Romero se considera ídolo do Corinthians pelas marcas deixadas e explica saída sem brigas

Ángel Romero

Ángel Romero - Foto: @romeroteam

Ángel Romero encerrou sua segunda passagem pelo Corinthians após oito anos no clube, somando duas etapas distintas. O atacante paraguaio não teve o contrato renovado para a temporada 2026, decisão influenciada pela falta de confiança do técnico Dorival Júnior. Em entrevista recente, Romero destacou que percebeu a perda de espaço nos últimos meses de 2025, mas encerrou o ciclo com a conquista da Copa do Brasil. Ele disputou 377 partidas pelo Timão, marcando 67 gols e conquistando seis títulos.

Romero viveu altos e baixos no Corinthians, incluindo períodos de reserva e momentos de liderança. O jogador chegou jovem ao Brasil e saiu como pai de família, expressando gratidão pela identificação com a torcida. Ele participou de reuniões curiosas, como uma com torcida organizada que terminou em canto tradicional.

  • Reunião de cobrança terminou com poropopó e hino do clube.
  • Outro encontro com o presidente envolveu brincadeiras durante discussão de premiações.
  • Esses episódios ilustram a cultura única do Corinthians, segundo o atacante.

Romero enfatizou que respeitou sempre as decisões técnicas, mesmo sem entender algumas escolhas.

Romero – Foto: Rodrigo Coca / Corinthians

Episódios inusitados no dia a dia

Romero relembrou situações peculiares que marcam a rotina no Corinthians. Em uma reunião tensa com torcida organizada durante luta contra rebaixamento em 2024, o grupo encerrou com poropopó abraçado e canto do hino. O atacante sorriu ao contar que tais momentos malucos só ocorrem no Timão.

Outra ocasião envolveu o presidente durante planejamento para final da Copa do Brasil. A discussão sobre premiações e viagem de funcionários evoluiu para brincadeiras com poropopó, incluindo esconder acessórios do dirigente. Romero destacou que essa proximidade reflete a paixão do clube.

Esses relatos mostram como o emocional influencia o desempenho no Corinthians. O jogador aprendeu que entender a cultura alvinegra vai além da técnica.

Falta de confiança com Dorival Júnior

A chegada de Dorival Júnior mudou o status de Romero no elenco. Anteriormente alternando titularidade no Paulista com Ramón Díaz, o paraguaio perdeu espaço gradualmente. Ele deixou de ser opção imediata em substituições, afetando ritmo e confiança.

Romero reconheceu que a confiança do treinador representa grande parte do rendimento de um atleta profissional. Apesar disso, manteve preparação constante e priorizou o grupo. O atacante respeitou as escolhas, mesmo com opiniões pessoais sobre não ser utilizado.

Essa situação contribuiu para a decisão de encerrar o ciclo. Romero preparou-se mentalmente nos últimos meses, aceitando que a continuidade seria difícil após a final da Copa do Brasil.

Liderança mantida no vestiário

Mesmo preterido em campo, Romero atuou como líder no elenco corintiano. Ele discursava antes, durante e após partidas, especialmente em momentos difíceis. O jogador se acostumou a falar no vestiário, incentivando companheiros mesmo sem jogar.

Romero transmitia a cultura do Corinthians, enfatizando o aspecto emocional e mental. Para ele, o clube exige compreensão além do talento técnico, devido à cobrança constante. Ele aprendeu a equilibrar altos e baixos, evitando euforia excessiva ou desânimo.

O paraguaio sentia obrigação de ajudar de outras formas, como capitão. Essa postura reforçou sua identificação com o Timão nos períodos desafiadores.

Quase saída em 2015 e virada

Romero revelou momento crítico no início da passagem pelo Corinthians em 2015. Após conversa franca com Tite, que alertou sobre poucas oportunidades, o atacante quase deixou o clube. Tudo estava arranjado para empréstimo, mas ele decidiu ficar e lutar.

O jogador conversou novamente com dirigente e treinador, pedindo apenas para treinar no CT. Determinado a fazer história, arriscou a carreira. A virada ocorreu na goleada por 6 a 1 sobre rival, com dois gols seus, garantindo titularidade em 2016.

Esses anos seguintes trouxeram jogos consistentes e títulos. Romero encerrou a segunda passagem com mais conquistas, incluindo Paulista e Copa do Brasil em 2025.

Status de ídolo e marcas históricas

Romero hesita em se autoproclamar ídolo, deixando a decisão para a torcida. No entanto, reconhece que suas marcas credenciam o status: mais jogos e gols entre estrangeiros, títulos e identificação. Ele disputou 377 partidas, marcou 67 gols e venceu dois Brasileiros, três Paulistas e uma Copa do Brasil.

O atacante enfatizou respeito à camisa e prioridade ao clube sempre. Chegou como promessa paraguaia e saiu consolidado na história alvinegra.

Objetivos futuros e Copa do Mundo

Sem minutos regulares no fim de 2025, Romero priorizou ritmo para objetivos pessoais. Ele almeja convocação à Copa do Mundo 2026 pela seleção paraguaia, necessitando jogar consistentemente. Essa meta influenciou a aceitação do fim do ciclo no Corinthians.

O jogador busca novo clube onde se sinta importante e participe ativamente. Romero descansa no Paraguai atualmente, avaliando propostas. Ele não descarta permanecer no Brasil, mas evita retorno imediato ao país natal.

Romero superou frustrações passadas, como eliminação nas Eliminatórias de 2018, com apoio do Corinthians. Agora, foca em preparação para o Mundial.

Trajetória completa no Timão

Romero chegou ao Corinthians em 2014, vindo do futebol paraguaio. Passou por San Lorenzo e Cruz Azul entre as passagens. Retornou em 2023, ajudando a evitar rebaixamento e conquistando títulos recentes.

  • Dois Campeonatos Brasileiros: 2015 e 2017.
  • Três Campeonatos Paulistas: 2017, 2018 e 2025.
  • Uma Copa do Brasil: 2025.

Essas conquistas somam seis troféus em oito temporadas. Romero quer ser lembrado pelo respeito à camisa alvinegra.

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