Filho de dono da Crefisa negocia compra da SAF do Vasco e reforça laços com Pedrinho

Estádio São Januário, Vasco da Gama

Estádio São Januário, Vasco da Gama - Foto: Dikran Sahagian | #VascoDaGama

O Vasco da Gama mantém negociações avançadas para a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ao empresário Marcos Faria Lamacchia. Ele é filho de José Roberto Lamacchia, proprietário da Crefisa, e atua de forma independente nos negócios. As tratativas ocorrem com a diretoria liderada pelo presidente Pedrinho no Rio de Janeiro, em meio à necessidade de um novo investidor para o clube. As conversas ganharam força após a homologação do plano de recuperação judicial do Vasco.

Marcos Lamacchia demonstra interesse em adquirir uma participação majoritária na SAF vascaína. O empresário acompanha de perto os desdobramentos judiciais envolvendo o clube desde a saída da 777 Partners do controle operacional. Não há confirmação oficial das partes sobre os detalhes do negócio em andamento.

  • O Vasco retomou o controle da SAF após decisão judicial que afastou a 777 Partners.
  • O clube enfrenta restrições financeiras e busca estabilidade com novo controlador.
  • Recursos de empréstimo recente com a Crefisa devem se esgotar em janeiro de 2026.

Perfil do interessado

Marcos Faria Lamacchia tem 47 anos e mantém perfil discreto com poucas aparições públicas. Ele fundou em 2011 a Blue Star, uma gestora financeira independente focada em fundos de investimento. O empresário construiu parte de sua carreira na Crefisa, onde atuou como diretor por anos, e também trabalhou no Banco Alfa.

Sua mãe é uma das herdeiras do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, fundador dos bancos Real e Alfa. Marcos atua de forma autônoma em relação aos negócios do pai e de Leila Pereira, esposa de José Roberto Lamacchia e presidente do Palmeiras. A boa relação familiar facilita os contatos com a diretoria vascaína.

Histórico de aproximações

A família Lamacchia mantém contatos com o Vasco há anos por meio de José Roberto Lamacchia. Ele negociou anteriormente a compra da SAF junto à 777 Partners, com oferta próxima a US$ 110 milhões, mas o negócio não avançou devido a divergências no pagamento. Pressões externas também influenciaram o recuo na ocasião.

Pedrinho destacou publicamente a amizade com José Roberto Lamacchia em entrevistas passadas. O presidente vascaíno citou o interesse do empresário em ajudar o clube e elogiou a seriedade da Crefisa. Acordos anteriores incluíram negociações frustradas por naming rights de São Januário.

Empréstimo recente com Crefisa

O Vasco firmou empréstimo de R$ 80 milhões com a Crefisa em outubro de 2025 na modalidade DIP para empresas em recuperação judicial. A instituição venceu concorrência de outras financeiras ao oferecer as melhores condições de taxas e prazos. Os recursos cobriram despesas correntes como salários e obrigações fiscais.

Como garantia, o clube alienou fiduciariamente 10% das ações da SAF. A operação recebeu autorização judicial após ajustes nos termos iniciais. Pedrinho enfatizou o processo seletivo que envolveu mais de 60 instituições.

A Crefisa também disponibilizou valores adicionais para projetos incentivados da associação vascaína. O relacionamento entre Pedrinho e José Roberto Lamacchia viabilizou a parceria. Há probabilidade de novo financiamento no início de 2026, com a empresa novamente como candidata.

Relação entre Pedrinho e família Lamacchia

Pedrinho mantém amizade íntima com José Roberto Lamacchia desde períodos anteriores à presidência. O dirigente vascaíno referiu-se à gestão de Leila Pereira como referência em administração esportiva. Apesar da proximidade, as negociações atuais envolvem diretamente Marcos Lamacchia de forma independente.

O empresário acompanha os passos judiciais do Vasco, incluindo a retomada do controle da SAF e a homologação da recuperação judicial. Contatos entre as partes ocorrem de maneira recorrente nos últimos meses.

Desafios na estrutura societária

A SAF do Vasco apresenta divisão acionária complexa após disputa com a 777 Partners. Parte das ações permanece sob controle temporário do associativo, enquanto outras estão em litígio. Qualquer transferência majoritária exige resolução judicial ou acordo entre envolvidos.

Credores como a Crefisa possuem poder de anuência em operações futuras até certos prazos. A homologação recente do plano de recuperação impõe cronogramas para pagamentos e reestruturação.

Perspectivas para o clube

O Vasco encerrou 2025 com vice-campeonato na Copa do Brasil e busca reforços para 2026. A entrada de novo investidor pode proporcionar fôlego financeiro para contratações e planejamento. A diretoria prioriza responsabilidade na transição societária.

Negociações avançam sem comentários oficiais do Vasco ou da família Lamacchia. Marcos está em viagem de férias fora do Brasil, o que não interrompe os diálogos preliminares.

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