A Força Aérea dos Estados Unidos vai manter os aviões A-10 Thunderbolt II em serviço até 2030. O secretário da Força Aérea, Troy E. Meink, anunciou a decisão no dia 20 de abril. A medida reverte planos anteriores de aposentadoria completa até 2029. Os A-10, conhecidos como Warthog, atuam em missões de ataque a pequenas embarcações iranianas no Estreito de Ormuz durante a Operação Epic Fury.
A prorrogação preserva capacidade de combate enquanto a indústria de defesa amplia a produção de novas aeronaves. A Força Aérea enfrentava pressão para substituir o modelo por plataformas mais modernas como o F-35. O desempenho recente mudou o cálculo.
A-10 atua contra lanchas rápidas no Estreito de Ormuz
Os A-10 Thunderbolt II participam de operações de interdição marítima na região sul da Operação Epic Fury. Eles atacam embarcações de ataque rápido da Guarda Revolucionária Islâmica.
O presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, confirmou o papel dos aviões no final de março. Os Warthog caçam alvos ágeis e de baixo calado que representam desafio para navios maiores. Um total superior a 120 embarcações iranianas foi atingido até o momento na campanha.
- Os A-10 operam em voos de baixa altitude e longa permanência sobre a área.
- Eles empregam o canhão de 30 milímetros GAU-8 contra alvos navais pequenos.
- Missões incluem apoio a resgates, como o de tripulantes de um F-15E abatido.
- A frota no Oriente Médio recebeu reforço de 18 aeronaves adicionais em abril.
Essas ações destacam a versatilidade do avião em ambientes com ameaças assimétricas.
Tentativas de aposentadoria datam de décadas
A Força Aérea buscava retirar o A-10 desde 1984. Oficiais argumentavam que o modelo, projetado nos anos 1970, não se adequava a conflitos de alta intensidade contra adversários como China ou Rússia.
O plano mais recente previa redução para 103 aeronaves até setembro de 2026 e retirada total até 2029. A Lei de Autorização de Defesa Nacional impunha limites mínimos à frota durante a transição.
O A-10 acumulou milhares de horas em missões no Afeganistão e no Iraque. Seu design robusto permite sobreviver a danos e operar de bases improvisadas.
Decisão segue avaliação de desempenho recente
O secretário Meink consultou o secretário de Defesa Pete Hegseth antes do anúncio. A declaração ocorreu por meio de publicação na rede social X.
“Dois esquadrões vão operar até 2030, um ativo em Moody AFB e um de reserva em Whiteman AFB”, informou porta-voz da Força Aérea. Um terceiro esquadrão segue até 2029. A frota total deve cair para cerca de 36 aeronaves em 2030.
O anúncio ocorre enquanto a Operação Epic Fury continua no Oriente Médio. Os A-10 demonstraram capacidade em apoio aéreo aproximado e ataques marítimos.
Histórico de uso reforça papel em conflitos atuais
O avião entrou em serviço nos anos 1970 com foco em apoio a tropas terrestres. Seu canhão de sete canos dispara projéteis de urânio empobrecido a alta cadência.
Pilotos e mecânicos elogiam a resistência da estrutura. Em cenários de baixa ameaça antiaérea, o A-10 oferece persistência superior a caças mais rápidos.
A extensão até 2030 permite ganho de tempo para ramp-up de produção de novas plataformas. A decisão evita redução imediata de capacidade operacional.
Detalhes técnicos e próximos passos
A frota atual conta com variantes A-10C modernizadas. Elas incluem sistemas de mira avançados e capacidade de armas guiadas.
A Força Aérea não divulgou cronograma exato de substituição gradual. O foco permanece na manutenção de esquadrões selecionados enquanto avalia lições da operação atual.
- Manutenção de pelo menos 103 aeronaves até setembro de 2026 por determinação legal.
- Preservação de esquadrões específicos em bases ativas e de reserva.
- Continuidade de treinamento para missões marítimas e de apoio aproximado.
- Monitoramento de produção industrial para aceleração de novos caças.
A prorrogação reflete adaptação às demandas operacionais imediatas.

