivem com a condição.
- Objetivo de Seles: Usar sua visibilidade para educar o público sobre sintomas e tratamentos.
A história de Seles reforça a relevância de discutir doenças raras, especialmente em eventos de grande visibilidade como o US Open, que começa no final de agosto.
Detalhes da miastenia grave
A miastenia grave é uma condição autoimune que compromete a comunicação entre nervos e músculos, resultando em fraqueza e fadiga muscular. De acordo com a Cleveland Clinic, a doença ocorre quando o sistema imunológico ataca erroneamente componentes saudáveis do corpo, especialmente na glândula timo, que desempenha um papel importante no sistema imunológico. Embora a causa exata permaneça desconhecida, fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o surgimento da condição.
A doença afeta pessoas de todas as idades, mas é mais comum em mulheres com menos de 40 anos e homens acima de 60, segundo a Mayo Clinic. Casos leves podem ser subdiagnosticados, o que dificulta estimativas precisas sobre sua prevalência. Em muitos pacientes, os sintomas variam em intensidade, piorando durante atividades físicas e melhorando com o repouso.
- Sintomas principais: Visão dupla, pálpebras caídas, dificuldade para engolir ou falar.
- Áreas afetadas: Músculos dos olhos, face, pescoço, braços e pernas.
- Diagnóstico: Exames neurológicos e testes de sangue podem confirmar a condição.
- Impacto diário: Tarefas simples, como pentear o cabelo, podem se tornar desafiadoras.
A miastenia grave não tem cura, mas tratamentos podem aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Jornada pessoal de Monica Seles
Monica Seles, que dominou as quadras nas décadas de 1980 e 1990, enfrentou desafios significativos após o diagnóstico. Ela relatou que sintomas como visão dupla e fraqueza nos braços e pernas começaram a interferir em atividades rotineiras, como brincar com crianças ou secar o cabelo. A ex-tenista, conhecida por sua determinação, buscou ajuda médica após perceber que via “duas bolas” durante uma partida recreativa, um sinal claro de que algo estava errado.
A adaptação à doença exigiu mudanças em sua rotina. Seles destacou que o diagnóstico foi um choque inicial, mas a aceitação gradual a motivou a compartilhar sua história. Sua decisão de falar abertamente reflete o desejo de inspirar outros a procurar ajuda médica diante de sintomas incomuns.
Opções de tratamento disponíveis
Embora a miastenia grave seja uma condição crônica, existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas. De acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke, as opções incluem medicamentos imunossupressores, cirurgia para remoção da glândula timo e mudanças no estilo de vida. Em alguns casos, a doença pode entrar em remissão, com a redução ou desaparecimento completo dos sintomas.
Os medicamentos, como corticosteroides e inibidores da colinesterase, ajudam a melhorar a força muscular e reduzir a resposta autoimune. A timectomia, cirurgia para remover o timo, é recomendada em casos específicos, especialmente quando há tumores no órgão. Além disso, terapias como plasmaférese e imunoglobulina intravenosa podem ser usadas em crises mais graves.
- Medicamentos: Ajudam a controlar a resposta imunológica e melhorar a força muscular.
- Cirurgia: A timectomia pode reduzir sintomas em pacientes com timoma.
- Terapias complementares: Fisioterapia e repouso estratégico são recomendados.
- Remissão: Alguns pacientes experimentam alívio temporário ou permanente.
A escolha do tratamento depende da gravidade dos sintomas e da saúde geral do paciente, exigindo acompanhamento médico contínuo.
Importância da conscientização
A revelação de Monica Seles destaca a necessidade de maior conscientização sobre a miastenia grave. Muitos pacientes enfrentam atrasos no diagnóstico devido à falta de informação sobre a doença. Organizações como a Myasthenia Gravis Foundation of America trabalham para educar o público e apoiar pesquisas, promovendo eventos e campanhas para divulgar os sintomas e tratamentos disponíveis.
Seles, que usou sua plataforma como ex-atleta de elite, pretende inspirar outros a buscar ajuda médica precoce. Sua participação em eventos como o US Open, mesmo como espectadora ou embaixadora, pode amplificar a mensagem sobre a importância de reconhecer sinais da doença. A conscientização também ajuda a reduzir o estigma associado a condições crônicas, incentivando o diálogo aberto.
- Educação pública: Campanhas ajudam a identificar sintomas precoces.
- Apoio a pacientes: Grupos de apoio oferecem recursos e suporte emocional.
- Pesquisa médica: Estudos buscam novas terapias e possíveis causas da doença.
Histórias que inspiram
A trajetória de Seles é um exemplo de resiliência diante de adversidades. Sua carreira no tênis, marcada por conquistas como o Australian Open e Roland Garros, já a tornava uma figura inspiradora. Agora, ao compartilhar sua luta contra a miastenia grave, ela reforça sua influência, mostrando que é possível enfrentar desafios de saúde com coragem e determinação.
Outros atletas também divulgaram condições de saúde para aumentar a conscientização. Essas histórias destacam a importância de usar a visibilidade para educar e inspirar. No caso de Seles, sua mensagem ressoa com fãs e pacientes, incentivando a busca por diagnóstico e tratamento precoce.
A miastenia grave, embora desafiadora, não define a vida de quem convive com ela. Com o tratamento adequado e o suporte necessário, muitos pacientes conseguem manter uma rotina ativa e produtiva. A história de Seles é um lembrete de que a conscientização e a ação precoce podem fazer a diferença.

