Fluminense e Atlético-MG, únicos brasileiros remanescentes na Copa Sul-Americana 2025, garantiram suas vagas nas quartas de final após superarem América de Cali e Godoy Cruz, respectivamente, e agora enfrentam Lanús, da Argentina, e Bolívar, da Bolívia, em confrontos marcados para 16 e 17 de setembro (ida) e 23 e 24 de setembro (volta). A final única está agendada para 22 de novembro no Estádio Ramón Tahuichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, celebrando o bicentenário do país e o centenário da Federação Boliviana de Futebol. Sob o comando de Renato Gaúcho, o Fluminense aposta na força do Maracanã e na solidez defensiva liderada por Thiago Silva para superar o Lanús, enquanto o Atlético-MG, treinado por Jorge Sampaoli, enfrenta o desafio da altitude de 3.600 metros em La Paz contra o Bolívar, contando com a potência de Hulk e Paulinho. Com premiações de até US$ 6,5 milhões para o campeão e a ausência do critério de gol fora de casa, os jogos prometem equilíbrio e estratégias táticas refinadas, enquanto o chaveamento, definido em junho pela Conmebol, abre a possibilidade de uma final brasileira, algo não visto desde 2008, quando o Internacional venceu o Estudiantes. A competição, iniciada em março com 44 equipes, agora tem apenas oito clubes na disputa, com brasileiros como favoritos.
O Fluminense, sob Renato Gaúcho, consolidou sua campanha ao liderar o grupo na fase inicial e eliminar o América de Cali com um 2 a 0 convincente no Maracanã, com gols de Arias e Martinelli, mantendo uma média de 0,8 gol sofrido por jogo. O técnico, que assumiu em abril de 2025, trouxe intensidade ofensiva e ajustes táticos que fortaleceram o meio-campo com Ganso e Arias.
O Atlético-MG, comandado por Sampaoli desde setembro de 2025, superou um caminho mais longo, passando pelos playoffs contra o Bucaramanga e eliminando o Godoy Cruz com um placar agregado de 3 a 2, destacando a eficiência de Hulk, artilheiro do time com seis gols. Sampaoli, em sua segunda passagem pelo Galo, implementa um estilo de posse de bola e pressão alta, com 58% de controle médio nos jogos.
Os confrontos das quartas posicionam os brasileiros em lados opostos do chaveamento, aumentando as chances de um duelo nacional na final, enquanto torcedores aguardam jogos intensos com apoio maciço em casa.
- Fluminense venceu América de Cali por 2 a 0, com destaque para Thiago Silva na defesa.
- Atlético-MG superou Godoy Cruz por 3 a 2, com Hulk marcando na ida e volta.
- Jogos de ida: 16/09 (Flu x Lanús) e 17/09 (Galo x Bolívar); volta em 23 e 24/09.
- Premiação: US$ 700 mil nas quartas; até US$ 6,5 milhões para o campeão.
Estratégias táticas para os confrontos decisivos
O duelo entre Fluminense e Lanús promete um choque tático, com Renato Gaúcho apostando na posse de bola característica do Tricolor, que atinge 62% em média na competição, para superar a defesa organizada do time argentino, liderado por Walter Bou em contra-ataques rápidos. No jogo de ida, em Buenos Aires, o Flu precisará de compactação defensiva, com Thiago Silva anulando investidas adversárias, enquanto na volta, no Maracanã, a torcida deve impulsionar uma pressão alta para garantir a classificação. Renato testou um 4-2-3-1 em treinos, focando em finalizações rápidas, já que o time converteu 65% de suas chances claras nas fases anteriores. O Lanús, que avançou após vencer o Central Córdoba nos pênaltis, exige cuidado com bolas aéreas, onde é vulnerável, permitindo ao Fluminense explorar cruzamentos.
O Atlético-MG, sob Jorge Sampaoli, enfrenta o Bolívar na altitude de La Paz, um desafio físico que exige preparação específica. Sampaoli, conhecido por sua intensidade, planeja usar um 4-3-3 com posse prolongada para minimizar o desgaste na ida, enquanto na volta, na Arena MRV, aposta no apoio da torcida e na força ofensiva de Hulk e Paulinho, que juntos marcaram dez gols no torneio. O Galo realizou treinos em câmara de altitude simulada, priorizando hidratação e rotação de elenco, enquanto o Bolívar, que venceu 80% de seus mata-matas em casa, depende da velocidade no Hernando Siles. A comissão técnica mineira analisou vídeos para explorar falhas na marcação boliviana, especialmente em transições defensivas.
Ambos os técnicos ajustaram suas estratégias com base em dados, com Renato reforçando o meio-campo e Sampaoli priorizando a posse para controlar o ritmo contra adversários distintos.
O Lanús aposta em sua disciplina tática, com média de 1,2 gol por jogo, mas sofre com bolas longas, o que o Flu pode aproveitar com Martinelli.
O Bolívar, forte em casa, tem vulnerabilidades fora, onde perdeu 60% dos jogos na competição, dando ao Atlético-MG vantagem na volta.
Trajetória dos brasileiros até as quartas
O Fluminense, liderado por Renato Gaúcho, dominou a fase de grupos com sete pontos, avançando diretamente às oitavas, onde derrotou o América de Cali por 2 a 0, com gols de Arias e Martinelli, mantendo uma defesa sólida que sofreu apenas três gols em toda a campanha. Renato, em sua sétima passagem pelo clube desde abril de 2025, trouxe estabilidade, com amistosos na pausa da Data FIFA que testaram variações do 4-3-3, garantindo frescor físico para o mata-mata. O clube acumula US$ 1,9 milhão em premiações, usados para manter estrelas como Thiago Silva, cuja liderança foi crucial contra os colombianos.
O Atlético-MG, com Sampaoli no comando desde setembro, enfrentou os playoffs contra o Bucaramanga, vencendo por 1 a 0 com gol de Hulk, e superou o Godoy Cruz nas oitavas com um agregado de 3 a 2, com Paulinho brilhando na ida (2 a 1) e um jogo pragmático na volta (1 a 0). O técnico argentino, em sua segunda passagem, elevou a posse para 58% nas fases eliminatórias, e o time registra dez vitórias em 14 mata-matas em 2025, um recorde na Série A. O Galo já garantiu valores semelhantes ao Flu, investindo em reforços e na Arena MRV.
Os brasileiros mostram evolução, com o Fluminense liderando em posse e o Atlético-MG convertendo 45% de suas finalizações, números que sustentam suas ambições na competição.
- Fluminense: Líder do grupo, venceu Cali com defesa sólida e gols de Arias e Martinelli.
- Atlético-MG: Passou playoffs e oitavas com eficiência; Hulk é o destaque ofensivo.
- Premiação: US$ 700 mil garantidos nas quartas, mais US$ 800 mil nas semifinais.
- Objetivo: Flu busca primeiro título; Galo almeja conquista inédita na Sul-Americana.
Impacto financeiro das premiações
A Copa Sul-Americana 2025 oferece prêmios significativos, com cada clube nas quartas garantindo US$ 700 mil, valores que Fluminense e Atlético-MG já asseguraram para investimentos em elenco e infraestrutura. As semifinais adicionam US$ 800 mil, enquanto o campeão embolsa US$ 6,5 milhões, além de vagas na Libertadores 2026 e na Recopa Sul-Americana. O vice-campeão recebe US$ 2 milhões, incentivando a competitividade. Esses recursos são vitais em um cenário de altos custos no futebol, com o Fluminense utilizando premiações para jovens promessas e o Atlético-MG planejando expansões na Arena MRV. A exposição midiática, com transmissões pelo SBT, ESPN, Disney+ e Paramount+, aumenta receitas com ingressos e merchandising, enquanto bônus por gols e assistências premiam jogadores como Arias e Hulk.
Os clubes brasileiros já acumulam cerca de US$ 1,9 milhão cada, e uma classificação às semifinais pode render até US$ 1,5 milhão adicionais, fortalecendo orçamentos para 2026.
O Lanús usa os prêmios para reduzir dívidas, enquanto o Bolívar investe em sua base, mostrando como o torneio impacta clubes de diferentes realidades.
Estádio da final e preparativos
O Estádio Ramón Tahuichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra, sedia a final em 22 de novembro, com capacidade ampliada para 38 mil torcedores após reformas de 44 milhões de bolivianos, incluindo gramado novo e iluminação LED. A 400 metros de altitude, o local não impõe desafios físicos extremos, garantindo equilíbrio aos finalistas. A escolha celebra o bicentenário boliviano e o centenário da Federação local, com impacto econômico de US$ 42,8 milhões e 30 mil turistas esperados. A Conmebol assegura segurança, VAR e logística, com voos diretos e hotéis próximos ao estádio, enquanto Fluminense e Atlético-MG preparam planos de viagem com foco em nutrição e aclimatação.
As reformas, em 26% de progresso, incluem acessos e vestiários, com entrega prevista para outubro, garantindo um palco à altura da decisão.
- Estádio: Ramón Tahuichi Aguilera, 38 mil lugares após obras.
- Data: 22 de novembro, com transmissão por SBT, ESPN, Disney+ e Paramount+.
- Impacto econômico: US$ 42,8 milhões e 3.630 empregos temporários.
- Logística: Conmebol garante suporte para finalistas, com VAR e segurança.
Outros confrontos e cenários das semifinais
As semifinais, entre 21 e 30 de outubro, cruzam os vencedores das quartas, com o classificado de Fluminense x Lanús enfrentando o vencedor de Independiente del Valle x Once Caldas, um duelo de estilos entre a velocidade equatoriana e a força colombiana. O lado de Atlético-MG x Bolívar pode encontrar o Alianza Lima, que aguarda a resolução do jogo suspenso entre Independiente e Universidad de Chile, interrompido por violência. A Conmebol avalia punições ou repetição, impactando o chaveamento. O Independiente del Valle, que eliminou o Mushuc Runa, é uma ameaça com seu ataque rápido, enquanto o Once Caldas, após bater o Palestino, aposta na defesa. O regulamento, com pênaltis em empates, eleva a tensão, e a diversidade de cinco países na disputa enriquece o torneio.
- Independiente del Valle x Once Caldas: Velocidade contra robustez nas quartas.
- Jogo suspenso: Conmebol decide sobre Independiente x Universidad de Chile.
- Semifinais: Ida em 21-23/10, volta em 28-30/10, com US$ 800 mil em prêmios.
- Regulamento: Empates vão para pênaltis, sem gol fora de casa.

