Superlua de dezembro abre mês com 8 fenômenos celestes imperdíveis para observação

Superlua

Superlua - m-gucci/ iStock

A última lua cheia de 2025 ocorre em 5 de dezembro e será uma superlua, fenômeno em que a Lua atinge o perigeu próximo à fase cheia. O satélite aparecerá até 14% maior e 30% mais brilhante que uma lua cheia comum. O mês ainda reserva a chuva de meteoros Geminídeas, considerada a mais intensa do ano, com pico entre 14 e 15 de dezembro.

Outros eventos incluem a maior elongação ocidental de Mercúrio em 8 de dezembro e aproximações visíveis de planetas como Saturno, Júpiter e Vênus. A maioria dos fenômenos pode ser observada a olho nu em locais com baixa poluição luminosa.

  • Melhor horário para superlua: entardecer do dia 5, quando surgir no horizonte leste
  • Pico das Geminídeas: noite de 14 até madrugada de 15 de dezembro
  • Locais ideais: áreas rurais ou parques afastados de cidades grandes

Superlua marca início do mês

A superlua de 5 de dezembro será a última do ano. O fenômeno acontece quando a lua cheia coincide com a passagem pelo perigeu, ponto mais próximo da Terra.

O efeito óptico conhecido como ilusão da lua reforça a impressão de tamanho maior ao ser vista próxima ao horizonte. Prédios ou árvores no primeiro plano intensificam essa percepção.

Mercúrio em melhor posição matutina

No dia 8 de dezembro, Mercúrio atinge a maior elongação ocidental. O planeta ficará visível no céu antes do amanhecer.

Basta olhar para o horizonte leste cerca de uma hora antes do nascer do sol. Vênus aparecerá logo acima, facilitando a localização.

Superlua – Foto: agsaz/shutterstock.com

Geminídeas prometem show prolongado

A chuva de meteoros Geminídeas atinge o pico na noite de 14 para 15 de dezembro. Especialistas apontam até 120 meteoros por hora em condições ideais.

A Lua estará em fase minguante fina, com apenas 30% de iluminação até cerca de 2h da madrugada. Isso garante céu escuro na maior parte da noite. Os meteoros parecem partir da constelação de Gêmeos. Traços amarelados e bolas de fogo são características frequentes.

A chuva permanece ativa até 20 de dezembro, mas o pico concentra a maior atividade. Temperaturas baixas exigem roupas adequadas para longas observações.

Outros alinhamentos planetários

Saturno permanece visível no início da noite durante todo o mês. O planeta aparece na constelação de Aquário.

Júpiter atinge oposição em dezembro e domina o céu noturno. O gigante gasoso fica visível a noite inteira. Vênus continua brilhante no céu matutino. Marte começa a ganhar destaque no fim do mês.

Dicas práticas de observação

Escolha locais com horizonte livre e pouca luz artificial. Regiões de interior ou parques nacionais oferecem melhores condições. Não é necessário equipamento especial para a maioria dos eventos. Binóculos ajudam na observação de planetas.

Condições favoráveis em 2025

A ausência de lua cheia durante o pico das Geminídeas melhora a visibilidade. Esse cenário ocorre raramente.

O hemisfério sul tem vantagem na observação das Geminídeas. O radiante fica mais alto no céu em relação ao hemisfério norte.

Fenômenos complementares

Solstício de verão no hemisfério sul ocorre em 21 de dezembro. O dia mais longo do ano marca o início oficial da estação. A Ursa Maior aparece alta no céu norte, facilitando localização de outras constelações. Órion continua como referência no verão.

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