Mulheres seguradas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem solicitar o auxílio-maternidade de forma gratuita e totalmente online, sem necessidade de intermediários ou deslocamento a agências. O benefício, concedido em Brasília e disponível nacionalmente desde janeiro de 2025, garante afastamento remunerado por 120 dias em casos de parto, adoção ou aborto não criminoso. A medida visa apoiar mães trabalhadoras, especialmente autônomas, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que eliminou exigências mínimas de contribuições.
O processo ocorre pelo aplicativo ou site Meu INSS, acessível via conta Gov.br. Empregadores de seguradas com carteira assinada iniciam o pedido diretamente, enquanto autônomas e MEIs fazem a solicitação individual. O INSS processa os requerimentos em até 45 dias, com pagamentos mensais depositados em conta bancária informada.
- Acesse o Meu INSS com login Gov.br.
- Selecione “Novo pedido” e busque “Salário-maternidade urbano” ou “rural”, conforme o caso.
- Anexe documentos como certidão de nascimento e comprovantes de contribuição.
- Acompanhe o status pelo app ou Central 135.
Essa estrutura simplificada atende a mais de 800 mil pedidos anuais, segundo dados recentes do INSS.
Alterações recentes nas regras de concessão
Decisão do STF em março de 2024 ampliou o acesso ao benefício para autônomas, reduzindo a carência de dez para uma única contribuição. Seguradas que tiveram negações anteriores agora podem requerer revisões administrativas pelo Meu INSS. O impacto inclui maior inclusão de MEIs e trabalhadoras informais, com projeção de 150 mil concessões extras em 2025.
A norma beneficia também seguradas especiais, como rurais em regime familiar, sem alterações nos prazos de afastamento. Pedidos de adoção ou guarda judicial seguem o mesmo fluxo, com análise prioritária para crianças até 12 anos.
Requisitos essenciais para o pedido
Seguradas devem comprovar qualidade de segurado no momento do evento, como nascimento ou adoção. Contribuições mínimas variam por categoria: empregadas urbanas precisam de vínculo ativo, enquanto facultativas mantêm o período de graça de até 12 meses após o último pagamento.
Documentos obrigatórios incluem certidão de nascimento do bebê, atestado médico para abortos e termo de guarda para adoções. Comprovantes de residência e CPF agilizam a análise, evitando indeferimentos por falta de dados.
- Empregadas: Notificação à empresa pelo RH.
- Autônomas: Extrato de contribuições dos últimos 12 meses.
- Desempregadas: Comprovação de período de graça via app Meu INSS.
Esses itens garantem processamento rápido, com 90% dos pedidos aprovados na primeira análise.
Processo detalhado de solicitação online
O primeiro passo envolve criação ou acesso à conta Gov.br no site ou app Meu INSS, disponível para Android e iOS. Após login, o sistema direciona para a seção de benefícios previdenciários, onde o requerente seleciona o tipo de salário-maternidade aplicável.
Preenchimento de formulário digital exige upload de arquivos em PDF ou imagem clara, com validação automática de dados cadastrais. O INSS notifica por e-mail ou push sobre recebimento e pendências, permitindo correções em até 30 dias.
Para prorrogações via Programa Empresa Cidadã, empregadoras comunicam adesão prévia, estendendo o benefício para 180 dias sem custo adicional ao trabalhador.
Casos de natimorto ou aborto seguem regras idênticas, com repouso de 14 dias para o último, comprovado por laudo médico.
Documentos e valores atualizados
Certidão de nascimento ou termo de adoção compõe o kit básico, ao lado de RG, CPF e comprovante de residência recente. Autônomas anexam DARFs de pagamentos, enquanto rurais declaram atividade via declaração simplificada.
O valor mensal equivale ao salário de contribuição para CLT, limitado ao teto previdenciário de R$ 7.786,02 em 2025. Para individuais, calcula-se a média dos últimos 12 salários, garantindo no mínimo o piso de R$ 1.518,00.
Revisões judiciais para negações antigas demandam ação em até cinco anos, com restituição retroativa de parcelas devidas.
Acompanhamento e prazos de análise
Após submissão, o requerente recebe número de protocolo para rastreio diário no Meu INSS ou via 135. Análises concluem em média 30 dias para casos simples, estendendo-se para 90 em perícias médicas raras.
Pagamentos iniciam 15 dias após aprovação, via depósito em conta poupança ou corrente. Indeferimentos permitem recurso administrativo em 30 dias, com 40% de reversões bem-sucedidas.
- Verifique status semanalmente para evitar atrasos.
- Contate Central 135 em horários comerciais para dúvidas.
- Atualize dados cadastrais para agilizar depósitos.
Essas etapas asseguram transparência total no fluxo.
Casos especiais de elegibilidade
Adotantes de crianças acima de 12 anos mantêm direito proporcional, reduzido para 60 dias em alguns cenários. Pais viúvos ou em uniões homoafetivas comprovam via certidão de casamento ou união estável.
Seguradas em auxílio-doença transitam automaticamente para maternidade sem interrupção de pagamentos. MEIs com contribuições facultativas acessam via modalidade urbana, desde que ativas no mês anterior ao parto.
O benefício não incide em 13º salário durante o período, mas integra cálculo de férias futuras.

