F1 aprova ajustes no regulamento de 2026 para valer a partir do GP de Miami

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A FIA, junto com equipes, fabricantes de unidades de potência e a Formula One Management, chegou a um acordo unânime sobre refinamentos no regulamento da Fórmula 1 para 2026. As alterações foram definidas após reuniões nas últimas semanas e baseadas em dados das três primeiras corridas da temporada. A maioria entra em vigor a partir do Grande Prêmio de Miami, marcado para o início de maio.

Os ajustes focam principalmente no gerenciamento de energia, com o objetivo de permitir condução mais consistente na qualificação e maior segurança nas provas. Pilotos e técnicos contribuíram com opiniões durante o processo.

Mudanças na qualificação buscam desempenho mais constante

Os parâmetros de energia na sessão classificatória passam por ajustes específicos. A recarga máxima permitida por volta cai de 8 MJ para 7 MJ. Com isso, espera-se reduzir a regeneração excessiva e limitar o tempo de superclip para cerca de 2 a 4 segundos por volta.

A potência máxima durante o superclip sobe de 250 kW para 350 kW. Essa medida diminui o tempo gasto em recargas e alivia a carga de gerenciamento de energia para os pilotos. O número de eventos onde se aplica limite inferior de energia alternativa aumenta de 8 para 12, o que dá mais flexibilidade conforme as características de cada circuito.

  • Recarga máxima por volta reduzida para 7 MJ
  • Potência de pico no superclip elevada para 350 kW
  • Duração máxima do superclip estimada em 2 a 4 segundos
  • Limite inferior de energia alternativa ampliado para 12 eventos

Essas modificações visam equilibrar o desempenho sem comprometer a essência do novo regulamento técnico.

Ajustes na corrida priorizam consistência e segurança

Na prova propriamente dita, a potência máxima disponível via boost fica limitada a +150 kW, ou ao nível atual do carro no momento da ativação, se for superior. O objetivo é minimizar diferenças repentinas de desempenho entre os competidores.

FIA Fórmula 1 – Foto: T. Schneider / Shutterstock.com

O sistema MGU-K mantém 350 kW nas principais zonas de aceleração, que vão da saída de curva até o ponto de frenagem, incluindo áreas de ultrapassagem. Fora dessas zonas, a potência cai para 250 kW. Essa divisão por trechos da volta busca preservar oportunidades de passagem enquanto controla velocidades de aproximação.

Os envolvidos consideraram dados coletados nas primeiras etapas de 2026 para definir os limites.

Novo sistema detecta largadas com baixa aceleração

As largadas recebem mecanismos adicionais de segurança. Um sistema de detecção de partida com baixa potência identifica carros que aceleram de forma anormalmente lenta logo após a liberação da embreagem. Nesses casos, o MGU-K é ativado automaticamente para garantir aceleração mínima.

O dispositivo não cria vantagem esportiva. Carros afetados ativam luzes traseiras e laterais piscando para alertar os veículos que vêm atrás. Um mecanismo também zera o contador de energia no início da volta de formação, corrigindo inconsistências anteriores.

Essas mudanças serão testadas durante o fim de semana de Miami antes de possível adoção definitiva.

Medidas para chuva melhoram aderência e visibilidade

Em condições de pista molhada, a temperatura da camada intermediária dos pneus de chuva intermediária aumenta com base no feedback dos pilotos. A intenção é elevar a aderência inicial e o desempenho geral dos compostos.

O tempo máximo de implantação do ERS sofre redução, o que limita o torque e ajuda no controle do carro em baixa aderência. O sistema de luzes traseiras ganha simplificação, com sinais visuais mais claros e consistentes para melhorar o tempo de reação dos concorrentes atrás.

Esses pontos buscam elevar o nível de segurança quando a chuva aparece.

Propostas seguem para aprovação final do Conselho Mundial

As alterações acordadas em 20 de abril agora vão a votação eletrônica no Conselho Mundial de Automobilismo da FIA. A expectativa é de implementação da maior parte antes do GP de Miami, com exceção das relacionadas às largadas, que passam por testes no evento.

O processo envolveu ampla consulta entre FIA, equipes, fabricantes e FOM. Os refinamentos respondem a observações práticas das primeiras corridas da temporada 2026.

Os organizadores acompanham o impacto das mudanças nas próximas etapas. A Fórmula 1 continua com o calendário previsto, e o Grande Prêmio do Japão segue com transmissão ao vivo.