SP e SC pagam mais em contratações formais; veja ranking

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dinheiro - Foto: rafastockbr/Shutterstock.com

Em julho de 2025, São Paulo e Santa Catarina se destacaram como os estados com os maiores salários médios para contratações com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. São Paulo liderou o ranking nacional com uma média salarial de R$ 2.591,74, seguido por Santa Catarina, com R$ 2.323,74, e pelo Distrito Federal, com R$ 2.295,07. A média nacional ficou em R$ 2.277,51, registrando leve queda de 0,05% em relação a julho de 2024. O Brasil criou 129.775 vagas formais no período, resultado de 2.251.440 admissões e 2.121.665 desligamentos. Pernambuco se destacou com o maior crescimento salarial, com alta de 6,76% ante o mesmo mês do ano anterior, enquanto Paraíba e Sergipe enfrentaram as maiores quedas.

O mercado de trabalho formal brasileiro apresentou números positivos, mas com desafios regionais. A geração de empregos foi registrada em 25 das 27 unidades da federação, com São Paulo, Mato Grosso e Bahia liderando em volume de vagas. Apesar do saldo positivo, o crescimento foi 32,2% menor que o de julho de 2024, impactado por fatores como a alta de juros e sazonalidade econômica.

  • Principais destaques do Caged em julho:
    • São Paulo gerou 42.798 vagas formais, liderando o ranking nacional.
    • A média salarial nacional caiu 0,25% em relação a junho de 2025.
    • Homens receberam R$ 2.387,40, enquanto mulheres tiveram média de R$ 2.127,95.
    • Setor de serviços liderou a criação de vagas, com 50.159 novos postos.

Maiores salários por estado

São Paulo consolidou sua posição como líder em salários de admissão, com R$ 2.591,74, impulsionado por setores como tecnologia, finanças e indústria. A força econômica do estado, com alta concentração de empresas multinacionais e startups, contribui para esse cenário. Santa Catarina, com R$ 2.323,74, destaca-se pelo setor industrial, especialmente têxtil e metalúrgico, além do turismo. O Distrito Federal, em terceiro, reflete a influência de cargos administrativos e do setor público.

A diferença entre os estados no topo e os da base do ranking é significativa. Enquanto São Paulo e Santa Catarina superam a média nacional, estados como Roraima (R$ 1.737,98) e Alagoas (R$ 1.788,20) registram os menores salários. Essa disparidade reflete desigualdades regionais, com o Sudeste e o Sul concentrando maior poder econômico.

  • Estados com maiores salários de admissão:
    • São Paulo: R$ 2.591,74
    • Santa Catarina: R$ 2.323,74
    • Distrito Federal: R$ 2.295,07
    • Rio de Janeiro: R$ 2.273,68
    • Mato Grosso: R$ 2.261,40

Crescimento salarial regional

Pernambuco liderou o crescimento salarial em julho, com aumento de 6,76% em relação a 2024, impulsionado por setores como agroindústria e comércio. O Piauí, com alta de 4,88%, também se destacou, beneficiado por investimentos em energias renováveis e agricultura. O Acre, com 1,79% de aumento, reflete a expansão de atividades econômicas no Norte.

Por outro lado, a Paraíba registrou a maior queda salarial (-13,67%), seguida por Sergipe (-9,55%) e Distrito Federal (-3,70%). Essas reduções podem estar ligadas à sazonalidade em setores como agricultura e turismo, além de ajustes econômicos regionais. A média nacional de variação salarial foi negativa em 0,05%, indicando um cenário de estabilidade com desafios pontuais.

Setores que impulsionam o mercado

O setor de serviços foi o grande destaque na geração de empregos, respondendo por 50.159 novas vagas. Atividades como comunicação, transporte e administração puxaram o crescimento, especialmente em estados como São Paulo e Bahia. O comércio criou 27.325 postos, com ênfase no varejo, enquanto a indústria gerou 24.426 vagas, liderada pela fabricação de produtos alimentícios.

A construção civil, com 19.066 novos postos, também contribuiu, especialmente em obras de infraestrutura. A agropecuária, por outro lado, registrou o menor saldo, com 8.795 vagas, impactada pela sazonalidade do cultivo de soja.

  • Setores com maior geração de vagas:
    • Serviços: 50.159 postos
    • Comércio: 27.325 postos
    • Indústria: 24.426 postos
    • Construção: 19.066 postos
    • Agropecuária: 8.795 postos
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Diferenças salariais por gênero

Os dados do Caged revelam uma disparidade salarial significativa entre gêneros. Homens receberam, em média, R$ 2.387,40, enquanto mulheres tiveram salário médio de R$ 2.127,95. Essa diferença de R$ 259,45 reflete desigualdades estruturais no mercado de trabalho, com mulheres ocupando mais vagas em setores menos remunerados, como serviços e comércio.

Apesar disso, as mulheres foram responsáveis por 56.801 novas vagas, contra 72.974 para homens. Jovens de 18 a 24 anos lideraram a geração de empregos, com 94.965 vínculos, especialmente no comércio e na indústria.

Fatores que influenciam os salários

A variação salarial reflete dinâmicas econômicas distintas. Em São Paulo, a alta demanda por profissionais qualificados em tecnologia e finanças eleva os salários. Santa Catarina beneficia-se da força de suas indústrias e do turismo, enquanto o Distrito Federal tem remunerações altas devido ao setor público.

Por outro lado, estados com economias menos diversificadas, como Roraima e Alagoas, enfrentam dificuldades para oferecer salários competitivos. Fatores como inflação, alta de juros e sazonalidade também impactam as médias salariais, especialmente em regiões dependentes de agricultura ou turismo.

  • Fatores que afetam os salários:
    • Demanda por profissionais qualificados em setores de alta tecnologia.
    • Concentração de indústrias em estados do Sudeste e Sul.
    • Sazonalidade em setores como agricultura e turismo.
    • Impacto da alta de juros nas contratações.

Tendências regionais no mercado formal

O Sudeste concentrou a maior geração de empregos, com São Paulo liderando com 42.798 vagas. Mato Grosso e Bahia também se destacaram, com 9.540 e 9.436 postos, respectivamente. Em termos relativos, Mato Grosso (+0,97%), Piauí (+0,80%) e Amapá (+0,79%) apresentaram as maiores variações positivas no mercado de trabalho.

Espírito Santo e Tocantins foram as exceções, com saldos negativos de -2.381 e -61 vagas, respectivamente, devido a demissões em setores específicos, como mineração e agricultura. O estoque total de vínculos formais no Brasil atingiu 48,5 milhões, um recorde histórico.

Cenário econômico e perspectivas

O mercado de trabalho formal brasileiro mantém um desempenho positivo, mas enfrenta desafios. A redução de 32,2% no saldo de vagas em relação a julho de 2024 reflete o impacto de fatores como a alta da taxa de juros, que desestimula contratações. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que a política de juros elevados prejudica a geração de empregos, enquanto medidas como incentivos à indústria e economia verde podem impulsionar o mercado.

Os dados de julho mostram um mercado resiliente, com São Paulo e Santa Catarina liderando em salários e geração de vagas. A disparidade regional e de gênero, porém, evidencia a necessidade de políticas públicas focadas em inclusão e equilíbrio econômico.

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