Raphinha completa grupo de Ancelotti para jogos decisivos rumo à Copa de 2026

Carlo Ancelotti e jogadores da Seleção conversam na Granja Comary

Carlo Ancelotti e jogadores da Seleção conversam na Granja Comary - Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A seleção brasileira está completa na Granja Comary, em Teresópolis, para os últimos jogos das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2026. Na manhã desta terça-feira, 2 de setembro de 2025, o atacante Raphinha, do Barcelona, foi o último dos 24 convocados a se apresentar, permitindo que o técnico Carlo Ancelotti tenha o grupo inteiro à disposição. O Brasil enfrenta o Chile no dia 4 de setembro, no Maracanã, e a Bolívia, no dia 9, em El Alto, nas rodadas finais da competição. Com a classificação já garantida para o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México, a equipe busca consolidar sua campanha e testar estratégias para o torneio. A volta aos treinos na Granja Comary, após quase dois anos, marca um momento de renovação e foco para o elenco.

O grupo, que iniciou os trabalhos na segunda-feira com 19 atletas, recebeu os últimos reforços vindos da Europa, incluindo Alisson, Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Caio Henrique. Apesar dos desfalques por lesão, como Vanderson, Alex Sandro, Joelinton e Matheus Cunha, Ancelotti convocou Vitinho, Jean Lucas e Samuel Lino como substitutos. A preparação ocorre em um contexto de otimismo, com o Brasil na terceira posição das Eliminatórias, somando 25 pontos.

  • Jogadores recém-chegados: Raphinha (Barcelona), Alisson (Liverpool), Gabriel Magalhães (Arsenal), Gabriel Martinelli (Arsenal) e Caio Henrique (Monaco).
  • Desfalques por lesão: Vanderson, Alex Sandro, Joelinton e Matheus Cunha foram cortados.
  • Substitutos chamados: Vitinho (Botafogo), Jean Lucas (Bahia) e Samuel Lino (Flamengo).
  • Próximos jogos: Chile (4/9, Maracanã) e Bolívia (9/9, El Alto).

A torcida brasileira, empolgada com a liderança de Ancelotti, espera atuações convincentes nos jogos finais das Eliminatórias, especialmente no emblemático Maracanã.

Preparação intensa na Granja Comary

A Granja Comary, centro de treinamento histórico da seleção brasileira, voltou a ser palco dos preparativos da equipe após quase dois anos. A estrutura em Teresópolis, reformada para atender às exigências de Ancelotti, oferece condições ideais para treinos táticos e físicos. Na tarde de terça-feira, o técnico italiano comandou a primeira atividade com o grupo completo, focando em ajustes na escalação para o duelo contra o Chile. A partida, marcada para o Maracanã, às 21h30, é vista como uma oportunidade para consolidar a formação titular e testar novas dinâmicas de jogo.

A escolha de Ancelotti por treinos na Granja reflete a intenção de aproximar a seleção do torcedor brasileiro, reacendendo a paixão pelo futebol nacional. O técnico, que assumiu o comando em 2025 após uma temporada irregular do Real Madrid, tem enfatizado a importância de unir o país em torno da equipe. A preparação também inclui adaptações para o jogo contra a Bolívia, que será disputado na altitude de 4.100 metros em El Alto, um desafio físico significativo para o elenco.

  • Reformulação na Granja: Centro de treinamento modernizado para atender às exigências táticas de Ancelotti.
  • Foco tático: Ajustes na formação e entrosamento entre os setores defensivo e ofensivo.
  • Desafio da altitude: Preparação física específica para o jogo em El Alto, na Bolívia.

O retorno à Granja Comary simboliza um momento de renovação, com o Brasil buscando recuperar o protagonismo em campo antes do Mundial.

Estratégias de Ancelotti para os jogos finais

Carlo Ancelotti, conhecido por sua experiência em clubes como Real Madrid e Paris Saint-Germain, trouxe uma abordagem tática detalhada para a seleção brasileira. Nos treinos, o italiano tem priorizado a intensidade no ataque e a solidez defensiva, características que marcaram suas equipes na Europa. Contra o Chile, lanterna das Eliminatórias, o Brasil deve adotar uma postura ofensiva, aproveitando a velocidade de jogadores como Raphinha, Gabriel Martinelli e Estêvão. A ausência de Neymar, ainda em recuperação, abre espaço para novos protagonistas no ataque.

O técnico também enfrenta o desafio de resolver a indefinição nas laterais, especialmente após as lesões de Vanderson e Alex Sandro. Caio Henrique e Douglas Santos disputam a vaga na lateral esquerda, enquanto Vitinho e Wesley são opções na direita. Ancelotti tem testado formações com maior mobilidade nas alas, buscando explorar cruzamentos e jogadas rápidas. A convocação de jovens como Kaio Jorge, do Cruzeiro, e Samuel Lino, do Flamengo, reforça a aposta em renovação para o ciclo da Copa de 2026.

  • Aposta na juventude: Kaio Jorge e Samuel Lino trazem frescor ao elenco.
  • Laterais em teste: Caio Henrique e Douglas Santos disputam posição na esquerda.
  • Ataque dinâmico: Raphinha e Martinelli devem liderar as jogadas ofensivas.
  • Solidez defensiva: Marquinhos e Gabriel Magalhães formam a dupla de zaga titular.

A estratégia de Ancelotti visa equilibrar experiência e juventude, preparando o Brasil para desafios maiores no Mundial.

Expectativa da torcida no Maracanã

O jogo contra o Chile, no Maracanã, promete casa cheia, com mais de 60 mil ingressos já vendidos até o início da semana. A volta da seleção ao estádio carioca, um dos mais emblemáticos do futebol mundial, tem mobilizado torcedores de todo o país. A CBF aposta na energia da torcida para impulsionar o desempenho da equipe, que busca uma vitória convincente para reforçar a confiança antes do Mundial. O confronto também marca o retorno de Ancelotti ao Brasil como técnico, após sua estreia com empate contra o Equador e vitória contra o Paraguai.

A torcida carioca, conhecida por sua paixão, espera um desempenho vibrante, especialmente de jogadores como Raphinha, que retorna ao Brasil após atuações destacadas no Barcelona. A atmosfera no Maracanã deve ser um fator decisivo, com cânticos e apoio ininterrupto planejados pelos torcedores. A CBF também organizou ações de interação com os fãs, como telões na entrada do estádio e eventos pré-jogo, para aumentar o engajamento.

  • Ingressos vendidos: Mais de 60 mil torcedores confirmados para o jogo no Maracanã.
  • Ações da CBF: Eventos pré-jogo e telões para interação com a torcida.
  • Retorno de Raphinha: Atacante é uma das esperanças para brilhar no estádio.

O apoio da torcida será essencial para motivar a seleção em busca de uma atuação memorável.

Desafios na altitude boliviana

O segundo compromisso da seleção, contra a Bolívia, apresenta um desafio único devido à altitude de 4.100 metros em El Alto. Ancelotti planeja uma preparação específica, com treinos focados em resistência e adaptação às condições extremas. Jogadores como Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, acostumados ao ritmo intenso da Premier League, devem ser peças-chave para manter o controle do meio-campo. A comissão técnica também estuda poupar alguns titulares, como Raphinha, para evitar desgaste físico.

A Bolívia, apesar de não ter chances de classificação, costuma ser um adversário difícil em casa, aproveitando a altitude para pressionar os visitantes. O Brasil, no entanto, confia na qualidade técnica do elenco e na experiência de Ancelotti para superar o obstáculo. A partida também servirá como teste para jogadores menos utilizados, como Jean Lucas e Samuel Lino, que buscam conquistar espaço no grupo.

  • Adaptação à altitude: Treinos específicos para lidar com os 4.100 metros de El Alto.
  • Rotação do elenco: Possibilidade de poupar titulares para gerenciar desgaste.
  • Jogadores em teste: Jean Lucas e Samuel Lino podem ganhar minutos em campo.

A viagem à Bolívia será um momento crucial para avaliar a versatilidade do elenco de Ancelotti.

Renovação e ambição para a Copa de 2026

Com a classificação garantida, a seleção brasileira usa as últimas rodadas das Eliminatórias para consolidar o projeto de Ancelotti rumo à Copa do Mundo de 2026. O técnico italiano, que assumiu em 2025 após negociações com a CBF, trouxe uma nova mentalidade ao grupo, combinando disciplina tática com a tradicional criatividade brasileira. A ausência de Neymar, um dos maiores ídolos recentes, abre espaço para jovens talentos como Estêvão, do Chelsea, e Kaio Jorge, do Cruzeiro, que representam a nova geração do futebol nacional.

A convocação também reflete a diversidade do elenco, com jogadores atuando em ligas nacionais e internacionais. A presença de atletas do futebol brasileiro, como Hugo Souza (Corinthians) e Fabrício Bruno (Cruzeiro), reforça a valorização do Brasileirão. Ancelotti tem destacado a importância de integrar jogadores locais e europeus, criando um time coeso para o Mundial. A torcida, animada com a possibilidade do hexa, vê no treinador italiano a liderança necessária para alcançar o objetivo.

  • Novos talentos: Estêvão e Kaio Jorge representam a renovação da seleção.
  • Valorização local: Jogadores do Brasileirão ganham espaço no elenco.
  • Liderança de Ancelotti: Técnico busca unir disciplina tática e criatividade.
  • Sonho do hexa: Torcida confia no projeto para a Copa de 2026.

O ciclo atual marca um momento de transição, com o Brasil mirando o título mundial após duas décadas sem conquistas.

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