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Deputados limitam ampliação da licença-paternidade a 20 dias e seguem para Senado

Licença paternidade
Licença paternidade - Foto: Viktor Cvetkovic/ Istockphoto.com Licença paternidade - Foto: Viktor Cvetkovic/ Istockphoto.com

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que amplia a licença-paternidade de forma progressiva a partir de 2027, limitando o benefício a 20 dias. O texto, relatado pelo deputado Pedro Campos (PSB-PE), estabelece 10 dias iniciais em 2027, com acréscimo de cinco dias por ano até 2029. A medida segue para o Senado e altera a atual previsão de cinco dias corridos.

O governo federal endossa a proposta, que transfere o pagamento da empresa para a Previdência Social. A aprovação ocorreu de forma simbólica, com oposição apenas do partido Novo e do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP).

  • Início em 2027: 10 dias de licença remunerada.
  • Acréscimo anual: cinco dias adicionais.
  • Máximo em 2029: 20 dias totais.

Detalhes da implementação

O projeto estende o benefício a pais adotantes e garante estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno. Em casos de falecimento da mãe, o pai pode afastar-se por até 120 dias.

Um juiz pode suspender o direito se houver comprovação de violência doméstica ou abandono material. A bancada feminina defendeu a iniciativa, apesar da redução da proposta original de 30 dias.

Licença Paternidade
Licença Paternidade – Foto: Halfpoint/Shutterstock.com

Custeio e projeções financeiras

Os gastos serão cobertos pelo Tesouro Nacional via Previdência Social. Para 2027, estima-se R$ 3,3 bilhões em despesas.

Fontes incluem o Regime Especial de Atualização Patrimonial (Rearp) e corte de 10% em benefícios fiscais. Com 20 dias, o custo total evita os R$ 6,55 bilhões projetados para 30 dias em 2030.

A mudança equaliza condições com a licença-maternidade, paga pelo governo. Empresas deixam de arcar diretamente com o benefício ampliado.

Apoio político e histórico

O governo Lula promove a medida como política familiar. A frente parlamentar pela licença-paternidade, liderada por Tabata Amaral (PSB-SP), articulou o apoio.

Reuniões com a ministra Gleisi Hoffmann ocorreram antes da votação. A regulamentação atende decisão do STF pendente desde 1988.

Resistências no plenário

A proposta inicial previa 30 dias, mas enfrentou objeções de deputados homens. Em 2022, a Câmara elegeu 91 mulheres e 422 homens.

Pedro Campos ajustou o texto para viabilizar a maioria. A versão da bancada feminina sugeria 60 dias em cinco anos, com custo de R$ 118,2 bilhões em uma década.

Benefícios adicionais

Pais ganham proteção contra demissão pós-licença. O afastamento prolongado aplica-se em óbitos maternos.

Adotantes acessam o mesmo direito ampliado. A suspensão judicial protege contra abusos.

Votação e próximos passos

A aprovação simbólica agilizou o processo. Oposição isolada não impediu o avanço.

O Senado analisa o texto agora. Ajustes podem ocorrer na casa revisora.

O projeto responde a demandas por maior participação paterna no cuidado infantil. A gradualidade facilita adaptação fiscal e empresarial.

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