A Red Bull Racing ainda não definiu quem será o companheiro de Max Verstappen na temporada de 2026 da Fórmula 1, mas o consultor Helmut Marko deu indícios claros sobre as preferências da equipe. Em entrevista recente, Marko destacou o jovem piloto francês Isack Hadjar, da Racing Bulls, como um forte candidato ao segundo assento da escuderia principal. Apesar de especulações sobre um possível retorno de Alex Albon, atualmente na Williams, o austríaco não mencionou o anglo-tailandês, focando em talentos do programa interno da Red Bull. A decisão, que deve ser tomada até outubro, reflete a estratégia da equipe de priorizar jovens pilotos, como Hadjar e Arvid Lindblad, enquanto observa o mercado. Este movimento sinaliza uma renovação no grid da equipe para enfrentar as mudanças de regulamento em 2026. A escolha do segundo piloto é crucial para a Red Bull recuperar a competitividade, após um 2025 desafiador, marcado pelo domínio da McLaren.
A temporada de 2025 tem sido difícil para a Red Bull, que ocupa a quarta posição no Mundial de Construtores, 46 pontos atrás da Mercedes. Max Verstappen, tetracampeão, segue como pilar da equipe, mas o desempenho do segundo piloto, Yuki Tsunoda, tem sido questionado, com apenas sete pontos conquistados desde que assumiu a vaga na terceira corrida do ano. A incerteza sobre o futuro de Tsunoda e de Liam Lawson, outro nome do programa de jovens pilotos, abre espaço para novas apostas, como Hadjar, que impressionou com um pódio em sua estreia no GP da Holanda.
- Principais nomes em discussão: Isack Hadjar, Arvid Lindblad, Yuki Tsunoda, Liam Lawson.
- Prazo para decisão: Até o GP do México, em outubro de 2025.
- Desempenho atual: Red Bull luta para recuperar o topo, com Verstappen em terceiro no Mundial de Pilotos.
Estratégia da Red Bull para 2026
A escolha do companheiro de Verstappen é um dos focos da Red Bull para 2026, ano que marcará mudanças significativas nos regulamentos da Fórmula 1, com novos motores e chassis mais leves. Helmut Marko, conhecido por sua visão estratégica, enfatizou a importância de manter pilotos do programa interno da Red Bull. Ele destacou a força mental de Isack Hadjar, que demonstrou consistência e velocidade em sua temporada de estreia na Racing Bulls. Hadjar, de 20 anos, conquistou um pódio em Zandvoort, tornando-se o quinto piloto mais jovem a alcançar esse feito na história da Fórmula 1.
Marko também mencionou Arvid Lindblad, piloto da Fórmula 2, como uma opção para a Racing Bulls, caso Tsunoda ou Lawson sejam dispensados. A estratégia da Red Bull é clara: investir em jovens talentos para garantir continuidade e competitividade a longo prazo. A equipe, no entanto, não descarta completamente a possibilidade de contratar um “super talento” de fora, embora Marko tenha afirmado que nenhum nome externo se destaca no momento.
- Mudanças nos regulamentos: Motores híbridos mais potentes e carros 180 kg mais leves em 2026.
- Foco em jovens pilotos: Red Bull prioriza talentos do seu programa de desenvolvimento.
- Hadjar em destaque: Pódio na estreia reforça sua candidatura ao assento principal.
- Lindblad como alternativa: Jovem da F2 pode ocupar vaga na Racing Bulls.
A abordagem da Red Bull reflete uma mudança de filosofia sob a liderança de Laurent Mekies, que substituiu Christian Horner em julho de 2025. Mekies trouxe uma comunicação mais técnica com os pilotos, permitindo ajustes mais precisos no carro, como visto na vitória de Verstappen em Monza. Essa nova dinâmica pode beneficiar pilotos como Hadjar, que já trabalham diretamente com a equipe técnica.
Alex Albon e as especulações de retorno
Alex Albon, que correu pela Red Bull entre 2019 e 2020, foi alvo de especulações após uma transmissão da Band sugerir seu retorno. Atualmente na Williams, Albon tem contrato até 2026 e lidera a equipe com 70 pontos, superando Carlos Sainz, que soma apenas 16. Apesar do bom desempenho, Marko não mencionou Albon em sua entrevista ao jornal austríaco Kleine Zeitung, o que sugere que a Red Bull não considera o anglo-tailandês como prioridade.
O desempenho de Albon na Williams tem sido sólido, especialmente em pistas como Monza, onde sua estratégia com pneus duros permitiu ultrapassagens importantes. No entanto, sua saída da Red Bull em 2020, após dificuldades para acompanhar Verstappen, pode pesar contra um eventual retorno. A equipe parece mais inclinada a investir em pilotos mais jovens, como Hadjar, que ainda não enfrentaram a pressão de correr ao lado do tetracampeão.
- Desempenho de Albon: 70 pontos na temporada, contra 16 de Sainz na Williams.
- Histórico na Red Bull: Albon enfrentou dificuldades em 2019 e 2020.
- Contrato atual: Vínculo com a Williams até o final de 2026.
Impacto de Isack Hadjar no programa da Red Bull
Isack Hadjar tem se destacado como uma das promessas mais brilhantes do programa de jovens pilotos da Red Bull. Sua estreia na Fórmula 1, no GP da Holanda, foi marcada por um pódio inesperado, aproveitando o abandono de Lando Norris. Marko elogiou a capacidade de Hadjar de se adaptar rapidamente às pistas, mesmo sem experiência prévia, e sua habilidade de não cometer erros, algo raro para um estreante.
A performance de Hadjar contrasta com a de Yuki Tsunoda, que enfrenta dificuldades com o RB21, carro principal da Red Bull. Tsunoda marcou apenas sete pontos em 2025, ocupando a 18ª posição no Mundial de Pilotos. A pressão sobre o japonês é alta, e Marko deixou claro que ele precisa mostrar consistência e velocidade nas próximas corridas para garantir seu futuro na equipe.
- Pódio de Hadjar: Conquistado no GP da Holanda, em sua estreia na F1.
- Comparação com Tsunoda: Japonês enfrenta dificuldades com apenas sete pontos.
- Qualidades de Hadjar: Velocidade, adaptação rápida e consistência.
- Desafios de Tsunoda: Pressão para melhorar desempenho até outubro.
Outros nomes no radar da Red Bull
Além de Hadjar, a Red Bull considera outros pilotos do seu programa, como Liam Lawson e Arvid Lindblad. Lawson, que já correu pela Racing Bulls, é uma opção viável, mas seu desempenho não impressionou tanto quanto o de Hadjar. Lindblad, por sua vez, é uma aposta de longo prazo, ainda em desenvolvimento na Fórmula 2. Marko também mencionou Alex Dunne, piloto da McLaren na F2, como um talento observado, embora a prioridade seja manter pilotos do próprio programa.
A decisão sobre o segundo assento será tomada com base no desempenho nas próximas corridas, com o GP do México como prazo informal. A Red Bull busca um piloto capaz de complementar Verstappen, que confirmou sua permanência na equipe até 2026, apesar de rumores de uma possível saída para a Mercedes.
- Liam Lawson: Opção secundária, mas menos cotado que Hadjar.
- Arvid Lindblad: Possível substituto na Racing Bulls.
- Alex Dunne: Observado, mas vinculado à McLaren.
- Prazo decisivo: Outubro de 2025, durante o GP do México.
Preparação para as mudanças de 2026
A temporada de 2026 será um marco para a Fórmula 1, com a introdução de novos regulamentos que incluem motores híbridos mais potentes e carros mais leves. A Red Bull, em parceria com a Ford, está desenvolvendo sua própria unidade de potência, um projeto ambicioso que aumenta a pressão sobre a equipe. A escolha do segundo piloto será crucial para maximizar o desempenho do novo carro e enfrentar rivais como Mercedes e Ferrari, que também se preparam para as mudanças.
A vitória de Verstappen em Monza, com uma configuração de baixo downforce e uma nova abordagem técnica sob a liderança de Mekies, mostrou que a Red Bull está recuperando o ritmo. Hadjar, com sua velocidade e consistência, pode ser a peça que falta para fortalecer a equipe em um momento de transição.
- Novos regulamentos: Carros mais leves e motores híbridos em 2026.
- Parceria com a Ford: Red Bull desenvolve sua própria unidade de potência.
- Vitória em Monza: Sinal de recuperação da equipe após 2024 difícil.
- Importância do segundo piloto: Complementar Verstappen será essencial.

