Autoridades avançam em apuração após tiros em jantar de gala com Trump em Washington D.C.

Donald Trump

Donald Trump - photoibo/ Shutterstock.com

Detalhes sobre o ataque a tiros em um jantar de correspondentes da Casa Branca nos Estados Unidos continuam a emergir neste domingo (26). As autoridades federais e locais intensificam as investigações sobre o incidente ocorrido em Washington D.C. O episódio, que contou com a presença do presidente Donald Trump e de outras figuras do alto escalão do governo norte-americano, se deu na noite de sábado, em um hotel da capital. A segurança do evento é um dos focos da apuração em curso. Um suspeito, já identificado e detido, será formalmente acusado pela Justiça dos EUA na segunda-feira (27) por crimes graves. Trump descreveu o ocorrido como um “momento traumático”. O fato levanta preocupações sobre a vulnerabilidade de eventos com alta presença de autoridades. A comunidade jornalística e o público aguardam ansiosamente mais informações sobre as reais motivações por trás deste ataque inesperado.

Falhas de segurança no evento são investigadas

A fragilidade no esquema de segurança durante o jantar de gala em Washington D.C. é um dos pontos cruciais da investigação em curso. A repórter da TV Globo, Raquel Krahenbuhl, que estava presente no evento, relatou que não houve revista dos convidados na entrada principal. Ela explicou que, embora jantares como este geralmente não possuam segurança tão reforçada, a ausência de um rigoroso controle foi notável na ocasião.

Ainda segundo Raquel, os tiros foram ouvidos quando os convidados tinham acabado de começar a comer. Nesse momento, os presentes rapidamente começaram a se esconder debaixo das mesas, buscando abrigo de forma instintiva. Agentes do Serviço Secreto entraram apressadamente no salão, munidos de armamentos pesados, para controlar a situação e garantir a segurança. O “momento surreal”, como descrito por uma correspondente da rede britânica BBC, levou alguns a improvisar barricadas com cadeiras em um ato de desespero. O pânico se instalou rapidamente, com as pessoas buscando desesperadamente proteção e temendo pela própria segurança diante da imprevisibilidade do ataque. A evacuação das autoridades, incluindo o presidente e o vice, foi priorizada, enquanto os demais aguardavam instruções em meio à crescente confusão e ao caos inicial. Este episódio ressaltou a vulnerabilidade de eventos de grande porte, mesmo com figuras públicas de alto perfil.

Suspeito Cole Allen foi detido após troca de tiros

As autoridades identificaram o suspeito como Cole Allen, um homem de 31 anos natural da Califórnia. Ele foi encontrado armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas, conforme divulgado pela polícia de Washington D.C. O presidente Donald Trump o descreveu como um “lobo solitário e doente” durante uma coletiva de imprensa posterior ao ocorrido.

Um vídeo de câmera de segurança, compartilhado pelo próprio Trump, flagrou Allen correndo em alta velocidade em direção ao salão do jantar, tentando furar um bloqueio de segurança. Contudo, ele foi rapidamente interceptado e derrubado por agentes do Serviço Secreto, sendo preso ainda na área externa do salão principal. Acredita-se que Allen estava hospedado no hotel e tenha acessado o andar do evento utilizando o elevador, facilitando sua aproximação. Houve uma breve troca de tiros entre o suspeito e os agentes de segurança no local, onde Allen disparou ao menos um dos tiros ouvidos pelos presentes. Um agente do Serviço Secreto foi atingido, mas seu colete à prova de balas garantiu sua integridade física, e ele passa bem. O FBI prontamente iniciou buscas na casa ligada a Allen em Torrence, Califórnia, fortalecendo a hipótese de que ele agiu sozinho.

FBI investiga motivação e acusações formais

A Força-Tarefa Conjunta Contra o Terrorismo do FBI está à frente das investigações para determinar as reais motivações de Cole Allen. Embora a motivação exata ainda seja desconhecida até a última atualização da reportagem, informações preliminares da CBS News indicam que Allen teria admitido aos agentes, após sua prisão, a intenção de atacar integrantes do governo Trump. Esta revelação é crucial para o direcionamento das próximas etapas da investigação e para entender o escopo da ameaça potencial.

Allen comparecerá a um tribunal federal na próxima segunda-feira (27) para ser formalmente acusado. A procuradora Jeanine Pirro adiantou que o suspeito responderá por dois crimes federais graves. As acusações englobam o uso de arma de fogo durante a prática de um crime violento e agressão a um agente federal com o uso de uma arma perigosa. A gravidade dos crimes pode resultar em penas significativas, refletindo a seriedade do ataque a um evento com autoridades de alto escalão.

Presidente Trump descreve “momento traumático”

Em coletiva de imprensa realizada na Casa Branca, Donald Trump comentou o incidente, classificando-o como “inesperado”. O presidente relatou ter inicialmente confundido o barulho dos tiros com uma bandeja caindo, devido à distância e à natureza do som. No entanto, ele destacou a percepção rápida da primeira-dama, Melania Trump, que prontamente identificou algo errado, sinalizando a necessidade de evacuação imediata.

“Era um barulho muito alto e estava muito de longe. A Melania percebeu rapidamente que havia algo errado”, afirmou Trump aos jornalistas. Ele fez questão de agradecer a Melania e elogiou o “tempo de reação muito bom” dos agentes de segurança. O presidente ainda ressaltou que ser presidente é uma “profissão perigosa”, mencionando ter sido alvo de duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos de mandato. Apesar de não confirmar motivações políticas, Trump disse acreditar que ele era o alvo principal do ataque por parte do suspeito.

O que se sabe sobre o ataque até o momento

As investigações prosseguem ativamente, mas uma série de informações já foram confirmadas pelas autoridades e testemunhas presentes no jantar:

  • Donald Trump foi retirado às pressas de um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca após tiros serem ouvidos no local.
  • O evento anual ocorria em um hotel de Washington D.C. e contava com a presença de centenas de jornalistas e diversas autoridades governamentais.
  • A segurança do evento era fraca, sem revista completa de convidados, apenas checagem de ingressos, segundo relato de jornalistas.
  • Testemunhas presentes reportaram múltiplos disparos e sons de explosões, conforme agências de notícias internacionais.
  • O autor do ataque, Cole Allen, foi detido pelo Serviço Secreto e encaminhado para avaliação em um hospital local após o incidente.
  • Entre os presentes e evacuados em segurança estavam o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio.
  • Um agente do Serviço Secreto foi atingido no colete à prova de balas durante a troca de tiros, mas não sofreu ferimentos graves e está em boas condições de saúde.
  • O evento foi adiado por até 30 dias, apesar dos apelos iniciais do presidente Trump para que fosse retomado mais cedo.
  • A organização do jantar confirmou que, felizmente, não houve feridos graves entre os civis presentes no hotel.
  • O suspeito estava hospedado no mesmo hotel onde o jantar de gala era realizado na capital norte-americana.