A assembleia de acionistas da Tesla, marcada para esta quinta-feira, 6 de novembro de 2025, decidirá sobre o pacote de remuneração de US$ 1 trilhão para Elon Musk, CEO da empresa. A proposta, que pode tornar Musk o primeiro trilionário do mundo, exige que ele atinja metas ambiciosas, como entregar 20 milhões de veículos em 10 anos e aumentar o valor de mercado da companhia. Caso rejeitado, Musk ameaça deixar o cargo, gerando tensões entre investidores. O debate sobre o bônus reflete divisões sobre sua liderança e o futuro da montadora.
- Metas do pacote: Produzir 20 milhões de carros, triplicar lucros e entregar 1 milhão de robôs.
- Participação de Musk: Ele pode votar com seus 15% de ações da Tesla.
- Críticas: Fundos como Calpers e o fundo soberano da Noruega questionam a independência do conselho.
Votação divide acionistas
A proposta de remuneração gerou controvérsias. Fundos de pensão criticam o valor, considerado excessivo, e a proximidade do conselho com Musk, incluindo seu irmão. O Vaticano também se manifestou, apontando o bônus como exemplo de desigualdade global. Por outro lado, apoiadores, como a Baron Capital, destacam a genialidade de Musk e sua importância para a Tesla, que hoje vale US$ 1,5 trilhão.
Metas desafiadoras para Musk
Para receber o bônus integral, Musk deve cumprir objetivos rigorosos. Ele precisa dobrar as vendas de veículos e triplicar lucros operacionais, além de entregar 1 milhão de robôs humanoides. Mesmo sem atingir todas as metas, Musk pode garantir US$ 50 bilhões se aumentar o valor de mercado da Tesla em 80%. No ano passado, ele já alcançou crescimento semelhante, o que anima seus defensores. Críticos, porém, apontam promessas não cumpridas, como táxis autônomos sem avanços concretos.
Riqueza histórica em jogo
Com patrimônio de US$ 493 bilhões, Musk já supera magnatas históricos como Vanderbilt e Carnegie, ajustados pela inflação. Ele se aproxima de John D. Rockefeller, cuja fortuna em 1913 equivalia a US$ 630 bilhões. O bônus, se aprovado, pode dobrar sua participação na Tesla para quase 30%, garantindo maior controle. Musk afirma que o objetivo não é apenas financeiro, mas sim assegurar sua influência sobre o futuro da empresa, especialmente na divisão de robôs Optimus.
Promessas e tropeços recentes
Musk já transformou a Tesla, mas enfrenta críticas por promessas não cumpridas. Em 2025, as vendas caíram 50% na Alemanha, e os táxis autônomos ainda dependem de monitores humanos. Apesar disso, sua capacidade de superar crises, como a quase falência há seis anos, mantém investidores otimistas.
O que está em jogo
A votação decidirá não apenas o futuro de Musk, mas também o rumo da Tesla. A aprovação pode consolidar sua liderança, enquanto a rejeição pode levar à sua saída, impactando o mercado.

