Marcos Leonardo, atacante de 22 anos, avalia acionar a Fifa para rescindir seu contrato com o Al-Hilal por justa causa, após ter sua transferência para o São Paulo bloqueada no último dia da janela de transferências, 2 de setembro de 2025, na Arábia Saudita. A decisão vem após o clube saudita não inscrevê-lo na Saudi Pro League, limitando-o à Champions League asiática. O jogador, que esteve no Brasil para negociar com o Tricolor, acredita estar sendo privado de exercer sua profissão, o que pode embasar juridicamente a saída. A movimentação, conduzida com cautela por seus representantes, pode garantir ao brasileiro cerca de 20 milhões de euros (R$ 127 milhões) referentes ao contrato até 2029. O São Paulo, que buscava um empréstimo até dezembro, viu as negociações fracassarem devido à exigência de R$ 12 milhões pelo Al-Hilal.
O caso ganhou força nos últimos dias, com o jogador recusando propostas de outros clubes brasileiros para priorizar o São Paulo, clube do coração. A situação, delicada e complexa, envolve uma disputa jurídica que pode redefinir o futuro do jovem talento.
- Motivos da insatisfação: Não inscrição na liga saudita e limitação a torneios continentais.
- Objetivo do jogador: Retornar ao Brasil para ganhar visibilidade e sonhar com a Seleção Brasileira.
- Impacto financeiro: Possibilidade de receber R$ 127 milhões caso a rescisão seja aprovada.
Movimentação jurídica em curso
A estratégia de Marcos Leonardo para deixar o Al-Hilal baseia-se em uma interpretação das regras da Fifa, que permitem a rescisão por justa causa quando um jogador é impedido de exercer sua função profissional. O atacante, que não foi inscrito na Saudi Pro League devido ao limite de oito estrangeiros acima de 21 anos por time, argumenta que a decisão do clube saudita o prejudica diretamente. Seus advogados trabalham desde o fim de semana para estruturar o caso, que pode ser levado à entidade máxima do futebol nos próximos dias. A cautela é necessária, pois o Al-Hilal, um dos clubes mais poderosos da Arábia Saudita, pode contestar a ação.
O jogador, que retornou a Riade após as negociações frustradas, segue treinando normalmente sob o comando do técnico Simone Inzaghi. Apesar de estar inscrito na Champions League asiática, a restrição de atuar apenas em competições continentais reduz sua visibilidade, especialmente para a Seleção Brasileira, onde ele almeja uma convocação para a Copa do Mundo de 2026. A possibilidade de rescisão, se concretizada, permitiria a Marcos Leonardo assinar com qualquer clube, mesmo fora da janela de transferências, devido a uma brecha no regulamento da Fifa.
- Base jurídica: Regulamento da Fifa sobre impedimento de função profissional.
- Prazo: Novidades esperadas nos próximos dias, com cautela na abordagem.
- Cenário alternativo: Al-Hilal pode negociar empréstimo para clubes de mercados abertos, como Qatar ou Turquia.
Histórico da negociação com o São Paulo
A tentativa do São Paulo de contratar Marcos Leonardo envolveu intensas negociações na reta final da janela de transferências brasileira. O clube paulista, que enfrenta lesões de atacantes como André Silva e Calleri, viu no jovem uma oportunidade de reforçar o elenco para a Libertadores e o Brasileirão. O Tricolor propôs um empréstimo de quatro meses, com o Al-Hilal arcando com a maior parte do salário de R$ 2,7 milhões mensais. O jogador, disposto a facilitar o negócio, aceitou reduzir significativamente sua remuneração para se adequar à realidade financeira do clube, que lida com uma dívida próxima de R$ 1 bilhão.
No entanto, o Al-Hilal impôs condições que inviabilizaram o acordo. Inicialmente, os sauditas sinalizaram aceitar o empréstimo sem custos, mas, na última hora, exigiram uma taxa de R$ 12 milhões. A diretoria são-paulina, que manteve um “plantão” no CT da Barra Funda para registrar o jogador antes do prazo de 23h59 de 2 de setembro, não conseguiu superar as barreiras financeiras impostas. A frustração foi grande, especialmente porque Marcos Leonardo recusou outras propostas, incluindo do Flamengo, para priorizar o São Paulo.
- Esforço do jogador: Redução salarial para viabilizar o negócio.
- Obstáculos: Exigência de taxa de R$ 12 milhões pelo Al-Hilal.
- Impacto no São Paulo: Clube agora busca jogadores livres ou opções internas, como Dinenno e Tapia.
Desempenho de Marcos Leonardo no Al-Hilal
Marcos Leonardo chegou ao Al-Hilal em setembro de 2024, contratado por 40 milhões de euros (R$ 250 milhões) junto ao Benfica. No clube saudita, o atacante de 22 anos disputou 49 jogos, marcou 29 gols e deu três assistências, com destaque para os quatro gols no Mundial de Clubes de 2025, onde foi artilheiro ao lado de nomes como Di Maria. Apesar dos números expressivos, a concorrência com jogadores como Mitrovic e a limitação de vagas para estrangeiros na liga local reduziram seu espaço.
A temporada no Al-Hilal foi marcada por momentos de brilho, como os dois gols contra o Manchester City no Mundial, mas também por desafios. Lesões de Mitrovic abriram oportunidades, mas a decisão de Simone Inzaghi de inscrevê-lo apenas na Champions League asiática gerou insatisfação. O jogador, que sonha em voltar ao radar da Seleção Brasileira, acredita que um retorno ao Brasil seria ideal para manter a regularidade e conquistar uma vaga na Copa do Mundo de 2026.
- Números: 29 gols e três assistências em 49 jogos.
- Destaque: Artilheiro do Mundial de Clubes com quatro gols.
- Limitação: Inscrito apenas na Champions League asiática.
Reações no São Paulo e planos alternativos
A torcida do São Paulo, que aguardava ansiosamente a chegada de Marcos Leonardo, ficou frustrada com o desfecho das negociações. O clube, que enfrenta uma crise no setor ofensivo devido a lesões, agora avalia opções internas e jogadores livres no mercado. Nomes como Dinenno e Tapia podem ganhar espaço, enquanto a diretoria planeja reforços para 2026, quando os lesionados devem retornar. A estratégia de buscar empréstimos com custos reduzidos, como no caso de Oscar e Cédric Soares, reflete a cautela financeira do Tricolor.
O empenho de Marcos Leonardo em viabilizar a transferência, incluindo a redução salarial, foi elogiado pela diretoria. No entanto, a resistência do Al-Hilal, que mudou as condições do negócio na última hora, irritou o estafe do jogador. A possibilidade de uma rescisão por justa causa reacende as esperanças do São Paulo, mas a diretoria mantém cautela, ciente de que, caso fique livre, o atacante pode atrair interesse de clubes europeus e asiáticos.
- Reação da torcida: Frustração com o fracasso da negociação.
- Alternativas: Foco em jogadores livres e reforços internos.
- Estratégia do clube: Priorizar soluções financeiras sustentáveis.
Cenários futuros para o atacante
O futuro de Marcos Leonardo segue indefinido, mas as próximas semanas serão cruciais. Caso a rescisão por justa causa avance, o jogador ficará livre para assinar com qualquer clube, mesmo com a janela brasileira fechada, devido às regras da Fifa. Isso poderia permitir um retorno ao São Paulo ou a outros clubes brasileiros, embora equipes da Europa, como Manchester United e Roma, já tenham demonstrado interesse no passado. Mercados com janelas abertas, como Qatar e Turquia, também são opções para o Al-Hilal, que busca evitar perder o jogador sem compensação financeira.
A decisão do clube saudita de limitar Marcos Leonardo à Champions League asiática surpreendeu, já que um empréstimo representaria economia salarial. A situação reflete a complexidade do mercado saudita, onde investimentos altos nem sempre garantem espaço para jovens talentos. Para o atacante, o foco é claro: recuperar minutos em campo e visibilidade para a Seleção Brasileira, que, sob o comando de Carlo Ancelotti, busca novos nomes para 2026.
- Possibilidades: Rescisão, empréstimo para mercados abertos ou permanência no Al-Hilal.
- Interesse externo: Clubes da Europa e Ásia monitoram a situação.
- Meta do jogador: Regularidade para sonhar com a Copa do Mundo.

