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Kim Jong Un revela casco concluído de submarino nuclear em resposta a avanços sul-coreanos e presença americana

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kim jong un - Alexander Khitrov/Shutterstock.com

A Coreia do Norte divulgou imagens do casco praticamente concluído de um submarino nuclear de 8.700 toneladas, classificado como estratégico para lançamento de mísseis guiados. Kim Jong Un inspecionou a construção em local não revelado e classificou o projeto como essencial para fortalecer a dissuasão nuclear do país. A divulgação ocorreu em 25 de dezembro de 2025, coincidindo com críticas diretas aos planos da Coreia do Sul para adquirir tecnologia similar com apoio dos Estados Unidos.

O líder norte-coreano condenou o acordo entre Seul e Washington para desenvolvimento de submarinos nucleares sul-coreanos, descrevendo-o como ato ofensivo que ameaça a estabilidade regional. Ele enfatizou a necessidade de modernizar as forças navais do Norte, incluindo armamento nuclear submarino, para contrabalançar ameaças externas.

Recentemente, o submarino americano USS Greeneville, de propulsão nuclear e classe Los Angeles, atracou em base naval de Busan, no sul da Coreia do Sul, para reabastecimento e descanso da tripulação. Essa visita, anunciada em 23 de dezembro de 2025, representa a primeira desde a posse do atual governo sul-coreano e reforça a cooperação militar entre os aliados.

Avanços norte-coreanos no programa submarino

A agência estatal norte-coreana destacou que o submarino em construção representa um salto qualitativo nas capacidades navais do país. Fotos divulgadas mostram o casco soldado e pronto para etapas finais, incluindo instalação de sistemas de propulsão e armamento.

Kim Jong Un afirmou que a conclusão do vessel mudará de forma epochal o equilíbrio de forças nucleares marítimas. O projeto, iniciado com metas anunciadas em 2021, inclui capacidade para mísseis balísticos e de cruzeiro lançados de submarino.

Analistas observam que o Norte realizou testes recentes de mísseis superfície-ar e torpedos nucleares, integrando-os ao desenvolvimento submarino. Esses avanços ocorrem em paralelo a testes de mísseis balísticos lançados de submarino nos últimos anos.

Presença militar americana na região

O USS Greeneville chegou a Busan para operações logísticas, promovendo intercâmbio entre as marinhas sul-coreana e americana. A visita fortalece a postura de defesa combinada na península coreana.

Autoridades sul-coreanas planejam utilizar tais presenças para elevar a cooperação naval. O submarino americano opera com propulsão nuclear, permitindo longa autonomia submersa sem necessidade de reabastecimento frequente.

  • Classe Los Angeles: Foco em ataques rápidos e sigilosos.
  • Capacidades: Detecção e engajamento de ameaças submarinas.
  • Objetivo da visita: Reabastecimento e descanso da tripulação.
  • Impacto: Demonstração de compromisso aliado contra provocações regionais.

Essa atracação segue padrão de visitas periódicas para manutenção de prontidão operacional.

Plano sul-coreano para submarinos nucleares

A Coreia do Sul recebeu aprovação americana para construir submarinos de propulsão nuclear, sem armamento atômico. O acordo, formalizado em meses recentes, prevê cooperação em fornecimento de combustível militar.

Autoridades de Seul formaram força-tarefa governamental para avançar o projeto. O objetivo principal consiste em aumentar a endurance submersa contra submarinos norte-coreanos e chineses.

O ministro da Defesa sul-coreano destacou que submarinos diesel-elétricos convencionais apresentam limitações de velocidade e autonomia comparados aos nucleares. O programa visa patrolhar águas ao redor da península com maior eficiência.

Consultas bilaterais com os Estados Unidos iniciarão em breve para definir termos técnicos e de combustível.

Contexto de tensões navais

As duas Coreias aceleram programas submarinos em meio a aumento de capacidades nucleares marítimas. O Norte alega que seus avanços respondem diretamente a ações aliadas consideradas provocativas.

Seul mantém compromisso com não proliferação, focando em propulsão nuclear para fins convencionais. O apoio americano reflete estratégia regional para equilibrar forças no Indo-Pacífico.

  • Testes norte-coreanos recentes: Incluem mísseis superfície-ar de longo alcance.
  • Respostas aliadas: Exercícios conjuntos e presenças navais rotineiras.
  • Declarações oficiais: Ênfase em dissuasão sem escalada direta.
  • Observadores internacionais: Monitoram riscos de proliferação tecnológica.

Especialistas apontam que submarinos nucleares alteram dinâmicas de patrulha e detecção submersa na região.

Reações e perspectivas regionais

Kim Jong Un acompanhou a inspeção com sua filha, sinalizando continuidade no programa militar. Ele defendeu a nuclearização naval como medida defensiva contra ameaças externas.

Autoridades sul-coreanas reafirmam que o projeto próprio visa apenas defesa convencional. Negociações com Washington incluem acesso a enriquecimento de urânio para fins navais.

A visita do submarino americano e a divulgação norte-coreana ocorreram em sequência próxima, ilustrando ciclo de ações e reações. Marinhas aliadas planejam mais intercâmbios para elevar interoperabilidade.

O desenvolvimento paralelo de tecnologias submarinas nucleares pelas duas Coreias reflete evolução das ameaças marítimas na península.

Desenvolvimentos tecnológicos comparados

Submarinos nucleares oferecem autonomia prolongada, permitindo operações distantes sem emergir frequentemente. O Norte classifica seu modelo como capaz de lançar mísseis estratégicos com ogivas nucleares.

A Coreia do Sul opera atualmente submarinos diesel-elétricos avançados, mas busca transição para nucleares. O acordo com os EUA facilita transferência de know-how em reatores navais.

Projetos semelhantes em outros países servem de referência para cooperação técnica. A região observa impactos no equilíbrio naval asiático.

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