O Instituto Nacional do Seguro Social bloqueou pagamentos do Benefício de Prestação Continuada para beneficiários com dados desatualizados no Cadastro Único. Essa medida ocorre nacionalmente desde o início de 2025, visando cumprir requisitos legais de renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo. Idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência afetadas devem agir rapidamente para evitar suspensão definitiva.
A consulta inicial realiza-se pelo aplicativo Meu INSS, acessando com CPF e senha gov.br. O sistema exibe notificações sobre pendências cadastrais e status do benefício.
- Verifique a seção “Consulta de Revisão do BPC” para identificar motivos do bloqueio.
- Confirme se há necessidade de atualização há mais de 48 meses.
Esses passos evitam atrasos na reativação, que pode ocorrer em até 72 horas após contato inicial.
Motivos comuns de interrupção
Falta de inscrição ou atualização no Cadastro Único representa o principal motivo para o bloqueio do BPC. O benefício exige comprovação contínua de vulnerabilidade social, com cruzamentos mensais de dados pelo INSS.
Outros fatores incluem ausência de ciência de notificações enviadas via app ou SMS, levando a bloqueio automático após 30 dias. Em regiões como São Paulo e Bahia, milhares de casos acumulam-se por descumprimento de prazos bienais de revisão.
Procedimentos para desbloqueio
Ligar para a Central 135 informa o início da regularização e inicia contagem para desbloqueio em até 72 horas. O serviço atende de segunda a sábado, das 7h às 22h, sem custo para fixo ou celular.
Comparecimento ao Centro de Referência de Assistência Social local exige documentos pessoais de todos os membros familiares. Apresente CPF, RG e comprovantes de residência para inserir ou corrigir dados no sistema.
Após esses passos, o Ministério do Desenvolvimento Social processa a reativação, com pagamento retroativo de valores devidos se aplicável.
Solicitação via Meu INSS permite reativação online em casos de atualização recente do CadÚnico. O portal orienta sobre prazos de 45 a 90 dias para finalização, dependendo do tamanho do município.
Canais de atendimento disponíveis
A Central 135 oferece orientação imediata sobre bloqueios e prazos de defesa. Atendentes confirmam pendências e registram compromissos de regularização.
Agências do INSS recebem agendamentos para perícias em casos de deficiência, mas atualizações cadastrais priorizam o Cras. Evite deslocamentos desnecessários ao INSS para CadÚnico.
Aplicativo Meu INSS facilita monitoramento remoto de status e histórico de pagamentos.
Prazos e consequências de atraso
Prazo de 30 dias inicia contagem após notificação para ciência obrigatória. Falha leva a bloqueio temporário, seguido de suspensão se não resolvido.
Em municípios com menos de 50 mil habitantes, 45 dias valem para comparecimento ao Cras após desbloqueio inicial. Cidades maiores concedem 90 dias.
Suspensão resulta em cessação automática do benefício, exigindo novo requerimento. Em 2025, cerca de 500 mil beneficiários enfrentam risco por cadastros desatualizados desde 2021.
Beneficiários no Rio Grande do Sul em calamidade pública dispensam atualizações imediatas, conforme portarias específicas.

