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STJ nega liminar e mantém preso dono da página Choquei

Raphael Sousa Oliveira - Reprodução/Redes sociais
Foto: Raphael Sousa Oliveira - Reprodução/Redes sociais

Superior Tribunal de Justiça negou liminar em habeas corpus para Raphael Souza Oliveira, criador da página Choquei. A decisão saiu na tarde desta sexta-feira, 24 de abril. O ministro Messod Azulay Neto entendeu que o pedido perdeu o objeto. A prisão temporária havia sido convertida em preventiva na véspera.

Raphael está detido desde 15 de abril, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo. A ação mira um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão. Além dele, seguem presos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

Decisão considerou perda de objeto do habeas corpus

O magistrado avaliou o caso e concluiu que a conversão da prisão temporária em preventiva mudou o cenário. Com isso, o habeas corpus inicial não se aplica mais. O ministro indicou que o tema deve ser analisado primeiro pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

A defesa havia buscado a liminar após o STJ conceder habeas corpus na quinta-feira, 23 de abril. Naquele momento, o tribunal reconheceu irregularidade no prazo da temporária. A PF havia pedido cinco dias, mas a Justiça decretou 30.

PF representou por prisão preventiva após soltura

A corporação agiu rápido. Ainda na quinta, pediu a conversão para preventiva. A Justiça Federal acatou o pedido na mesma noite. Os investigadores apontaram risco de continuidade das atividades e necessidade de garantia da ordem pública.

A Operação Narco Fluxo cumpriu dezenas de mandados em nove estados e no Distrito Federal. A PF usou apoio da Polícia Militar de São Paulo. Os alvos respondem por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

  • Investigação desdobrou da Operação Narco Bet
  • Esquema usava entretenimento e música para ocultar recursos
  • Apreensões incluíram veículos de luxo, joias e documentos
  • Bloqueio de contas e bens foi determinado pela Justiça
  • Mais de 200 policiais participaram da ação
Policia Federal
Policia Federal – Foto reprodução PF

Raphael atuava como operador de mídia, diz PF

Os agentes identificaram Raphael como responsável por dar visibilidade ao esquema. A página Choquei tem mais de 27 milhões de seguidores. Ele prestou depoimento e afirmou faturar R$ 400 mil por mês de forma legal com publicidade. Negou participação em crimes.

A defesa contestou as acusações desde o início. Advogados afirmam que o influenciador prestava apenas serviços de marketing. Eles recorrerão da preventiva ao TRF-3, ao STJ e, se preciso, ao STF.

Cantores também seguem detidos na mesma operação

MC Ryan SP e MC Poze do Rodo foram presos na mesma fase. A PF aponta que artistas e influenciadores serviam como “escudo” para dar aparência legal a transações. O esquema envolvia apostas ilegais, rifas e tráfico, segundo as apurações.

As defesas dos três negam irregularidades. MC Ryan SP teve nota divulgada que destaca lisura em movimentações financeiras. A investigação continua. Novas fases não estão descartadas.

Contexto da operação bilionária

A Narco Fluxo apura lavagem de capitais com uso de criptomoedas e transporte de valores em espécie. Os recursos teriam origem em tráfico e apostas. A ação ocorreu em 15 de abril e resultou em prisões temporárias iniciais.

Após a decisão do STJ que limitou o prazo da temporária, a PF buscou a preventiva para manter os investigados sob custódia. A Justiça acolheu o argumento de risco concreto.

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